Lambuzado? O PT se afundou no pântano!

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A entrevista do ex-governador da Bahia e atual Ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, ao jornal Folha de São Paulo nos primeiros dias deste mês de janeiro de 2016, segundo o qual “o PT lambuzou-se” ao adotar as práticas antigas da política brasileira, pode ser entendida de duas maneiras. Primeiro como uma confissão ou ‘mea culpa’ indo na contramão daqueles, agora poucos, que juram pela santidade do PT. A segunda como uma autocrítica muito rasa ao usar o termo “lambuzado” e referindo-se ao dito popular de que “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Ora, o PT está é todo cagado, pois ele afundou de cara no pântano não apenas da corrupção desavergonhada, mas juntando-se aos calhordas vende-pátria, sabotadores da nação e inimigos do proletariado. Transformou-se num sabujo do latifúndio, da grande burguesia e, sobretudo, do imperialismo.

O mesmo jornal mostrou no dia seguinte uma charge em que Luiz Inácio aparece com a cara lambuzada e pedindo um guardanapo. Não resta dúvida ser esta uma representação condescendente da verdadeira condição do PT e de seu chefe. Na edição passada do AND, afirmamos que nem toda água do Lago Paranoá, de Brasília, daria para lavar a podridão do velho Estado brasileiro, cujo gerenciamento petista passou ser sua última e mais aprimorada síntese.

Vísceras expostas

Outros dirigentes petistas hipocritamente condenaram as declarações públicas do ministro, como a se respaldar em outro dito popular que diz que “roupa suja se lava em casa”. Na verdade, a crise aberta no PT é a crise do “salve-se quem puder”, pois a areia movediça em que foi jogado por Luiz Inácio, Dirceu, Genoino, Palocci, Dilma, Jaques Wagner e outros de seu estado maior, terminará por engolfar a todos. As vísceras do partido serão expostas por eles mesmos, além do que já se tornou público.

Neste terreno, como Jaques Wagner confessou referindo-se à prática petista em “acabar reproduzindo metodologias antigas da política brasileira”, será frustrante tentar separar do monturo acumulado no velho Estado brasileiro a parte que toca ao PT, ao PSDB, ao PMDB e a seus coadjuvantes.

Tomada de consciência

Esta encruzilhada, que apavora as frações das classes dominantes e seus paus mandados das diversas siglas do Partido Único, levou o Brasil a uma situação em que não se vislumbra uma só personalidade que sirva de referência nacional. Isto porque as “lideranças” de todas as siglas da política oficial, inclusive as noviças,  já passaram pelo gerenciamento do Estado, dando sua contribuição ao processo de apodrecimento do mesmo.

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O lado positivo de toda esta barafunda é que as massas aprofundam a tomada de consciência sobre o significado desta fajuta democracia burguesa, menina dos olhos desta “esquerda” de faz-de-conta. O forte rechaço à farsa eleitoral, que se expressou em todo o país nas últimas eleições, foi contundente em alguns estados como o Rio de Janeiro. Ali, onde Pezão, aliado de Luiz Inácio e Dilma, ficou em segundo lugar frente à soma das abstenções somadas aos votos brancos e nulos, foi mostrado o claro repúdio do povo fluminense à patranha eleitoreira.

O Brasil precisa de uma Revolução

Enlameado, o PT faz mais uma tentativa de enganar os incautos, embandeirando uma frente eleitoreira oportunista denominada de “Frente Brasil Popular”, que defende o mandato de Dilma e, ao mesmo tempo, procura encenar apartar-se de sua política econômica, como se não fosse esta a única maneira de mantê-la na gerência do Estado. É, portanto, mais um embuste saído da mente pelega de Luiz Inácio como plataforma para o seu retorno ao Planalto em 2018.

Mesmo juntando todo o rebotalho corporativizado como CUT, CTB, UNE/UBES, direções de MST e MTST e outros com o mesmo nível de descrédito, a tal “Frente” já nasce combalida. Seu lançamento nos estados tem como atrativo principal um rega-bofe para a burocracia sindical e os ocupantes de cargos comissionados, obrigados a comparecer para não perderem a boquinha. Seu programa não passa da requentada cantilena aprovada nos congressos petistas e de seus corporativizados. Programa nos marcos de um liberalismo radical puramente demagógico e, ainda assim, nunca aplicado, já que o que manda é a cartilha do imperialismo, subscrita pela grande burguesia local e os latifundiários, mais uma vez demonstrada nestes treze anos de gerenciamento petista.

Um programa democrático e popular verdadeiro só terá condições de ser aplicado no Brasil se for antecedido por um processo revolucionário que remova até a raiz, toda esta pestilenta cultura oligarca submissa ao imperialismo. Iniciando com a Revolução Agrária, que porá fim ao latifúndio e suas relações de propriedade semifeudais, direcionando a produção no agro de pequenos e médios camponeses para a alimentação de todo o povo e insumos para a indústria nacional, se aprofundará e se ampliará como grande Revolução Democrática Anti-imperialista para estabelecer a verdadeira independência nacional e liquidar com a secular condição semicolonial do país com a anulação da dívida ‘pública’ externa e interna e o confisco das propriedades em mãos do imperialismo e da grande burguesia local.

Revolução Popular que se comprometa em aplicar a expropriação dos expropriadores na melhoria imediata das condições de vida do povo, segundo planos aprovados por uma Assembleia Suprema do Poder Popular, órgão legislativo, judiciário e executivo apoiada em suas congêneres estabelecidas em todos os níveis, desde os locais de trabalho, instituições de ensino, pesquisa, culturais e militares, nas esferas municipais e regionais e cujos delegados (deputados populares) eleitos pelas massas laboriosas têm mandatos não remunerados e revogáveis a qualquer instante que seus eleitores o decidam.

Em mais um ano de farsa eleitoral cabe aos verdadeiros democratas, lutadores do povo e revolucionários fortalecerem a luta pelo fim do latifúndio e combate às oligarquias municipais, base deste putrefato sistema político oficial brasileiro.

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