Turquia volta a pegar fogo!

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Covas sendo feitas para enterrar os mineiros

Até o fechamento desta edição de A Nova Democracia, em 16 de maio, chegava a 284 o número de mortos na explosão de uma mina de carvão no dia 13 de maio em Soma, no oeste da Turquia. O número de vítimas de um dos acidentes mais graves da história do país ainda era indeterminado, podendo ser bem maior.

No dia 15, milhares de pessoas foram às ruas de diversas cidades em homenagem aos operários mortos e contra o gerenciamento Recep Tayyip Erdogan. A Turquia voltou a pegar fogo nos maiores protestos desde as manifestações de junho do ano passado. Em diversos locais foram registrados violentos confrontos entre a população e a tropa de choque da polícia fascista. Em Izmir, próximo ao local do acidente, a repressão lançou bombas de gás para dispersar cerca de 20 mil pessoas.

As centrais sindicais turcas convocaram uma greve geral em protesto contra as condições de trabalho nas minas turcas. No caso da mina de Soma, os sindicatos criticam as “autoridades” pelo fato de a empresa ter reduzido a segurança dos operários depois que a mina passou do Estado para o setor privado.

Em nota conjunta, os sindicatos afirmaram que “centenas dos nossos irmãos trabalhadores em Soma foram deixados a morrer desde o início por serem forçados a trabalhar em processos de produção brutais, para a obtenção do máximo de lucros”.

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Trabalhadores carregam caixão de uma vítima da explosão

Manifestação de solidariedade em Londres

Giovani Grasso
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Milhares nas ruas em grandes protestos: a Turquia pega fogo!

Em 14 de maio, trabalhadores migrantes turcos realizaram, no bairro de Wood Green, região nordeste de Londres, Inglaterra, uma manifestação de solidariedade aos mineiros.

Os migrantes repudiaram firmemente as declarações do Ministro do Trabalho e Segurança Social da Turquia, que descartou qualquer responsabilidade no caso, alegando que as últimas inspeções de saúde e segurança teriam sido feitas na mina no mês de março passado. 

Faixas exibiam as palavras de ordem: “Isso não foi um acidente, nem destino, foi assassinato!” e “Quem matou os mineiros? Foi o Estado fascista turco!”

O grupo Plataforma das Forças Unidas na Grã-Bretanha distribuiu uma nota denunciando que “enquanto o Estado fascista turco põe a venda todos os bens do Estado para sua própria gangue, sob o nome de privatização, da mesma forma que faz com as minas do país, está desrespeitando o direito dos operários à vida”.

Membros do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) também estiveram na manifestação em Londres e expressaram sua indignação com a morte dos mineiros em Soma:

 “Nós concordamos com as palavras da faixa: isso não foi um acidente, foi um massacre! Os operários turcos têm enfrentado os mesmos problemas que os operários brasileiros. O velho Estado dos grandes burgueses e latifundiários, juntamente com o imperialismo, principalmente do USA, tem imposto, no Brasil, a mesma política de privatização, de subcontrato e de grande exploração. Tal política tem matado milhares de trabalhadores do povo pobre no Brasil. Agora, a poucos dias da Copa, já são dezenas de operários da construção mortos nas obras dos estádios de futebol. Milhares de trabalhadores estão em greve por melhores salários. Mas nós acreditamos que os trabalhadores brasileiros estão cada dia mais solidários com os trabalhadores turcos porque os nossos inimigos são os mesmos e a nossa luta e a mesma!”, afirmou um representante do Cebraspo.

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