Destaques da edição impressa

RJ: Ato público por justiça e em memória do jovem Andreu Luis

Por Rafael Gomes

 
Na manhã desta quarta-feira, 8 de fevereiro, organizações de defesa dos direitos do povo realizaram um novo ato público em frente ao Tribunal de Justiça, no Centro do Rio, pela punição dos assassinos do jovem Andreu Luis, torturado e morto por seis agentes do Degase (Departamento Geral de Assuntos Socioeducativos), nas dependências do Centro de Triagem (CTR), no dia 1º de janeiro de 2008.
 
Além de Deize (mãe de Andreu e incansável lutadora por justiça), estiveram apoiando o ato organizações como a Rede Contra a Violência, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), Mães de Maio (de São Paulo), Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDH), Grupo Tortura Nunca Mais, Núcleo de Mães de Vítimas de Violência do Estado, entre outras, que lançaram um panfleto explicando o caso para a população:
 
“Depois de muita insistência da parte de Deize (mãe de Andreu), depois de várias solicitações jurídicas e de nenhuma providência ter sido tomada, um ato público foi convocado em frente ao IML no dia 19/1/2011. Diante da pressão na rua, com panfletos, cartazes, faixas e com a presença incansável de mães e familiares de outros jovens desaparecidos e assassinado em circunstâncias semelhantes, a direção do IML chamou Deize para conversar prometendo que a exumação seria feita e com um novo laudo. A primeira pergunta do diretor do IML foi se Deize havia fotografado Andreu no dia de seu sepultamento.
 
A preocupação do diretor já anunciaia o que viria depois: no dia da exumação os funcionários ficaram surpresos com a quantidade de pessoas e inclusive não queriam abrir o caixão… o laudo que resultou dessa exumação foi “inconclusivo”! Nem mesmo respondeu às várias questões essenciais que o promotor havia solicitado. Mais uma vez o peso da burocracia,  a omissão da “justiça” e a continuidade da impunidade era o resultado de tanto esforço!
 
Tudo foi conduzido pra que fosse confirmado o 1º laudo, de forma a manter a impunidade dos assassinos de Andreu. Para manter o clima de terror no CTR, agora chamado de ‘Professor Gelson Amaral’, e no Degase. Nesse 1º laudo a conclusão, absurda, era de que Andreu havia caído ao tentar fugir pulando um muro de 6 m de altura!
 
Durante esse período, devido a luta e a insistência de Deize, um fato importante aconteceu: o Ministério Público denunciou seis agentes de disciplina (que, inclusive, afirmaram, em depoimento, terem agredido Andreu) no dia 30/5/2011, e o TJ a acatou no dia 30 do mês seguinte. Foi uma vitória da luta de Deize e dos movimentos populares que a apóiam, e neste dia 8/2/2012 estará sendo realizado a primeira audiência do processo criminal onde os agentes respondem por homicídio.
 
Mesmo diante de tanta lentidão da justiça, Deize não perde a disposição de lutar. E então inicia sua luta pela 2º exumação. Nova ordem judicial foi emitida e até agora não foi cumprida.”
 

Posted by Administrador on fevereiro 8th, 2012

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Peru: Professores em luta pela educação

Por Ana Lúcia Nunes

 

O SUTEP, Sindicato Unitário dos Trabalhadores da Educação do Peru, região Puno, promete para o dia 24 de abril uma paralisação de 24 horas. Existe a proposta de uma greve geral e indefinida com início previsto para o dia 6 de junho, caso a situação não evolua. Os docentes realizam mobilizações há mais de um ano contra as políticas governamentais para a educação. Eles pedem mais verbas para a educação, melhores salários, o cumprimento da Lei de Professores 24029 e a revogação da Lei de Carreira Pública do Magistério N° 29062. A Lei de Carreira Pública do Magistério criou um sistema de meritocracia para os aumentos salariais, substituindo o antigo método, que era por antiguidade. Para o SUTEP, o sistema é muito subjetivo e pode dar margem a erros, perseguições políticas e todo tipo de manobras.

 

 

Posted by Administrador on fevereiro 7th, 2012

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Professores goianos anunciam greve contra redução nos salários

Após assembléia realizada na manhã desta quinta-feira (2), professores e servidores administrativos da rede estadual de ensino de Goiás realizaram uma manifestação em frente a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) contra a diminuição dos salários da categoria. Na assembleia, a categoria decidiu que a partir do próximo dia 6 de fevereiro irá entrar em greve por tempo indeterminado. Os educadores protestam contra o novo Plano de Cargos e Salários definido pela Seduc e reclamam a incorporação da gratificação por titularidade ao piso salarial, além de exigem reajuste de 30% para os que trabalham 30 horas por semana.

 

Na assembléia também se decidiu que, nesta sexta-feira, dia 3, os grevistas passarão nas escolas explicando a comunidade escolar, estudantes e pais, os motivos da paralisação.

 

As razões da greve se devem às leis aprovadas no último dia 15 que prevê o achatamento da carreira e a incorporação das titularidades aos vencimentos como forma de se fazer acreditar o governo está pagando o Piso Salarial.

 

Segundo informativo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), caso o Plano de Carreira anterior fosse mantido, o professor de nível PE-III (com licenciatura) letra ‘a’, e com gratificação por titularidade de 30%, estaria recebendo R$ 2.877,21. Com o plano atual, terá um reajuste de apenas 1,7% e vai receber R$ 2.016. Portanto, o professor vai ter redução salarial. No exemplo citado, vai ser de R$ 861. No caso, o educador goiano vai demorar nove anos para recuperar esse prejuízo.

 

Posted by Administrador on fevereiro 3rd, 2012

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RJ: Nova manifestação contra o aumento das passagens na Central do Brasil

Atendendo ao chamado do Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens do Rio de Janeiro, dezenas de pessoas se reuniram na Central do Brasil nesta quinta-feira, dia 2 de fevereiro, na 5º manifestação do ano na capital fluminense contra o aumento das tarifas no transporte público. Esse ato ocorreu no mesmo dia em que a passagem do trem subiu de R$ 2,80 para R$ 2,90.
 
Os manifestantes se concentraram em frente a estação e, em seguida, a saíram em passeata até o interior da Central do Brasil onde fizeram falas para os trabalhadores usuários dos trens da Supervia denunciando o criminoso aumento da passagem e a máfia dos transportes no Rio.
 
Em seguida, a passeata se dirigiu até os pontos de ônibus da Av. Presidente Vargas e os manifestantes novamente realizaram o ‘catracaço’ nas roletas e abriram as portas de trás dos coletivos para que a população entrasse de graça.
 
Nos dias que antecederam o ato, cartazes foram colados pelo Centro da cidade convocando a população a aderir nos protestos.
 
No próximo dia 9 de fevereiro, está sendo organizado um dia nacional de luta contra o aumento e várias cidades já confirmaram manifestações para esse dia. Uma reunião será realizada no sábado (4/2) para organizar o ato no Rio de Janeiro.
 

Mais informações acesse: http://www.facebook.com/events/156584714453137/

 

Posted by Administrador on fevereiro 3rd, 2012

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Argentina: Em protesto contra a visita do príncipe William, manifestantes atacam agência do HSBC

Nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, um grupo de manifestantes argentinos atirou bombas de tinta contra uma agência do banco de capital britâncico HSBC, localizada no Centro da capital Buenos Aires, em protesto contra a visita do príncipe William às Ilhas Malvinas.
 
Mais de 100 pessoas, integrantes do grupo Quebracho, com pedaços de paus nas mãos, se concentraram em frente a uma casa noturna numa praça de Buenos Aires que recorda os 649 argentinos mortos na Guerra das Malvinas, em 1982. O arquipélago está sob dominação britânica.
 
Após saírem em passeata, os manifestantes marcharam até a Torre Monumental e, em seguida, pela rua Florida, principal via de pedestre da cidade, até às portas de uma agência do HSBC, onde fizeram o ataque e depois se dispersaram. A ação dos manifestantes repercutiu em toda a Argentina e em meios de comunicação internacionais.
 

Posted by Administrador on fevereiro 3rd, 2012

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Jornal A Nova Democracia nº 86 (fevereiro de 2012)

Clique na imagem para ampliar a capa

 

Adquira nas bancas ou com o comitê de apoio ao AND de sua região!

 

www.anovademocracia.com.br

Posted by Administrador on fevereiro 1st, 2012

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Mais cenas e relatos do covarde ataque das tropas do Estado à favela Pinheirinho, em SP

Por Patrick Granja

 

As imagens contidas nesse video mostram cenas e relatos dos momentos de terror vividos pelos moradores da favela Pinheirinho no último dia 22 de janeiro. Na ocasião, 10 mil famílias foram expulsas pelo gerenciamento Alckmim de um terreno no município de São José dos Campos, interor de São Paulo. Nos dias seguintes, nossa reportagem esteve no local e conversou com várias vítimas da operação de guerra mobilizada pelas forças de repressão do velho Estado contra as famílias que viviam no local. Muitas pessoas que entrevistamos apresentavam ferimentos pelo corpo, segundo elas, causados por sessões de espancamento comandadas pela ROTA, conhecida pelas atrocidades que comete contra o povo nas favelas e bairros pobres de São Paulo.

 

Quando nossa reportagem esteve no abrigo montado na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro — ao lado do Pinheirinho —, muitos desabrigados relataram as atrocidades cometidas pela PM durante o despejo. Revoltada, uma moradora abrigada na igreja com sua família denunciou algumas da mentiras veiculadas pelo monopólio dos meios de comunicação em conluiu com os gerenciamentos de turno.

 

Posted by Administrador on fevereiro 1st, 2012

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Liberdade para Soni Sori e Lingaram Kadopi

Fonte: página do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos

 
Soni Sori é uma professora primária adivasi, de Dantewada, em Chattisgarh, Índia. Mãe de três filhos, ela foi acusada de estar envolvida com os maoístas na região e, por isso, foi presa em outubro de 2011, cruelmente torturada e abusada sexualmente enquanto sob custódia policial. Apesar da campanha internacional por sua imediata libertação, ela continua na prisão, esperando julgamento.
 
Seu sobrinho Lingaram Kadopi é um jovem jornalista, que também foi acusado de ter ligações com os maoístas e ainda está preso. Em abril de 2010, Lingaram participou do ‘Tribunal Popular Independente sobre aquisição de terras, apropriação de recursos e Operação Caçada Verde’, em Nova Déli.Ele documentou as atrocidades da polícia e das forças paramilitares e incluiu no seu trabalho apresentado a gravação das estórias contadas pelo povo, cujas casas foram queimadas e destruídas pela polícia em uma operação de três dias, em março de 2011. 
 
Em setembro de 2011, Lingaram foi preso, acusado de ‘proteger’ os maoístas ao coletar dinheiro para o desenvolvimento da luta revolucionária em Chattisgarh. Soni Sori foi então pressionada pela polícia a persuadir Lingaram a aceitar as acusações contra ele. Ela recusou-se a fazer isso afirmando que as acusações eram falsas e acabou sendo ameaçada.  Temendo por sua vida, Soni Sori foi para Nova Déli denunciar a perseguição contra ela e seu sobrinho e buscar assistência legal.
 
No entanto, em 4 de outubro de 2011 ela acabou sendo também presa em Déli. A polícia local não conseguiu encontrar qualquer prova contra ela. E, por isso, usou os mesmos métodos bárbaros que tem sido usado seguidamente contra o povo e os revolucionários na Índia. Soni Sori foi cruelmente torturada. E quando levada diante de um magistrado, os policiais refutaram as denúncias de tortura dizendo que a própria Soni teria provocado os ferimentos em seu corpo, quando caiu dentro de um banheiro. Mas os médicos encontraram marcas de ferimentos profundos em sua cabeça e costas; e marcas pretas foram encontradas em seus dedos dos pés, provavelmente causadas por choques elétricos. No relatório médico independente apresentado na Corte Suprema, os médicos afirmaram terem encontrado duas pedras inseridas no órgão genital de Soni Sori e outra dentro de seu reto.
 
A Anistia Internacional condenou estas prisões
 
Em debate realizado no dia 26 de janeiro, na Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS Vernon Square Campus), da Universidade de Londres, foram feitas denúncias sobre a ação repressiva do Estado indiano contra o povo. A advogada e professora da Westmisnter University, Radha D’Souza; Richard Harkinson, da London Mining Network; Ramesh Gopalakrishnan, da Anistia Internacional e o professor Jonathan Parry discutiram a opressão crescente do Estado indiano.
 
Eles convocaram os presentes a participar da campanha pela libertação de Soni Sori e Lingaram Kadopi., repetindo o movimento realizado antes, em Londres, pela libertação do Dr. Binayak Sen, um médico do povo indiano, que foi preso, também acusado de trabalhar com os maoístas. Durante o evento foi apresentado o contundente documentário  ‘Before Dark’, do indiando Ajay TG, que aborda o problema da grilagem de terras em Chattisgarh.
 
A Anistia Internacional denunciou que “o mega ‘neoliberal” desenvolvimento em estados como Chattisgarh, na Índia, é baseado na mineração e industrialização que tem levado a um deslocamento em larga escala e a uma perda dos meios de sobrevivência por parte da população local, particularmente das comunidades indígenas, os adivasis.
 
Ficou claro que a população local tem enfrentado a violência do Estado e das empresas de mineração, que tem significado mais e mais perseguições, detenções ilegais e torturas por parte da polícia e de forças paramilitares.
 
A campanha internacional, portanto, reivindica: punição imediata contra aqueles que torturam Soni Sori; libertação imediata de Soni Sori e Lingaram Kodopi e a retirada das falsas acusações contra eles.
 
Várias ações estão sendo planejadas para os próximos dias e meses. Além disso, é importante que outras organizações, em diferentes países, possam escrever mensagens para a Embaixada da Índia solidarizando-se com eles.
 

Posted by Administrador on fevereiro 1st, 2012

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Trabalhadores cariocas terão de pagar mais caro para andar nos trens da Supervia

Por Rafael Gomes

 
A partir da próxima quinta-feira, 2 de fevereiro, os trabalhadores cariocas e da Baixada Fluminense terão de pagar R$ 0,10 a mais para andar de trem, a tarifa do transporte passará a custar R$ 2,90.
 
Nos últimos anos, a passagem do trem só tem aumentado e, com isso, ao invés de melhorias, o que vemos são trens descarrilando, trabalhadores sendo chicoteados por seguranças, coletivos cada vez mais superlotados, atrasos, e por aí vai…
 
Seria cômico, se não fosse trágico, o fato de um trem ter partido sem um maquinista, um ‘trem fastama’. Pois tal fato é verdade. Isso sem contar quando os coletivos enguiçam no meio do caminho e as pessoas são obrigadas a andar pela linha férrea até a próxima estação, cena comum no Rio de Janeiro.
 
Em contrapartida, nos últimos anos os trabalhadores usuários dos trens da Supervia têm realizado protestos contra a péssima qualidade do serviço, como o ocorrido nas estações Oswaldo Cruz, Ricardo de Albuquerque e Deodoro no dia 16 de dezembro do ano passado. Ou como na Central do Brasil, em outubro de 2009, quando a tropa de choque da PM chegou a lançar bombas de efeito moral contra homens, mulheres, crianças e idosos no interior da estação.
 
A partir de agora, o carioca que utiliza o trem para ir e voltar do trabalho deixa de gastar R$ 112 e passa a gastar R$ 116 por mês, contando apenas os dias úteis. Há exato um ano atrás, em 2 de fevereiro de 2011, a passagem sofreu o penúltimo aumentou quando, na ocasião, passou para R$ 2,80, portanto esse é o segundo aumento em apenas um ano.
 
Em 1998, a operação da antiga Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens) foi privatizada, sendo a Supervia – empresa criada pelo Consórcio Bolsa 2000, o vencedor da licitação – a obter uma concessão de vinte e cinco anos, renováveis por mais vinte e cinco, para a operação comercial e manutenção da malha ferroviária urbana da região metropolitana do Rio. Com um lance de US$ 280 milhões, desses, US$ 30 milhões foram pagos ao Estado e US$ 250 milhões a serem investidos no sistema. Sem nenhuma forma de financiamento, a Supervia conquistou um mercado de cerca de 450 mil por dia (9 milhões por mês).
 
A Supervia afirma ter investido, de 1998 até 2009, cerca de R$ 545 milhões no sistema ferroviário e ter efetuado uma série de “melhorias”. Porém, é de conhecimento público o estado do Rio, através do Programa Estadual de Transportes, com financiamento do gerenciamento federal e do Banco Mundial, reconstruiu diversas estações e a frota rodante foi ampliada em 3 vezes, o que ainda está longe de garantir um serviço de qualidade para os usuários. Além da “modernização” de alguns serviços, como climatização dos coletivos, amplificação da eletrização em alguns ramais, etc. Mesmo assim, com a propaganda das “melhorias”, o que vemos são, ainda, alguns trens caindo aos pedaços, descarrilando e superlotados, coisa que o lucro obtido pela Supervia poderia resolver sem problema, colocando em questão se a empresa realmente gasta algum dinheiro com o sistema ferroviário do Rio.
 
Nesta quinta-feira, dia do aumento, um ato está sendo convocado pelo Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens, na Central do Brasil, às 17 h.
 

Posted by Administrador on janeiro 31st, 2012

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Polícia expulsa 450 famílias de latifúndio no Distrito Federal

Por Patrick Granja

 

No último dia 28 de janeiro, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), autorizou o despejo de 900 pessoas que viviam em 450 barracos no latifúndio Fazenda Sálvia, às margens da rodovia DF-330 entre Sobradinho e Paranoá. O terreno de 306 hectáres pertence à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério do Planejamento e Gestão e estava completamente abandonado quando foi ocupado pelas famílias.

 
Às 9:50h da manhã de sábado, 450 policiais civis, militares e federais chegaram ao local para retirar os camponeses. Uma mulher grávida passou mal e teve que ser levada para o hospital. 29 trabalhadores foram presos acusados de desacato à autoridade e invasão com intenção de ocupar terras da União.
 
Não quero nada de ninguém. Queria só um pedaço de chão para plantar, mas, como não deu certo, vou esperar uma oportunidade. O governo tinha de ajudar quem precisa. Essa terra está parada — disse o agricultor José Pereira Gonçalves, de 48 anos, ao portal do jornal Correio Braziliense.
 
Às vésperas de mais uma eleição burguesa, escancaram-se as contradições dos partidos oportunista eleitoreiros que se lançam na disputa por uma fatia da pizza. Curiosamente, o governador Agnelo Queiroz, mandante desse despejo, por exemplo, compõe as fileiras do mesmo PT, que gastou baldes de saliva criticando a violenta expulsão dos moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos, SP, governado elo PSDB. Verdade seja dita: este ano, sujos e mal lavados, ainda falarão muito mal uns dos outros.
 

Posted by Administrador on janeiro 31st, 2012

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