Grécia em nova greve geral contra o arrocho

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No último dia 14 de abril um instituto de estatística da Grécia divulgou a informação de que o déficit geral do Estado grego no ano de 2013 foi de 23,1 bilhões de euros. O montante é equivalente a nada menos que 12,7% do PIB do país, o que deixa ainda mais ridículo o objetivo de 5,2% do PIB traçado pelos interventores da Europa do capital monopolista e enfiado no orçamento grego do ano passado.

O índice é o maior desde 2009, não obstante toda imensa gama de medidas antipovo exigida pela Troika (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) e levadas a cabo pelo gerenciamento títere de Atenas a título de “ajuste” e em troca de “ajuda”, em um dos mais draconianos arrochos dirigidos às classes trabalhadoras de toda a história do capitalismo. Em 2012 o déficit geral da Grécia foi de 8,9%; em 2011, 9,6%; e em 2010 bateu nos 10,9%%.

Ou seja: o déficit grego, o índice que batizou até o nome popular atribuído ao estouro da crise geral naquela nação (“crise da dívida”) e que serviu de mote para a intervenção do FMI e das potências europeias no país, este índice foi aumentando gradativamente ao longo dos anos recentes, anos de medidas antipovo sem fim decretadas sob o pretexto de justamente fazer o déficit baixar, o que é mais uma evidência a desmascarar a falácia do “resgate”.

Não obstante, a maior algoz do povo grego na atualidade, a chefe de turno do imperialismo alemão, Angela Merkel, esteve em Atenas no dia 11 de abril para “apoiar a Grécia e o povo grego no caminho certo”, cacarejando que “algumas reformas ainda estão por fazer”. No dia seguinte, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Dragui, admoestou o gerenciamento de Antonis Samaras a “prosseguir com seus esforços orçamentais e reformas estruturais”.

Toda esta agitação dos ‘cabeças’ da guerra movida contra as classes trabalhadores gregas e da dilapidação do patrimônio público da Grécia se deu em torno do retorno, no dia 10 de abril, dos títulos da dívida pública de Atenas aos mercados internacionais, para alegria dos financistas, especuladores e toda sorte de abutres deste mundo.

No dia em que o Estado grego voltou, depois de quatro anos, a dar sua valorosa contribuição para a especulação com os títulos de dívidas públicas, uma violenta e justa ação de resistência a tantos desmandos, escárnios e opressão foi levada a cabo na capital do país, Atenas. Pouco antes das 6h da manhã, horário local, um carro-bomba explodiu bem em frente à sede do Banco da Grécia, onde funciona também o escritório da famigerada Troika, fazendo tremer o prédio e as espinhas dos inimigos do povo.

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