Estado genocida massacra indígenas

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Em manifestação, indígenas denunciam massacre

Três indígenas assassinados entre a última semana de abril e primeira semana de maio. É a marca do genocídio praticado pelas mãos do gerenciamento petista em todo o território.

Em 26 de abril, Eusébio Ka’apor, 42 anos, da aldeia Xiborendá, Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão, foi assassinado com um tiro nas costas quando  voltava da aldeia Jumu’e Ha Renda Keruhu na garupa de uma motocicleta conduzida por outro indígena.

Os Ka’apor denunciam que o assassinato foi cometido por madeireiros devido a intensa atividade de proteção e fiscalização territorial realizada pelos indígenas em defesa de seu território. Os indígenas denunciam que há meses alertavam as ditas “autoridades” do velho Estado sobre a atividade dos madeireiros em seu território e do acirramento das contradições sem que nenhuma providência fosse tomada.

“O assassinato de Eusébio só vem a expor de forma mais patente conflitos, omissões, cumplicidades, ausências institucionais naquela região do Maranhão”, denunciam mais de 30 organizações populares em nota de protesto contra o assassinato do indígena.

Em 1º de maio, o indígena Tupinambá, Adenilson da Silva Nascimento, conhecido como “Seu” Pinduca, foi assassinado a tiros na cidade de Ilhéus, Sul da Bahia, após ser emboscado enquanto caminhava acompanhado da esposa e de três filhos. Após iniciarem os disparos contra Pinduca, que também atingiram sua esposa, as duas filhas do casal, de 10 e 11 anos, correram pelo mato até chegar na casa de um tio. A esposa de Pinduca foi encaminhada para o Hospital Regional de Ilhéus e, segundo informações da imprensa local, não corria risco de morte. O outro filho, um bebê de um ano e 11 meses, que estava no colo da mãe, caiu no chão com ela. Nenhuma criança ficou ferida.

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 “Seu” Pinduca trabalhava há 15 anos na Secretaria Especial de Saúde Indígena da Serra das Trempes, entre as cidades de Una e Ilhéus, e deixou 12 filhos.

No dia 4 de maio, em resposta ao assassinato de “Seu” Pinduca, um grupo de Tupinambás bloqueou uma das pontes que ligam a terra indígena de Olivença a Ilhéus durante toda a manhã. O protesto dos indígenas prolongou-se até a noite exigindo punição para os assassinos.

No dia 3 de maio, o indígena Gilmar Alves da Silva foi assassinado a tiros quando se dirigia à aldeia Pambú, povo Tumbalalá, município de Abaré, também na Bahia. A moto que pilotava foi atropelada por um automóvel e, ao cair, Gilmar foi alvo de vários disparos.

Policiais militares chegaram a apreender o carro usado no ataque ao indígena e encontraram o carregador de uma pistola calibre 380, mas o assassino não foi identificado. Gilmar Tumbalalá tinha 40 anos, esposa e quatro filhos. O corpo do indígena foi enterrado na própria aldeia na tarde de 4 de maio.

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