USA: revolta popular contra assassinato de jovem

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A pequena cidade de Ferguson, estado do Missouri, no USA, se levantou após o assassinato de Michael Brown por policiais em 9 de agosto.

Brown, como inúmeros outros jovens estadunidenses assassinados pela polícia fascista, era jovem (18 anos) e negro.

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População de Ferguson enfrentou o terror policial fascista

Grandes manifestações iniciaram na noite de 10 de agosto, quando uma vigília se transformou em enfrentamento. Na noite do dia 11, ocorreram os protestos mais violentos. Os manifestantes enfrentaram a repressão, que lançou bombas de gás e balas de borracha contra a massa.

“Ele acabou de se formar e estava a caminho da faculdade”, disse a mãe do jovem, Lesley McSpadden, em entrevista coletiva.

A família de Michael contratou o mesmo advogado que representou a família de Trayvon Martin, outro adolescente negro assassinado de forma covarde por um guarda comunitário em 2012, que na época provocou manifestações por todo o país.

Dorian Johnson, amigo de Michael, em entrevista para um canal de televisão disse que o agente atirou quando Brown se recusou a ir do meio da rua para a calçada e ressaltou que ele mantinha as mãos sobre a cabeça, ou seja, já tinha se rendido.

Segundo o jornal The New York Times, os resultados preliminares de uma autópsia feita a pedido da família apontam que o rapaz foi baleado seis vezes, sendo que dois tiros atingiram a cabeça.

No dia 12, novos confrontos. Segundo a página belga Secours Rouge, pelo menos dois jovens ficaram feridos por munição letal.

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Na noite de 14 de agosto, milhares de pessoas realizaram vigílias em homenagem a Michael em várias cidades importantes do USA, como Chicago, Nova York, Atlanta, Detroit, Boston e outras.

Neste mesmo dia, devido a grande repercussão dos fatos, Barack Obama teve de se pronunciar dizendo que “não existem desculpas para a polícia usar força excessiva” contra manifestantes. No mínimo, um gesto cínico vindo de quem, a cada ano, aumenta espantosamente os aparatos repressivos e de guerra do Estado ianque.

Os acontecimentos na cidade de 21 mil habitantes do Missouri ganharam tanta visibilidade que as “autoridades” locais tiveram de tomar providências de “reconciliação” com a população.

O capitão Ronald Johnson, um negro que cresceu na cidade, foi nomeado para chefiar a operação e determinou a saída dos blindados e dos policiais com roupas camufladas. Ronald passou a andar pessoalmente entre os manifestantes tentando se passar por “amigo”.

O governo declarou estado de emergência e o toque de recolher obrigatório a partir da meia-noite de 16 de agosto.

No dia seguinte, enquanto o monopólio da imprensa ianque anunciava a “volta da tranquilidade”, centenas de pessoas voltaram a se manifestar desafiando o toque de recolher.

Sete pessoas foram presas e uma baleada num suposto tiroteio no interior de um restaurante. Correram o mundo as imagens dos coquetéis molotov lançados contra a repressão.

No dia do fechamento desta nota, 18/8, o governador Jay Nixon ordenou a mobilização da Guarda Nacional para ajudar a polícia a restabelecer a “ordem”  (leia-se, reprimir o povo).

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