Movido pela canção brasileira

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Cantor, compositor e instrumentista, aos 25 anos Bruno de La Rosa lança disco com participação de Toquinho e Renato Teixeira. Paulista de Santos, ainda criança se apaixonou pela MPB de Vinícius de Moraes e parceiros, e, motivado por isso, tornou-se virtuoso no violão, e escritor de dois livros ligados ao universo da música.

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Tinha tudo para nunca me envolver com música na vida. Sou filho único e meus pais nunca tiveram predileção por algum gênero artístico, teatro, música, nenhuma relação com a arte, cresci nesse ambiente.

Com uns nove anos de idade meu pai comprou um aparelho de som e um tio emprestou alguns discos. Chegando de jogar futebol com uns amigos, ouvi aquele som tocando, o que me chamou atenção —conta.

Corri para perto do aparelho para constatar o que era aquela música, e era Aquarela, do Toquinho. Acredito que esse momento foi a grande reviravolta na minha vida, porque passei a ter uma espécie de obsessão por aquilo.

Era uma coletânea de músicas do Vinícius de Moraes e Toquinho, um ponto de partida para o caráter musical de Bruno.

Ouvi tudo que tinha do Vinícius, pedi para meu pai comprar discos. Passei para o pessoal que fez parcerias com ele e o Toquinho, e meu horizonte foi ampliando. Tem um mundo inteiro da música brasileira em volta desses dois —comenta Bruno.

Por conta disso, fui fortemente influenciado por essa turma pós-bossa nova, a MPB, e surgiu meu interesse em aprender violão. Estudei com professores particulares e, por minha conta, em publicações que têm cifras, acordes.

Com um violão, Bruno ia em shows do Toquinho, que muitas vezes o recebia no camarim.

Chamava muita atenção por conta de ser um menino tocando várias de suas músicas, com uma desenvoltura muito grande. Já tinha decorado todas as que haviam sido publicadas com as cifras — fala.

E comecei a escrever outras que foram gravadas e não publicadas. Pegava os LPs, tirava as músicas de ouvido, e escrevia as harmonias, registrando tudo aquilo ali.

Com 17 anos de idade Bruno conseguiu a primeira chance de mostrar seu talento profissionalmente.

Abriu um bar em São Vicente, onde eu morava. Passei em frente e fiquei olhando a percussão, enquanto um músico passava o som. Ele me perguntou se eu tocava, e então chamou para tocarmos alguma coisa —recorda.

Comecei a tocar uma música do Vinícius, no violão. Não tinha ninguém no bar ainda, e o dono, que estava lá atrás, pensou que fosse um disco do Vinícius, e veio ver o que estava acontecendo.

Quando me viu, com cara de moleque, aparelho nos dentes, e tocando aquelas músicas com desenvoltura, me chamou para dar uma canja naquela noite mesmo. Passei a tocar toda semana naquele bar, e dois anos depois já estava fazendo um show no teatro municipal de Santos —acrescenta.

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