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Varrer o imperialismo, avançar a Rebelião Popular

Jailson de Souza

Foi realizado, no Rio de Janeiro, entre os dias 9 e 13 de outubro, o VI Seminário Internacional sobre Capitalismo Burocrático organizado pelo GISAS – Brasil (Grupo de Investigação sobre Subdesenvolvimento e Atraso Social – Brasil), sob os temas “50 anos da Grande Revolução Cultural Proletária” e “100 anos da publicação da obra ‘Imperialismo, fase superior do capitalismo’ – Lenin”.

O exitoso seminário contou com dezenas de delegações internacionais e mesmo de várias regiões do país, além de professores e estudantes universitários, secundaristas, pesquisadores e intelectuais.

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Seminário discutiu a atualidade dos conceitos e aplicação das teses do capitalismo burocrático

No dia 9 de outubro, inauguraram o seminário a comissão organizadora do GISAS – Brasil, o representante da Associação de Nova Democracia (Peru-Alemanha) e o professor Victor Martín Martín, além das organizações presentes, a Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), o Movimento Feminino Popular (MFP), a Liga dos Camponeses Pobres (LCP), a Liga Operária e outras.

A comissão organizadora e a intervenção do MFP destacaram que o importante seminário se dava à memória de Sandra Lima, grande revolucionária brasileira, fundadora e dirigente do MFP e da FRDDP.

Ademais, foi ressaltado o caráter anti-povo e vende-pátria do gerenciamento do PT para o aprofundamento do capitalismo burocrático no Brasil e sua responsabilidade na intensificação da escalada fascista que há hoje no velho Estado. A comissão organizadora do GISAS ressaltou ainda o papel dos intelectuais progressistas e revolucionários, de travar intensa batalha nas suas trincheiras de combate que são as universidades, combatendo as teorias e pensamentos gerados pela já declinante ofensiva contrarrevolucionária de caráter geral do imperialismo ianque; lembrou que cabe reafirmar a vigência da luta de classes, a necessidade de uma Revolução e de esclarecer a condição semicolonial e semifeudal dos países dominados pelo imperialismo, iluminados pela tese do capitalismo burocrático.

O MEPR também destacou o papel da luta nas universidades, orientando no sentido de fazer com que esta sirva ao povo e à sua luta por uma Nova Democracia.

O representante da LCP fez uma exposição sobre a agudização das contradições entre as massas de camponeses pobres sem terra ou com pouca terra e o latifúndio e da resistência das massas contra os ataques do Estado genocida, denunciando particularmente a covarde repressão comandada pelo velho Estado em Rondônia contra as lideranças camponesas e apoiadores da luta pela terra. Registrou também a luta dos povos indígenas, sobretudo no Mato Grosso do Sul, e frisou que, mesmo com a absurda repressão, as tomadas de terras seguem num crescente, com as massas se organizando cada vez mais para conquistar a terra por todo país.

O representante da Associação de Nova Democracia (AND – Peru-Alemanha) exaltou a luta do povo brasileiro e o crescimento formidável do levantamento das massas, principalmente no campo, apontando as perspectivas brilhantes e próximas para a Revolução de Nova Democracia no Brasil.

A FRDDP lembrou que, para compreender o capitalismo burocrático, cabe estudar e compreender as teses formuladas e comprovadas na prática da Revolução Peruana por Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo, chefatura do Partido Comunista do Peru (PCP), preso e mantido incomunicável pela reação há 24 anos.

O representante da Liga Operária ressaltou a luta classista dos operários, a situação de decadência do oportunismo alijado da gerência de turno do velho Estado burguês-latifundiário e a atual situação da crise generalizada do capitalismo burocrático no país.

No dia 10 de outubro, o professor da Faculdade de Geografia da Universidade de La Laguna, Victor Martín Martín iniciou sua palestra sobre o capitalismo burocrático nas Ilhas Canárias, no Estado espanhol. Retomou a caracterização fundamental deste fenômeno histórico social que é o capitalismo burocrático, partindo da concepção teórica e ideológica do marxismo-leninismo-maoísmo, na forma como foi sistematizado pelo grande comunista peruano Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo. Expôs o conceito de capitalismo burocrático como capitalismo que se desenvolve nos países coloniais e semicoloniais dominados pelo imperialismo, capitalismo que nasce atrelado ao latifúndio e que se desenvolve atado à evolução da semifeudalidade, e não como uma ruptura com esta.

Durante sua palestra, destacou como o Estado busca, através de campanhas de “reforma agrária”, de cooperativização ou estatização das terras, somente reestruturar a concentração da terra e manter a semifeudalidade e que o fim desta só pode se dar, na época do imperialismo e da sua tendência absoluta ao monopólio, sob a direção do Estado proletário, construído com a Revolução de Nova Democracia.

No dia 11, o professor indiano do Departamento de História da Universidade de Jadavpur, Calcutá, Amit Bhattacharyya expôs sua palestra com três temas: sobre o processo de unificação das diversas organizações maoístas que hoje compõem o Partido Comunista da Índia (Maoísta), ressaltando o duro caminho de lutas ideológico-políticas percorrido pelos revolucionários até sua unificação; os avanços conquistados na emancipação das mulheres na Grande Revolução Cultural Proletária e o tratamento dado à questão feminina com a integração das mulheres na produção de forma cabal e a luta contra Liu Shao-chi e sua política de mantê-las afogadas no trabalho doméstico; e a revolucionarização da Educação no socialismo, a ligação do conhecimento à luta pela revolução, fruto e servindo a esta.

No dia 12, o representante da Associação de Nova Democracia – Nuevo Peru de Hamburgo, Alemanha, expôs sua palestra com o tema “Imperialismo hoje”, fazendo um panorama amplo sobre a situação do mundo. Ressaltou o conluio e a pugna entre os imperialistas, hoje concentrados no assim chamado Oriente Médio Ampliado e no Leste da Europa, regiões de disputa de semicolônias entre as superpotências e potências imperialistas, fundamentalmente USA e Rússia, cada qual com seus aliados temporários.

Lembrou que não há amizade entre os imperialistas, pois todos disputam semicolônias entre si e que, em absoluto, todos almejam a guerra de partilha e repartilha do mundo. Fez um paralelo para a luta das massas, sob suas variadas formas e direções, frisando que o problema é a falta da direção proletária, o Partido Comunista maoísta, para dirigir a luta daquelas massas e unir as forças que combatem os imperialistas (ver mais na página 19).

No dia 13 foi realizada a secção de comunicações com a apresentação de trabalhos acadêmicos desenvolvidos em universidades no Brasil e no exterior, com a aplicação da tese do capitalismo burocrático em diferentes áreas de estudo e investigação.

O seminário foi marcado pela combatividade e vigorosa agitação unida ao debate acadêmico. As delegações internacionais também saudaram o evento e sua organização e saíram dali ainda mais decididas a se empenhar na prática e na compreensão do que é o imperialismo e o capitalismo engendrado por ele nas colônias e semicolônias, o capitalismo burocrático, com vistas a pôr fim a todo este sistema de opressão que se apresenta.

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