Resistência curda se agiganta ante Estado Islâmico

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Resistência curda tem travado duros confrontos contra o Estado Islâmico     

Em meio a todo espetáculo de bizarrices, barbaridades e mentiras que caracterizam as informações e desinformações sobre o Estado Islâmico e o (falso) antagonismo entre esta organização política-militar violenta e reacionária e as organizações político-militares violentas e reacionárias da “comunidade internacional”, a notícia que mais interessa às classes populares mundo afora, e sobretudo àquelas do Oriente Médio que estão na rota de destruição e morte tanto do EI quando das potências capitalistas “ocidentais”, é a ascensão de uma autêntica resistência popular ao terrorismo cria do imperialismo.

Trata-se da resistência do povo curdo que habita o norte do Iraque e o norte da Síria. Uma brava resistência ao avanço do Estado Islâmico cujo heroísmo já tem o seu capítulo mais espetacular: a formidável defesa de Kobani, na região autônoma curda de Rojava, na Síria, perto da fronteira com a Turquia, ante as forças do EI, que tentam conquistar a cidade a fim de controlar uma vasta região na fronteira turco-síria.

Não obstante o USA tentar alçar seus ataques aéreos à condição de protagonistas do terreno de batalha, a resistência ao Estado Islâmico e os revezes impostos ao EI em Kobani são méritos da milícia curda Unidades de Proteção do Povo, que vem travando uma autêntica guerra de guerrilha contra os agressores, pela primeira vez dizendo-lhes “alto!” desde que o seu teatro de horrores ganhou o noticiário internacional.

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Mulheres curdas têm papel destacado na resistência

No último 17 de outubro, quando o cerco do Estado Islâmico a Kobani entrava no segundo mês, e depois de quase 700 mortos e 300 mil refugiados, chegaram a circular informações de que a resistência curda teria derrotado as forças do EI na cidade, expulsando dali as hordas do “Califado”.

A informação afinal não se confirmou, mas as agências de notícias dos monopólios dos meios de comunicação davam conta de que o Estado Islâmico perdia terreno em Kobani, com a resistência curda tendo reconquistado a principal estrada de acesso à cidade e com cerca de 350 baixas impostas ao EI em menos de 48 horas.

Enquanto isso, também em meados de outubro, começou a circular a notícia de que o Estado Islâmico roubara três caças de combate russos MIG de duas bases aéreas do exército da Síria, nas cidades de Aleppo e Raqqa, e de que a organização já iniciara a primeira turma de aviadores para inaugurar sua própria força aérea, tendo como professores pilotos que já serviram no exército do Iraque. São vários os relatos de voos de treinamento dos MIGs do EI sobre a cidade de Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, que fica no norte do país.

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A notícia do uso pelo Estado Islâmico de caças MIG russos vendidos por Moscou ao gerenciamento do seu sócio Bashar Al-Assad é a perfeita ilustração do que significa esta macabra organização, do que ela espelha e como foi possível que ela surgisse e se expandisse: nascido do financiamento do USA a grupos sunitas dispostos a combater o gerenciamento sírio pró-Moscou, e agora ganhando asas russas, literalmente, o EI é um legítimo descendente das contendas, engendros e estratagemas no âmbito dos esforços pela repartilha do mundo pelos blocos de poder geopolíticos. Como já dito, é um legítimo filhote do imperialismo.

No Iraque, o Estado Islâmico já anda explodindo carros bombas nas cercanias de Bagdá. A administração do imperialismo ianque já teve que dar a cara para dizer, protocolarmente, que a capital iraquiana não corre risco iminente de ser tomada pelo EI, tendo em vista as suas “defesas sólidas”.

O certo é que, como AND vem pontuando em suas últimas edições, a ascensão do Estado Islâmico de uma maneira ou outra atende aos interesses do imperialismo, sobretudo aos do imperialismo ianque. Com o EI, o USA ganhou um inimigo que justificasse, nas palavras de Obama, uma “intervenção prolongada” naquela região do Globo ora no olho do furacão nas disputas pela repartilha do mundo entre os blocos de poder militares e geopolíticos; uma refundação da “Guerra contra o Terror”, nome fantasia da estratégia de dominação posta em prática na sequência do 11 de setembro de 2001.

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