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Talentosa e disposta a brigar em favor da música que representa um povo, a cantora paulistana Bia Goes transita por vários estilos, trabalhando o samba, choro, forró, etc., com o mesmo entusiasmo. Seguindo a linha da pesquisa, Bia se prepara para lançar seu terceiro CD, que promete ser mais uma contribuição para a história da música popular brasileira.

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— Filha de músicos, cresci ouvindo música brasileira. Na minha casa sempre se ouviu muita música e principalmente instrumental. Meu pai, Arismar do Espírito Santo, é um grande músico; minha mãe tinha uma banda chamada Banda da Patroa, que também muito me marcou — conta Bia.

A Banda da Patroa foi idealizada nos anos 80 pela pianista e arranjadora Sílvia Goes, mãe de Bia, com a proposta de tocar vários ritmos brasileiros em formato de gafieira.

— Não tardou para eu conhecer um pouco da MPB. Quando ouvi Chega de Saudade, Tom Jobim, pela primeira vez foi tocante. Como nossos pais, com Elis Regina, foi impressionante — relata.

— São canções que ainda me lembro da sensação de colocar na vitrola e me deparar com aquele mundo. E acabei entrando profissionalmente nesse mundo muito tempo depois, há 10 anos, em um show que homenageou Dorival Caymmi .

— E só de pesquisar a obra do Caymmi já nasceu a minha influência de pesquisadora, porque aprendi a olhar para a obra como um todo. Procurei as características mais marcantes e que tipo de arranjo poderia fica melhor.

Bia diz que sempre teve músicos muito bons do seu lado, competentes nessa função.

— Minha mãe sempre rearmonizou músicas para mim e aprendi muito com ela nesse e em outros sentidos. Nessa pesquisa ouvi muito samba, porque com o Caymmi o samba era uma questão natural comenta.

— Depois fiz shows sobre Carmem Miranda pelo interior de São Paulo, Brasília, e ganhei o prêmio Bibliomúsica. E gravei o CD de pesquisa Três em 3x4, um retrato da valsa brasileira, acompanhada por vibrafone e piano, Silvia Goes e Ricardo Valverde. Pegamos canções já existentes e fizemos uma releitura .

— Então formamos uma equipe de resistência, no sentido de fazer questão de resgatar as origens e as maneiras de se tocar, e de se interpretar a arte e a visão brasileira da canção. Essa linhagem de pesquisa, inclusive, define a minha personalidade artística — declara.

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