Muitos protestos pelo país

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Manifestantes e policiais entraram em confronto em protesto em Porto Alegre. 17-06-13

Vitória: mais luta!

Em 4 de julho, milhares foram às ruas de Vitória, no Espírito Santo, na sexta manifestação realizada na cidade desde o início da onda de protestos. Os manifestantes criticaram o preço dos pedágios e exigiam a redução das passagens do transporte público.

O ato começou na Universidade Federal do Espírito Santo, passou pela Assembleia Legislativa e foi até a Praça do Pedágio da 3ª Ponte, onde se encontraram com pessoas que atravessaram a ponte no sentido Vila Velha-Vitória.

Após deixarem a Assembleia, os manifestantes retornaram para a praça do pedágio. Houve confronto com a tropa de choque e o Batalhão de Missões Especiais. Um coquetel molotov chegou a ser lançado contra a repressão. Cinco cabines dos pedágios foram destruídas e os tapumes que haviam sido colocados para proteger a estrutura foram arrancados.

SP: Pedágios e ônibus incendiados

Oito cabines de pedágio foram queimadas por manifestantes na manhã do dia 3 de julho entre os municípios de Paulínia e Cosmópolis, na Rodovia Professor Zeferino Vaz, interior de São Paulo.

Polícia Militar Rodoviária utilizou bombas de efeito moral para conter a justa manifestação contra o preço do pedágio, fixado em R$ 6,20. Um ônibus da viação Princesa d'Oeste também foi incendiado na saída de Cosmópolis durante a manifestação.

Campinas – SP

Na cidade de Campinas, em São Paulo, na noite de 2 de julho houve novo protesto e a repressão usou bombas de efeito moral contra pessoas que manifestavam na Rodovia Miguel Melhado Campos, SP-324,no bairro Campo Belo. Pelo menos cinco ônibus foram destruídos.

Numa manifestação anterior, em 24 de junho, seis pessoas foram presas e duas ficaram feridas, quando os manifestantes partiram em direção à Câmara de Vereadores. Um grupo de pessoas entrou no Legislativo e reivindicou melhorias no transporte público coletivo. Em seguida, a passeata seguiu para a prefeitura, onde houve confronto com a Guarda Municipal.

Belém: protestos e ocupação da Câmara 

Em Belém, capital do Pará, no dia 1º de julho, centenas de manifestantes ocuparam e passaram a noite na sede da Câmara Municipal. Eles exigiam a redução da tarifa de ônibus de R$2,20 para R$2 e a votação do passe livre. No dia seguinte, quando os manifestantes perceberam que a sessão que estava sendo realizada iria terminar sem discutir suas propostas, houve tentativa de ocupação do plenário e o clima ficou tenso. A tropa de choque da Guarda Municipal partiu para o ataque com sprays de pimenta iniciando o confronto. Vidros da Câmara foram quebrados. Uma semana antes, em 24 de junho, também houve massiva manifestação que terminou em confronto com os policiais, que atiraram bombas de efeito moral. A cavalaria foi acionada. Um coquetel molotov chegou a ser lançado contra a fachada do prédio da prefeitura. Barricadas em chamas bloquearam a Avenida 16 de Novembro. Pelo menos três pessoas foram detidas.

Salvador - BA

Na capital baiana, uma nova manifestação foi realizada em 30 de junho, dia da partida de disputa do terceiro lugar da Copa das Confederações, entre Itália e Uruguai. Os manifestantes exigiram a redução da tarifa e melhoria nos transportes públicos.

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Fortaleza: manifestações combativas

No dia 27 de junho, milhares de pessoas protestaram em Fortaleza, capital do Ceará, no dia do jogo entre Espanha e Itália, pela Copa das Confederações. Após a concentração, a manifestação partiu em direção à Arena Castelão. Entre as reivindicações estavam aumento salarial para os professores, mais recursos para saúde e educação.

Quando a multidão chegou próximo à área de isolamento montada pelo aparato repressivo, a 3 quilômetros do estádio, iniciou-se um confronto intenso. A tropa de choque começou a lançar bombas ostensivamente. Em resposta, manifestantes destruíram um ônibus, que chegou a ser lançado contra os policiais. Um carro do monopólio da imprensa foi queimado e outro apedrejado. Pelo menos 111 pessoas foram detidas.Em 1º de julho, em outra manifestação, dessa vez pela morte de um ciclista num acidente, os manifestantes bloquearam a BR-116. Eles exigiam a instalação de semáforos e passarelas na estrada. Uma barricada de pneus foi incendiada.

Goiânia: juventude resiste!

Em Goiânia milhares de pessoas voltaram a agitar as ruas em 24 de junho. Segundo a página do Movimento Estudantil Popular Revolucionário, num determinado momento "a Tropa de Choque atacou os manifestantes que pretendiam se aproximar do Paço Municipal na saída da cidade. Como resposta, o grupo de manifestante fechou a BR-153 e resistiu ao ataque por duas horas, pedras foram arremessadas. Dois veículos da TV Anhanguera/Globo, um do jornal O Popular e outro da TV Serra Dourada/SBT foram alvos da fúria das massas. Além dos automóveis, o prédio onde funciona a TV Serra Dourada, que fica próximo ao local, também foi atingido por pedras jogadas pelos manifestantes. O grupo destruiu ainda parte de um posto de combustíveis que fica na rodovia".

No dia 1º de julho, nova manifestação por melhorias na saúde, educação e transporte público. O ato tomou as ruas por mais de quatro horas. Houve enfrentamento com a polícia e pelo menos um ônibus foi apedrejado. Onze jovens  foram levados para o 1º Distrito Policial (DP).

Após intensos meses de protestos combativos na capital goiana, no dia 4 de julho o projeto que institui o passe livre estudantil foi aprovado em 1ª votação na Câmara Municipal.

Estudantes da UEG presos

Em 2 de julho, durante a abertura oficial do 15º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na cidade de Goiás, a 130 quilômetros de Goiânia, estudantes e professores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) manifestaram por melhorias na região e na instituição de ensino, há mais de dois meses paralisada. A polícia foi acionada para reprimir o protesto e houve confronto. Sete estudantes foram presos. Há relatos de que os PMs também agrediram e tomaram objetos das pessoas. O governador do estado Marconi Perillo (PSDB) estava na cidade durante o protesto.

Porto Alegre: o povo nas ruas

Em 24 de junho, na capital gaúcha, mesmo com chuva gelada, uma multidão voltou a manifestar. O ato teve concentração na prefeitura, de onde os manifestantes partiram com suas reivindicações. Novamente houve confronto entre a juventude e a tropa de choque da Brigada Militar. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas ostensivamente. Em resposta a violência policial, várias lojas foram destruídas e objetos incendiados em vias públicas. Mais de 100 manifestantes foram presos.

A juventude portoalegrense tem dado combates quase cotidianos às forças da repressão. As manifestações se sucedem quase diariamente e contra elas são jogados sempre o aparato de repressão mais feroz.

Prefeito de Juazeiro do Norte sitiado

Em Juazeiro do Norte, no Ceará, a população também mostrou sua indignação nas ruas contra a redução do salário dos professores. Em manifestação realizada no dia 18 de junho, que contou com a participação de milhares de pessoas, o prefeito Raimundo Macedo (PMDB) foi cercado por manifestantes dentro de uma agência do Banco do Brasil localizada ao lado da Praça Padre Cícero, onde acontecia a manifestação.

A Força Tática da Polícia Militar foi acionada e atacou os manifestantes, que responderam lançando objetos contra os agentes de repressão. Um manifestante se feriu levemente e outro desmaiou devido o spray de pimenta. A truculência policial revoltou ainda mais os manifestantes, que não deixaram o local após a liberação do prefeito.

Pressionado, o prefeito revogou a diminuição do salário dos professores, fato que revoltou o país inteiro.

Covardia policial em São Bernardo do Campo

Está circulando na internet um vídeo da ação policial durante uma manifestação na cidade de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. As imagens mostram pessoas sendo encurralados numa rua e, em seguida, uma manifestante sendo espancada. Quando ela tenta se levantar, visivelmente abalada, depois de alguns segundos o policial volta e continua as agressões. O vídeo pode ser visto no link: www.youtube.com/watch?v=UPIbTmMCLgM&feature=share.

São Luís – MA

Manifestantes bloquearam dois pontos de uma rodovia na manhã de 24 de junho. Troncos e pneus foram incendiados na BR-135, na entrada da cidade. Os manifestantes exigiam melhorias nas condições de vida, investimentos na saúde e na educação. Na região da zona portuária, a polícia usou bombas de efeito moral e balas de borracha. No fim da tarde do mesmo dia, outra passeata saiu em direção à Assembleia Legislativa.

Teresina – PI

Em Teresina também houve confronto próximo à prefeitura em 24 de junho. Pelo menos 18 pessoas foram presas. Dois policiais e um manifestante ficaram feridos. Durante a manifestação uma ‘catraca’ simbólica foi incendiada.


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