Por motivo da passagem do 68º aniversário de nascimento do revolucionário Manoel Lisboa de Moura, no último dia 21 de fevereiro de 2012, reproduzimos artigo do professor Fausto Arruda publicado na edição nº 74 do jornal A Nova Democracia (fevereiro/2011).
Nesta terça-feira, dia 21 de fevereiro, milhares de estudantes espanhóis voltaram a protestar na cidade de Valência contra a violenta atuação da polícia nas manifestações ocorridas nos dias anteriores. Na segunda-feira (20), um ato contra os cortes orçamentários no ensino público espanhol resultou no enfrentamento entre manifestantes e a repressão, que deixou dezenas de estudantes feridos e 25 presos.
Desde o início dos protestos, na quarta-feira da semana passada, mais de 40 estudantes, incluindo 8 menores de idade, já foram detidos.
As manifestações são contra os cortes na educação pública impostos pelo governo de Valência. As medidas de austeridade promovidas pelo executivo também resultam na redução do apoio aos estudantes e nas condições logísticas e estruturais das instituições de ensino. Vídeos circulam na internet mostrando a violenta repressão policial.
Na madrugada do dia 20 de fevereiro, após o tiroteio que deixou um jovem de 14 anos morto no morro do São Carlos, na zona Norte do Rio de Janeiro, os moradores protestaram e incendiaram uma viatura da PM.
Os moradores dizem que o protesto começou após policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos chegarem atirando na comunidade. Em entrevista ao portal G1, uma moradora que não quis se identificar afirmou que “A polícia chegou dando tiro… E dentro do bar que nós estávamos, eles jogaram spray de pimenta na cara de todo mundo”. “Não tinha confusão, não tinha nada. De repente deram um tiro e minha filha está no hospital da PM”.
Como de praxe, o monopólio dos meios de comunicação alegou ter sido o protesto uma reação de traficantes, pois o protesto ocorreu logo após uma operação para prender um traficante conhecido como ‘Menor Cheru’. Mas os moradores da comunidade desmentem e afirmam que o protesto foi devido a morte do adolescente de 14 anos.
O Batalhão de Operações Policiais Especiais da PM foi enviado ao morro, que ficou com o policiamento reforçado durante toda segunda-feira.
Imagens mostram policiais civis atirando 18 vezes contra o carro do idoso José Maria, de 72 anos, que estava na companhia da esposa e da neta, na zona Norte do Rio de Janeiro. Dos 18 tiros contra a lataria do veículo, dois atravessaram o banco e acertaram as cotas e um acertou um dedo da mão direita, mas ele sobreviveu.
Os policiais disseram ter sido um “acidente”, pois teriam disparado “revidando tiros de assaltantes”. O âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat, disse que José Maria e sua família não viram confronto algum, pois não vieram tiros do lado oposto, em direção aos policiais.
No dia 15 de fevereiro mais de 500 alunos da PUC-MG (unidade São Gabriel) protestaram contra o aumento de 9,8% nas mensalidades.
O reajuste abusivo foi efetuado pela reitoria da instituição quando os alunos ainda estavam de férias, o que provocou grande revolta.
Uma petição online organizada pelos estudantes, que contou com mais de 1.700 assinaturas, exige esclarecimentos sobre os novos valores da hora-aula na universidade.
A luta vem ganhando grande repercussão e conta com o apoio e adesão de diretórios acadêmicos de outros campi da PUC.
Os manifestantes também fazem duras críticas às bolsas de monitoria, extensão e pesquisa, que não tiveram reajuste nos últimos seis anos. O irrisório valor de R$ 300,00 é insuficiente para arcar minimamente os gastos dos bolsistas.
Em uma massiva assembleia, os estudantes em luta contra o aumento das mensalidades decidiram paralisar as aulas na PUC – São Gabriel entre os dias 15 e 17 de fevereiro. Apesar de interromperem as aulas, os manifestantes mantém-se mobilizados e convocam novos protestos para os próximos dois dias.
Fotos divulgadas pelo D.A. Cão – Psicologia da PUC Minas – São Gabriel
Vídeo do ato realizado no dia 10 de janeiro nas barcas Rio-Niterói, contra o abusivo reajuste de 60% no valor da passagem, que passará de R$ 2,80 para R$ 4,50. Essas imagens foram filmadas após os seguranças da empresa Barcas S.A. tentarem impedir o protesto. Os trabalhadores demonstraram apoio ao ato.
Extraímos da página do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) esse texto que narra a experiência de uma visita de estudantes à uma área camponesa no Norte de Minas Gerais, com o intuito de prestar apoio, passar um tempo trabalhando, conhecendo o cotidiano e a luta dos camponeses brasileiros. A visita ocorreu entre os dias 15 e 22 de janeiro em uma áera revolucionária da Liga dos Camponeses Pobres (LCP). É de fundamental importância que o novo movimento estudantil organize o apoio aos movimentos e às lutas populares, atitude que o MEPR vem tomando nos seus 10 anos de existência.
Milhares de gregos voltaram a protestar neste fim de semana contra o novo pacote de medidas de austeridade aprovado no último domingo pelo parlamento grego por 199 contra 74 votos.
Durante todo o dia de ontem (12), a praça Syntagma, em frente ao parlamento, foi palco de radicalizados protestos onde os trabalhadores enfrentaram a tropa de choque da polícia.
Pelo menos 45 edifícios foram queimados, dezenas de grandes lojas foram incendiadas e quebradas. Mais de 120 pessoas ficaram feridas durante os protestos, que também aconteceram na cidade de Salónica, a segunda maior cidade do país, e nas ilhas Creta e Corfu. Pelo menos 130 manifestantes foram detidos.
Na última sexta-feira (10), os trabalhadores gregos haviam realizado uma greve geral de 48 horas para protestar contra tal acordo. Com o pacote aprovado, a população grega vai enfrentar mais demissões e reduções nos salários. Nos últimos meses, aposentadorias foram cortadas e o governo anunciou a demissão de mais de 15 mil funcionários públicos. Essas demissões entram na conta dos 150 mil postos de trabalho que a Grécia deve reduzir no setor público até 2015, para agradar seus credores.
Dois manifestantes foram detidos pela polícia durante o protesto contra o aumento das passagens realizado em Vitória (ES) nesta quinta-feira, dia 9, como parte do Dia Nacional de Luta Contra o Aumento das Passagens.
Um grupo de manifestantes ocupou o prédio do Sindicato das Empresas de Transportes e Passageiros do Espírito Santo (Setpes-ES). A PM foi acionada e formou uma barreira na entrada do edifício. A ocupação durou cerca de 10 horas. Na parte da noite, os manifestantes interditaram o trânsito na Avenida Vitória.
De acordo com os manifestantes, alguns jovens foram agredidos com chutes e pontapés por policiais e por um funcionário do sindicato, que teria dado um tapa no rosto de uma estudante.
Luiz Cláudio, o pai de um dos estudantes detidos, em entrevista a um canal de TV, afirmou: “O meu filho foi preso porque foi solidário a um companheiro que estava sendo agredido pela polícia. Ele veio para esse movimento com total aprovação da família e foi preso de maneira arbitrária”. Os jovens presos prestaram depoimento e foram liberados.
Na tarde desta quinta-feira, 9 de fevereiro, manifestantes do Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens do Rio de Janeiro ocuparam a Secretaria Municipal de Transportes, no bairro de Botafogo, zona Sul da cidade.
Esse ato foi parte do Dia Nacional de Luta Contra o Aumento das Passagens que aconteceu em diversas cidades do país no dia 9. No Rio, os manifestantes se concentraram na Candelária, no Centro, e em seguida partiram de ônibus, fazendo um ‘catracaço’, até Botafogo, onde ocuparam a Secretaria.
A reivindicação principal do ato foi a revogação imediata do aumento da passagem (que custa R$ 2,75), mas os manifestantes também exigiam o fim do contrato que permite que todo ano se aumente a tarifa, pelo projeto de lei tarifa zero e o passe livre irrestrito para todos os estudantes. A ocupação do prédio foi feita com a exigência de serem atendidos pelo secretário de transportes, ao qual seria entregue a simbólica ‘roleta de ouro’ e uma carta manifesto. O secretário não apareceu.
Uma hora após a ocupação, que se dava de maneira pacífica, a polícia entrou pelos fundos do prédio jogando gás de pimenta, inclusive com alguns funcionários da repartição em seu interior. Quando tentavam sair, uma porta de vidro foi estourada. Os manifestantes não se intimidaram e permaneceram em frente ao edifício denunciando a repressão policial, que portava armas taser, “não-letais”, cassetetes, gás de pimenta e enviou um ônibus.
Palavras de ordem como “Outro Pinheirinho não!” e “Abaixo a repressão!” foram cantadas pelos manifestantes. A ‘roleta de ouro’ que seria entregue ao secretário foi queimada. Logo após os manifestantes se dispersaram, nenhum foi preso ou ferido.
O Comitê de Luta Contra o Aumento das Passagens anuncia novas mobilizações e atividades culturais durante o fim do mês de fevereiro para continuar denunciando para a população os abusivos aumentos nas tarifas dos transportes públicos. Mais informações acesse:tvpularoleta.blogspot.com