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100 anos de ‘Imperialismo, fase superior do capitalismo’, de V.I. Lenin

Sobre o imperialismo hoje

Fausto Arruda

A Associação de Nova Democracia – Nuevo Peru apresentou durante o VI Seminário Internacional sobre o Capitalismo Burocrático um profundo, amplo e brilhante trabalho que analisa a situação atual do imperialismo baseado nas teses leninistas, nos aportes do Presidente Mao Tsetung e nas contribuições de valor universal do Presidente Gonzalo, apontando não somente sua situação, mas principalmente as perspectivas concretas para a sua derrota. A exposição, sob o título de Sobre o Imperialismo hoje, se baseou na obra de Lenin, ”Imperialismo, fase superior do capitalismo”, escrita na primeira metade de 1916 e que completou seu centenário no presente ano.

A obra de Lenin foi exposta em toda sua atualidade e aplicada à compreensão da situação política objetiva atual, abordando o tema do imperialismo aplicado à revolução mundial. O trabalho evidenciou como se desenvolve a dominação dos monopólios usados no mundo para controle do capital financeiro, bem como a exportação de capitais e o domínio monopolista da economia do Terceiro Mundo pelas diferentes potências imperialistas, principalmente a ianque. Além de como tem crescido significativamente os ganhos dos rentistas, muitas vezes superiores que os obtidos com o comércio exterior, sendo essa a essência do imperialismo e a origem do seu caráter parasitário.

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Exitoso Seminário Internacional marca 50 anos da GRCP e centenário da magistral Obra de Lenin

Revelou o que oculta os dados de superávit comercial da China, concluindo que o imperialismo tem sido cada vez mais monopolista, parasitário e moribundo, e que todas suas contradições se agudizam. Frisou também que o capitalismo burocrático gerado por ele sobre a base semifeudal nos países coloniais e semicoloniais está igualmente podre e agonizante. Por outro lado, as condições para a revolução estão mais maduras, e a situação revolucionária que se desenvolve de maneira desigual no mundo, aponta que a maior base e zona principal das tormentas estão no Terceiro Mundo. Aqui também foi ressaltado o importante papel da luta do proletariado, do campesinato e do povo no Brasil que tem impulsionado o momento de grande transcendência histórica que vivemos para a Revolução Proletária Mundial.

A partir da aplicação da teoria desenvolvida por Lenin, refinada pelo Presidente Mao Tsetung e com os aportes de valor universal do Presidente Gonzalo, foi colocada a situação atual de varrimento do imperialismo. Estamos na terceira etapa da Revolução Proletária Mundial, na ofensiva estratégica desta e, por isso, na defensiva estratégica da contrarrevolução mundial. O reparte das migalhas do butim dos imperialistas com certos setores dos trabalhadores é a base material do oportunismo e daí a necessidade da luta contra o oportunismo e revisionismo inseparável do combate ao imperialismo.

Combateu a farsa do “socialismo do século XXI”, destacando que toda a cadeia de produção é dominada pelos monopólios e que, portanto, a estatização e nacionalização de propriedades sem destruir o capitalismo burocrático servem à dominação imperialista, citando o exemplo da Venezuela.

Frisou-se que a relação que predomina entre os monopólios na economia do imperialismo mundial é a divisão e a pugna na disputa pela partilha e repartilha das áreas de influência. Ao contrário do que querem fazer crer os revisionistas do MOVADEF no Peru e Prachanda no Nepal, que negam a agudização das contradições do mundo atual, para negar o desenvolvimento da situação revolucionária do mundo e a Guerra Popular (GP).

A relação econômica do imperialismo constitui a base da situação internacional existente hoje. Durante todo o século XX se define esta fase superior, última do imperialismo, que define uma profunda distinção entre os países opressores e oprimidos.  Assim, não é possível tomar como principal a contradição fundamental do capitalismo, ou seja, proletariado versus burguesia, porque estamos na fase superior e última deste, o imperialismo. Evidenciando assim que a contradição entre nações oprimidas de um lado e potências e superpotências imperialistas de outro é a contradição principal.

A situação do imperialismo moribundo, mas não morto, piora, e vendo seu perigo de morte, descarrega sua crise sobre os países dominados e incrementando a disputa entre eles pela partilha e repartilha, desatando suas guerras de agressão nos diferentes continentes, sendo a situação mais candente a do Oriente Médio Ampliado. Aprofunda-se a crise econômica e as crises de todas as ordens, que aparecem mais agudas nos países semicoloniais ou coloniais e semifeudais, onde se desenvolve o capitalismo burocrático a serviço do imperialismo.

A ofensiva contrarrevolucionária geral contra o marxismo, o partido, o socialismo e a ditadura do proletariado dirigida pelo imperialismo deve ser enfrentada com a contraofensiva marxista-leninista-maoísta pensamento gonzalo, dirigida pelo Partido Comunista do Peru (PCP) e a Guerra Popular. Desde o começo do presente ciclo, a ofensiva contrarrevolucionária geral passou a desenvolver-se como guerra contra o “terrorismo” ou como “guerra contra o islamismo”, contra o “dogmatismo” e o “sectarismo religioso”. Esta ofensiva contrarrevolucionária busca legitimar a guerra de agressão imperialista contra as nações oprimidas, a guerra de agressão pela partilha e repartilha das nações do Terceiro Mundo, especialmente no chamado Oriente Médio Ampliado, buscando criar opinião pública favorável à guerra de rapina imperialista e o genocídio.

Mas como estabeleceu o Presidente Mao Tsetung, os povos lutam pela revolução, as nações pela sua liberação e os países por sua independência. O que está expresso nas lutas de libertação nacional nos países do Terceiro Mundo, os povos se lançam com as armas que tem ao seu alcance para dar cabo das forças ocupantes e opor seu terror contra o terror mais sofisticado e a barbárie mais primitiva dos imperialistas. Com as armas e as formas que conhecem de fazer a guerra desde sempre, o fazem não só no militar com unhas e dentes, mas com a ideologia que têm. O problema é a necessidade do partido comunista que dirija suas lutas. Mas isso não os detêm e demonstram que as massas estão lutando. Para enfrentar os ocupantes que banham em sangue o povo, as massas desses países se levantam em tempestuosas lutas armadas de todos os tipos e guerras populares.

Os imperialistas recebem em seu próprio solo as consequências de suas barbáries. Os Estados imperialistas reacionarizam-se ainda mais, avançam na centralização absoluta e na militarização. Os Estados imperialistas vão se transformando cada vez mais em cárceres para os trabalhadores. A casa dos imperialistas começa se incendiar como parte deste movimento de regresso, pois a guerra desencadeia todas as contradições, dentre elas também a contradição proletariado versus burguesia nestes países.

No início da década de 1990 entramos em uma nova onda da Revolução Proletária Mundial, que hoje se desenvolve como lutas armadas de resistência, o desenvolvimento da GP na Índia, a briga dos comunistas no Peru por reorganizar seu partido e dar um novo impulso à GP. A tendência histórica e política principal é a revolução. Avança-se também nos países de Terceiro Mundo e mesmo nos países imperialistas, a tarefa atrasada de reconstituição dos partidos comunistas, o que é o principal se tomado estrategicamente e em perspectiva.

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