Datas memoráveis do proletariado - 33 anos do início da Guerra Popular no Peru

A- A A+

Do canhão, do fuzil nasce o poder.
Da Guerra Popular, novo poder!"

Trecho de canção das Luminosas Trincheiras de Combate no Peru

http://www.anovademocracia.com.br/111/12.jpg

17 de maio de 1980, povoado de Chusqui, departamento de Ayacucho, Peru. Durante as eleições gerais, após denunciar a farsa eleitoral, uma coluna de guerrilheiros queimaram as urnas e se retiraram. Esta ação marcou a declaração pública de guerra ao Estado peruano pelo Partido Comunista do Peru (PCP), dando início à guerra popular.

A insurgência popular armada sob a firme direção do PCP armado pelo maoísmo e uma magistral condução pelo Presidente Gonzalo, através de acertados planos e campanhas, levantou labaredas revolucionárias no campo e na cidade, principalmente nas regiões andinas. Em 10 anos passou da defensiva ao equilíbrio estratégico, assombrando toda a reação peruana e as hostes imperialistas. A partir de 1990 os imperialistas ianques tomam a direção do combate ao PCP e à Guerra Popular e sucessivos golpes de porte são desfechados nos comitês de direção do partido e operações de arrasamento nas bases de apoio revolucionárias. Mesmo sob duros golpes o partido seguiu atuando e as ações da guerrilha crescendo. Inclusive após a prisão e assassinato nas prisões de vários altos dirigentes, de 1993 a 1995 o número de ações atingiu seu auge, com mais de quatro mil ao ano, mas declinando nos anos seguintes.

Passados 33 anos, prossegue intensa campanha da reação afirmando que a Guerra Popular no Peru teria sido completamente derrotada e que a partir da prisão, em setembro de 1992, do Presidente Gonzalo (o Dr. Abimael Guzman Reynoso), e de grande parte do CC do PCP, campanhas para difamá-lo como reles capitulador são incessantes.

Desde sua prisão, Abimael Guzman é mantido incomunicável, tendo sido visto apenas em três ocasiões. Em 24 de setembro de 1992, ele foi exibido como um troféu ao monopólio da imprensa. Na pretensão de humilhá-lo e abalar seu prestígio frente às massas, apresentaram-no metido num uniforme de listras e dentro duma jaula. Surpreendidos, todos se viram frente a um Gonzalo altivo, que encarando toda aquela azáfama da reação, proferiu contundente discurso dirigido ao proletariado e povo peruanos, exortando o partido e os combatentes do exército guerrilheiro a seguir aplicando os planos e decisões, continuar a guerra popular até a vitória. Depois, no dia três de abril de 1993, foi fotografado quando era transferido, em barco, da ilha de San Lorenzo à base militar de Callao, onde é mantido em um cubículo de concreto a vários metros abaixo da terra. Na última aparição, em cinco de novembro de 2004, durante o simulacro de julgamento "coletivo da direção do Sendero", na sala de audiências, sem qualquer público, atinou para a possível presença de jornalistas por traz da parede de vidro espelhado, virando-se de pé e punho ao alto, lançou as consignas de Viva o marxismo-leninismo-maoísmo, Viva o heroico Partido Comunista do Peru e Viva os mártires da guerra popular.

Embora o Estado peruano e os monopólios de imprensa tenham declarado a derrota total da Guerra Popular e do PCP, não descansando desta propaganda, todas as ações armadas e radicais, quase que diárias no país, são atribuídas ao "Sendero Luminoso".

Como mostra disto, no último mês de maio, agências peruanas noticiaram: "Em Kiteni (província de La Convención) nove civis (incluindo um bebê de um ano de idade), foram feridos por um destacamento misto composto por policiais e soldados do exército contra a guerrilha. Nessa ação foi preso um homem, José Rosendo Aspur Osco (52 anos), suposto membro do Sendero Luminoso. As forças metralharam indiscriminadamente o ônibus em que eles estavam. Além disso, a Divisão contra o terrorismo (Divcote) e a polícia peruana capturaram em Chiclayo a José Miguel Fernandez Ventura (54), conhecido como Camarada ‘Antonio’, membro do Sendero Luminoso, a quem é atribuída a morte de cinco policiais na década de 90".

Assine já!

Receba quinzenalmente a edição impressa
do Jornal A Nova Democracia no seu endereço
e fortaleça a imprensa popular e democrática.

Endereços


Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20.921-060
Tel.: (21) 2256-6303

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

EXPEDIENTE

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda 
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond 
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja
Rafael Gomes Penelas

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait