Criando e interpretando música

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Cantando suas composições em bandas, na noite carioca, shows solo ou interpretando canções de outros como um texto teatral, a cantora e atriz Guidi Vieira faz parte da geração de novos talentos da música brasileira. Finalizando as apresentações do primeiro disco, Guidi se prepara para um novo lançamento.

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— Comecei a cantar com 16 anos de idade em uma banda de rock só de mulheres que não deixou registros, nem em vídeo eu acho. Pouco depois, entre 18 e 19 anos, integrei outra  banda de rock, Pic-Nic, e essa sim gravou dois CDs demo e fez bastantes shows — conta Guidi.

— Já compunha algumas coisas antes, mas foi na banda que botei isso mesmo para fora. Basicamente todas as músicas eram minhas e de um dos guitarrista, o Paulinho — continua.

A banda durou seis anos tentando caminhar com suas próprias pernas, mas teve que encerrar suas atividades.

— Éramos independentes e nesse caso se acaba passando por situações muito cansativas. Às vezes um show super longe e que não tem quase ninguém, outras em um lugar bacana, cheio de gente, mas não tem o dinheiro — expõe.

— E vai para um outro lugar que tem o dinheiro, mas o som é ruim. E ainda tem aquele espaço que não tem dinheiro, o som é ruim e não tem quase ninguém. Enfim, são coisas que desgastam a todos.

Bastante cansada dessa situação, Guidi foi cursar jornalismo.

— Acho que tive medo de seguir pelo caminho da música, continuar a luta, porque sabia que era o que realmente eu gostava, e ia doer um pouco. Mas não adiantou nada fugir, porque fui empurrada de volta na própria faculdade — fala.

— Me envolvi com o grupo vocal de lá, o Dá no Coro, e isso me levou a cantar MPB, coisa que nunca tinha feito. Pude cantar músicas que gostava e outras que nem conhecia e passei a gostar também.

Com o grupo vocal Dá no Coro, Guidi se apresentou em alguns festivais, entre eles o Cantapueblo, em Mendoza, na Argentina.

— Também me envolvi com o teatro da faculdade, e depois que saí do Dá no Coro, que continua existindo, me envolvi tanto com teatro que não estava nem mais cantando, só atuava. Mas isso não me afastou da música, pelo contrário, me ajudou no palco.

— Até então eu não achava correto montar um personagem no palco, pensava que tinha que ser eu mesma. O teatro quebrou esse tabu e hoje vejo que posso brincar no palco, viver um personagem aquele momento — continua.

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