De mentirinha é esse tal "Estado democrático de direito"

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Não há uma só edição do A Nova Democracia em que não afirmemos o caráter semicolonial do Estado brasileiro. Como um Estado burguês-latifundiário serviçal do imperialismo que, como tal, possui instituições para "inglês ver", a começar pela sua Constituição e derivando para aquilo já qualificado numa canção popular como "podres poderes".

Recentemente o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, em palestra a alunos de uma universidade de Brasília desancou o legislativo com uma meia verdade que, como não podia deixar de ser, causou frisson entre "suas excelências". Disse o ministro: "Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E tampouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder".

Posando de vestal, o ministro ergue o seu palanque exatamente sobre o lamaçal, por ele mesmo já denunciado, chamado de poder judiciário para, de forma histriônica, criticar os outros dois podres poderes. Ele chama a atenção não pelo fato de entrar na essência dos fatos e sim por trabalhar a sua superficialidade, sua aparência.

Semicolônia de verdade Estado de "mentirinha"

Na moderna sociedade de classes, baseada na exploração do homem pelo homem, a questão do poder é resolvida pelas classes dominantes através do funcionamento de instituições de cuja aparência se possa passar a ideia, aos menos avisados, de que existe um poder acima das classes. Poder este regido por uma Constituição e democraticamente distribuído entre o executivo, o legislativo e o judiciário. Escondem, assim, o fato de que o poder econômico – as classes possuidoras e exploradoras – tudo pode e tudo faz para manipular tais instituições em prol de seus interesses.

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