Jornadas de lutas no interior do país

A- A A+

Minas Gerais: Januária

Debate e ato contra criminalização do movimento camponês

Enviado por LCP do Norte de Minas e Bahia

http://www.anovademocracia.com.br/113/15a.jpg

Após debate contra a criminalização do movimento camponês organizado pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) junto com várias associações de pescadores e moradores de vazantes de Pedras de Maria da Cruz, camponeses denunciaram a odiosa campanha de perseguição orquestrada pelo latifúndio e forças do velho Estado, somando-se aos protestos em todo país.

Em primeiro de julho, apesar da tentativa de sabotagem feita pelo gerenciamento local em conluio com o latifúndio e a polícia - que espalhou várias viaturas pela cidade na tentativa de intimidar o povo - a reunião da LCP precedeu vigoroso ato em Januária, município localizado a 14 km de Pedras de Maria da Cruz, mas com maior população.

Centenas de panfletos foram distribuídos conclamando: "Apoiando a rebelião nas grandes cidades, levantar o campo!". Bandeiras vermelhas da LCP eram seguradas com orgulho pelos camponeses presentes enquanto palavras de ordem da Revolução Agrária e da Revolução de Nova Democracia foram anunciadas pelos foguetes que chamaram a atenção de quem saía do trabalho e das escolas. No carro de som, os camponeses convocaram a população a defender os direitos do povo contra o velho Estado burguês-latifundiário serviçal do imperialismo e o direito dos camponeses pela conquista da terra.

Durante o ato os camponeses também manifestaram seu apoio e solidariedade à resistência dos camponeses e adivasis (povos tribais) indianos, por ocasião do Dia Internacional de apoio à Guerra Popular na Índia. Uma faixa com os dizeres "Viva a heroica resistência do povo adivasi e de todos os camponeses indianos!" foi levantada.

Os oradores da LCP também denunciaram a perseguição ambiental contra os camponeses e liberação das reservas naturais para empresas estrangeiras explorar minérios e gás natural na região.

Dezenas de pessoas apoiaram e aderiram ao ato procurando as lideranças camponesas para dar nomes de fazendas para serem ocupadas. Também pedindo mais panfletos para levarem aos conhecidos e vizinhos. Os comerciantes foram para as portas para receber os panfletos e ouvir as intervenções.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Montes Claros

Manifestações históricas da juventude

Enviado pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR)

http://www.anovademocracia.com.br/113/15b.jpg

Montes Claros está sendo sacudida pelas maiores manifestações populares de sua história. No dia 25 de junho mais de dez mil pessoas ocuparam as ruas da cidade. O povo protesta contra a farra da Fifa, a corrupção, a farsa das eleições e as péssimas condições de todos os serviços ditos públicos na cidade, o desemprego e a carestia de vida.

Como não poderia deixar de ser, logo no início das mobilizações, os oportunistas da frente eleitoreira (PT/PCdoB, junto com PSTU/PSOL e similares) se apressaram em se apresentar como "líderes do movimento", desvirtuando o caráter político das manifestações (que é contra o próprio Estado, a repressão policial e o gerenciamento petista) no objetivo de transformar a luta do povo num inócuo e enfadonho jogo eleitoral que em nossa cidade ocorre quase que ininterruptamente.

Um campo independente e combativo têm se conformado em contraposição às demagogias da pelegada que, mal se iniciaram as mobilizações, já se sentaram para negociar com a prefeitura. Ainda no dia 25, enquanto os oportunistas tentavam de todas as formas encerrar a manifestação, assustados com a tensão criada pela ostensiva presença dos quase mil policiais, cerca duzentas pessoas seguiram até a prefeitura e foram brutalmente reprimidas pela PM, que atacou os manifestantes com bombas de gás e balas de borracha, resultando na prisão de sete manifestantes.

Assustados com a mobilização independente da juventude, os oportunistas encabeçados pelo PT criaram uma suposta "comissão de segurança" que seria melhor definida como "comissão de criminalização", que, seguindo a cartilha da Rede Globo/Dilma, têm por objetivo identificar e denunciar para a polícia a presença e atuação do que chamam de "vândalos". E essa canalha, assim como ocorre por todo o país, tem a cara de pau de chamar aqueles que se opõem à presença de seus partidos políticos eleitoreiros de "fascistas"!

Estudantes secundaristas, em duas ocasiões, expulsaram o carro de som dos eleitoreiros no grito, puxando palavras de ordem contra a presença de partidos políticos eleitoreiros nas manifestações populares.

No dia 27 de junho, esse campo combativo e independente composto principalmente por secundaristas se uniu ao Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) em um novo protesto que fechou os principais cruzamentos que ligam a prefeitura ao centro comercial da cidade. Esse ato foi encerrado na Praça Doutor Carlos, com a queima da bandeira ianque (USA) sob gritos de: "Fora Fifa!" e "Yankees, go home!" (em português, "Ianques, voltem para casa", palavra de ordem gritada em todo o mundo contra o imperialismo do USA).


Rondônia

Protestos no campo e cidade

Informações de resistenciacamponesa.com

http://www.anovademocracia.com.br/113/15c.jpg

Em Jacy Paraná, no dia 20 de junho, centenas de manifestantes fecharam a BR-364. Houve confronto com a PM, que disparou balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Segundo manifestantes, dois soldados do exército também teriam feito disparos para o alto e tentado furar o bloqueio. Veículos das empresas da hidrelétrica de Jirau foram queimados.

Em Rolim de Moura, também no dia 20, duas mil pessoas tomaram as ruas. Estudantes e professores universitários, trabalhadores da educação, do Tribunal de Justiça e agentes penitenciários, categorias que se encontram em greve, foram às ruas em protesto. A multidão iniciou a manifestação definindo que "nenhum político, assessor de político ou dirigente de partidos eleitoreiros teriam acesso ao microfone". Os manifestantes, ao final do protesto, tomaram a rotatória do Centro da cidade por cerca de duas horas. Em Porto Velho, nesse mesmo dia, cerca de 20 mil pessoas tomaram as ruas da capital. Houve confrontos com a PM.

No dia 21, na região de Extrema (divisa de Rondônia e Acre) houve novo bloqueio da BR-364 por vários dias e um posto fiscal do governo do estado foi incendiado. Dentre várias reivindicações, moradores cobram a emancipação do município.

http://www.anovademocracia.com.br/113/15d.jpg

No dia 26 ocorreu nova manifestação em Porto Velho, dessa vez organizada pelo movimento estudantil e por servidores em educação do estado, que estão em greve há mais de um mês. A manifestação percorreu as principais ruas da cidade e quando se encontrava em frente a prefeitura já se encaminhando para encerrar, foi brutalmente atacada pela polícia. Além do 1º batalhão da PM, participaram dos ataques o COE (Companhia de Operações Especiais). Manifestantes se defenderam com pedras e paus e se retiraram para o prédio da Universidade Federal de Rondônia (Unir). A polícia disparou balas de borracha, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, inclusive em direção ao prédio da universidade. Os manifestantes então se dirigiram para a Avenida Sete de Setembro, onde o protesto se dispersou. E a polícia continuou atacando em diversos pontos da cidade. Vidraças de bancos foram quebradas.

Também no dia 26, em Ji-Paraná, cerca de 4 mil manifestantes fecharam a ponte sobre o rio Machado na BR-364 durante várias horas.

Em Jaru, na manhã de 27 de junho, camponeses se uniram aos trabalhadores da educação em greve e outras categorias. Esse protesto contou com a participação da LCP, que denunciou a crescente criminalização contra a luta camponesa e os trabalhadores da cidade.

Também foram registrados protestos em Costa Marques, Guajará Mirim, Nova Mamoré, Ariquemes, Campo Novo, Ouro Preto D'Oeste, Cacoal, Chupinguaia, Vilhena e Colorado D'Oeste.


Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537

Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

EXPEDIENTE

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda 
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond 
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait