Teatro e música na periferia

A- A A+

Coletivo que resiste como fazedor de arte em Taboão da Serra, cidade/dormitório, onde mora o povo pobre, periferia da capital paulista, o Clariô mantém um espaço cultural de referência na região, onde acontecem encontros, saraus, espetáculos etc. Realizando uma séria pesquisa teatral voltada para a comunidade e a cidade, o grupo trabalha, paralelamente, um conjunto musical na mesma linha.

http://www.anovademocracia.com.br/131/15a.jpg

O trabalho que desenvolvemos hoje começou a acontecer há uns 15 anos, quando houve umas oficinas de teatro aqui em Taboão. Parte das pessoas que hoje formam o Clariô participaram desses estudos, dessas oficinas, entre eles Mario Pazini Junior, o Marinho, nosso diretor, que faleceu em março deste ano — conta Martinha Soares, atriz e cantora, integrante do grupo.

— O Marinho tinha um grupo chamado Lasca o Oco, e com as oficinas o pessoal resolveu formar um outro, que se chamou Etôno Boró.  E dessas duas formações foi surgindo um pessoal fazedor de teatro popular na cidade, peças na rua com a participação da comunidade — continua.

— E veio a vontade de fortalecer um grupo de pesquisas e espetáculos. Assim o Lasca o Oco e o Etôno Boró começaram a se fundir nesse sentido. Foi quando participaram de um projeto conseguindo uma verba. Nessa época o grupo estava passando uma crise financeira muito grande e alguém falou: ‘puxa, finalmente clariô’ — explica a origem do nome.

Além de Martinha Soares, o Clariô tem Naruna Costa, Naloana Lima, Wil Damas, Michele Andrade e Alexandre Souza, conhecido como ‘João’ por conta de um personagem que fez.

— Cheguei no grupo em 2006, quando o pessoal já tinha conseguido alugar a nossa sede para guardar cenário, ensaiar, fortalecer e estudar o fundamento de linguagem, chamada Espaço Clariô de Teatro, tudo com a verba daquele primeiro projeto — diz Martinha.

— Com o aprofundamento dos estudos veio a necessidade de falar de questões mais fortes, que talvez um texto dramatúrgico pronto não desse conta. Além disso, o Espaço Clariô começou a sediar muitas discussões sobre questões políticas da cidade, e até discussões do movimento sem terra foram realizadas aqui.

— Fizemos pesquisas sobre o morador da periferia, essas questões de moradias, as questões das mulheres que nos rodeavam, essas mães daqui, muitas delas migrantes do Nordeste, que vieram em pau de arara, em uma luta pela sobrevivência. Pesquisas dentro do universo da cultura popular, das manifestações, também sempre fizeram parte do grupo — acrescenta.

Assine já!

Receba quinzenalmente a edição impressa
do Jornal A Nova Democracia no seu endereço
e fortaleça a imprensa popular e democrática.

Endereços


Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20.921-060
Tel.: (21) 2256-6303

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

EXPEDIENTE

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda 
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond 
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja
Rafael Gomes Penelas

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait