Prossegue a luta pela liberdade para Rafael Braga!

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Como já denunciado em ocasiões anteriores pelo AND, o jovem Rafael Braga Vieira saia do trabalho de catador de materiais recicláveis no dia 20 de junho de 2013 quando se deparou com a maior manifestação de rua realizada na capital fluminense nas últimas décadas. Ali, no Centro do Rio, ele presenciou a covarde repressão policial contra a multidão e, arbitrariamente, foi preso carregando uma garrafa do desinfetante Pinho Sol.

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Rafael não participava do protesto e não era ativista de qualquer movimento popular, mas foi preso como bode expiatório. O desinfetante que ele levava foi “transformado”, segundo a “justiça”, num “artefato explosivo”. Por este motivo, o rapaz permanece encarcerado injustamente até os dias de hoje, o único preso das jornadas de junho no Rio.

No último dia 26 de junho, quatro dias após ser concedida liminar que libertava Igor Mendes, Elisa Quadros e Karlayne Moraes, foi realizado, na Cinelândia, o Sarau Pela Liberdade de Rafael Braga.

— A gente está aqui neste sarau e, ao mesmo tempo, queremos lembrar os 2 anos em que Rafael continua preso. Rafael, pra quem não sabe, é um jovem negro que hoje tem 27 anos. Foi preso em 2013 junto às manifestações, embora não estivesse participando. Uma história que ficou clássica. Ele foi preso carregando uma garrafa de água sanitária, uma garrafa de desinfetante Pinho Sol e os policiais o acusaram de carregar material para fabricar coquetel molotov. Por isso ele foi condenado a 5 anos. Mas nós não desistimos do Rafael. Não esquecemos a história do Rafael. Há 2 anos estamos lutando pela liberdade dele e hoje esse sarau é um pouco a representação disso [...] Nós sabemos que a história dele se soma a história de criminalização da pobreza, de racismo, de violência institucional, onde preto, pobre e periférico, principalmente aqueles que têm uma vivência de rua, são totalmente marginalizados — disse Ronilso Pacheco em vídeo publicado pelo Correio do Rio, órgão popular de imprensa que o AND acompanha.

O recurso extraordinário, interposto pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), chegou na segunda quinzena de junho ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pede que seja reconhecida a inconstitucionalidade da condenação de Rafael. O relator será o ministro Luiz Fux.

 

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