Tocando e contando o caipira

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http://www.anovademocracia.com.br/130/15-a.jpgComunicadora que tem como base do seu trabalho a defesa da música caipira, Sandra Peripato criou o site de pesquisa Recanto Caipira e apresenta um programa de rádio na internet na mesma linha. Convicta de que faz um importante trabalho de resistência cultural, Sandra vê nisso a sua contribuição na luta para não deixar desaparecer a música sertaneja.

Tento resgatar um pouco da música sertaneja raiz. Tive a primeira oportunidade de fazer rádio em 1994, mas não concordei a invasão do famoso ‘sertanojo’ de hoje e acabei me afastando. Não aceitei misturar o sertanejo raiz com essa música — conta Sandra.

— Minha volta se deu porque entendi que tinha que fazer a minha parte em defesa da autêntica música caipira. Porém, o meu trabalho é mais voltado para a parte de pesquisa do que a de apresentadora de rádio.

— Sempre estive envolvida com a música caipira. Meu pai e meu tio tiveram um circo na década de 1960. Naquele tempo ele era o palco principal da música sertaneja, o seu ganha pão. Não existiam essas festas milionárias que tem por aí hoje, envolvendo festa do peão, feira agropecuária etc. Os artistas cantavam nos circos e tinham também as peças teatrais — diz.

Quando Sandra nasceu seu pai já havia se desfeito do circo, mas a família continuou envolvida com música caipira.

— Comecei a frequentar shows das duplas com uns cinco anos de idade, nos circos que passavam pela região onde nasci, a cidade de Descalvado, interior de São Paulo. Aos dez anos comecei a fazer pesquisas sobre música caipira, através de revistas antigas do meu pai e outras que encontrava.

— Mas, minha maior pesquisa foi focada no rádio. Levantava todos os dias 5 horas da manhã para ficar ali no pé do rádio pesquisando, ouvindo aqueles programas que passavam na época — continua.

— Naquele tempo a música caipira sofria um preconceito grande, não entrava entre oito da manhã e quatro da tarde, o chamado horário nobre do rádio na época. Algumas rádios arranhavam até umas oito e meia, mas outras só iam até as sete. Voltava umas quatro e meia, cinco horas e ia até a noite.

 Sandra diz que já queria fazer alguma coisa ligada a música caipira no futuro, mas nem imaginava o que.

Costumava brincar de fazer jornalzinho sertanejo. Escrevia textos como se tivesse fazendo um jornal, mas nunca me passou pela cabeça fazer locução. O site então, nem se fala. Naquele tempo não existia internet — recorda.

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