O submundo da farsa eleitoral

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Faltando praticamente um ano e meio para mais um capitulo da farsa eleitoral é grande a movimentação para definir a priori quem ocupará a cadeira de gerente da semicolônia Brasil.

Tal como nos tempos do regime militar que elaborava uma legislação eleitoral ao sabor da conjuntura para garantir com folga os candidatos do regime, o gerenciamento petista em conluio com PMDB e Pecedobê elaborou um projeto eleitoral para dificultar o surgimento de novas frações dentro do quadro de partido único ao mesmo tempo em que se favorecia com uma base de sustentação correspondente a 60% do tempo de rádio e TV e o equivalente em recursos do fundo partidário. Paraassegurar o apoio desta geleia vale tudo, inclusive, criar o maior ministério de todos os tempos para trocar por apoio eleitoral.  Armam-se verdadeiros imbróglios como: Afif, do PSD, que é vice de Alkmin do PSDB vai para o ministério de Dilma que é do PT, mas que quer o apoio de Kassab, dono do PSD, que está em cima do muro.

Dilma Rousseff colocou a campanha na rua transformando inserções na TV einaugurações de mal acabados estádios para a copa em comícios eleitorais ao mesmo tempo em que Aécio Neves e Eduardo Campos circulam pelo Brasil  fazendo discursos críticos ao gerenciamento petista e Marina Silva não encontra gancho para armar a sua Rede.

É dando que se recebe

Como para todos eles o povo é apenas um detalhe, seus discursos são direcionados àqueles que realmente definem o resultado da farsa eleitoral, no caso, os banqueiros, as transnacionais , o agronegócio, em fim, ao imperialismo.

Medidas como as concessões para a construção e ampliação de aeroportos e estradas, leilões dos poços do pré-sal, renuncia fiscal para indústria automobilística e para a linha branca, aumento das taxas de juros, desoneração da folha de pagamento e de itens da cesta básica,generosos empréstimos do BNDS, são apenas alguns exemplos de como a grande burguesia, o latifúndio e o imperialismo  são aquinhoados pelas benesses do gerenciamento petista sob as bênçãos de São Francisco cuja oração assegura que "é dando que se recebe”.

Os autodenominados candidatos de oposição ( talvez ao povo) se esmeram em afirmar em seus discursos de que é possível fazer mais do mesmo. Arvoram o baixo crescimento da indústria, a inflação e o fraco PIB, para prometerem que com eles a coisa será diferente.

A preocupação primeira de todos os candidatos foi de selecionar o seu marqueteiro e, em seguida,amparados por seus padrinhos já iniciarem o desfiar do rosário de promessas. Enquanto Dilma Rousseff usa Luiz Inácio como bengala, Aécio Neves se escora em Cardoso, Campos monta no "cacunda” de Paulo Skaff da CNI , Marina vai de Natura. Para o momento só demagogia, as melhores promessas, como sempre, ficam para o futuro que, afinal, a deus pertence.

Todos escondem o fato de que a crise econômica internacional de há muito já se instalou no Brasil e que a virada no balanço de pagamento é apenas um indicador de como o imperialismo  cobra de suas colônias e semicolônias o aumento da derrama.

Elevadas taxas de juros para remunerar o capital especulativo e remessas de lucros exorbitantes são outras formaspermitidas pelo gerenciamento PT/FMI de demonstrar sua subserviência aos ditames da oligarquia financeira internacional.

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Para o povo fica o arrocho, a carestia e arepressão

Enquantoisso professores, funcionários públicos e os trabalhadores de modo geral são submetidos a arrocho salarial tendo que recorrer a greves para tentar impedir a degeneração de seu poder aquisitivo diante da inflação que corrói o poder de compra , principalmente dos assalariados. Preços que com a desoneração de itens da cesta básica não diminuíram posto que as cadeias de supermercado, em sua maioria na mão de transnacionais,se apropriaram da diferença a menor que deveria servir ao povo.

Uma das formas de ganhar a confiança de seus amos das classes dominantes é dar demonstrações de sabem colocar o povo "em seu devido lugar”, assim, usam e abusam em reprimir as manifestações populares por melhores salários , melhores condições de vida e contra a violência policial. 

Quando se trata de repressão, todas as frações do partido único, no poder, não se diferenciam. A polícia do PT do Rio grande do Sul reprime os estudantes que protestam contra o aumento abusivo dos transportes coletivos; A polícia do PSDB de São Paulo reprime os professores que reivindicam salários dignos; O Polícia do PMDB do Rio de Janeiro reprime os índios e os moradores dos morros que repudiam a violência policial; A polícia do PSB do Ceará reprime os professores dentro das instalações da Assembleia Legislativa; e por aí vai.  A criação da Força Nacional e de um esquadrão especial da polícia federaljunto à destinação do exército e da marinha para a repressão no campo e na cidade são, particularmente, a expressão maior de que os governos de turno seja a nível federal, estadual e mesmo municipal, em conjunto,  exercem uma feroz ditadura sobre as massas, principalmente, o povo pobre.

A rebelião se justifica

Mais do que nunca é necessário afirmar e desfraldar a brado de que "a rebelião se justifica". O Sr. Geraldo Alckmin, cuja polícia mata desbragadamente a população pobre de São Paulo, declarou "que se o povo soubesse dez por cento do que fazem com ele, faltaria guilhotinas para cortar o pescoço dos corruptos." Ora vejam, quando vemos um legítimo representante da oligarquia e membro da medieval Opus Dei, servirse de tal peroração só se pode ver astúcia de um afã demagógico e eleitoreiro ou clamor incontido por tirania para a qual se dispõe a exercer. Mas também poderia ser um vaticínio a alertar perigo. Neste caso não se trataria de alguém de todo néscio e ridículo.

A propósito, as revoltas que se repetem em certo ritmo nos bairros pobres, no campo, na juventude e mesmo num movimento operário garroteado por tantos empulhadores, não denotaria isto que, camponeses, operários, a juventude e o povo pobre enfim, já começara a afiar espadas?


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