50 anos da Grande Revolução Cultural Proletária

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Travar a luta de classes para construir o socialismo e transitar ao comunismo

Nota da redação do AND: Neste ano completam-se 50 anos da Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP) na China, deflagrada em agosto de 1966 sob a chefatura de Mao Tsetung, o mais alto patamar alcançado pela Revolução Proletária Mundial. Publicaremos materiais preparados e enviados ao AND pelo Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo (Brasil). Pela quantidade volumosa, os editaremos ao longo dos meses do ano corrente.

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Diante do avanço do revisionismo kruschovista na URSS e no Movimento Comunista Internacional a partir do XX Congresso do PCUS, tendo que travar luta sem quartel também contra os revisionistas chineses incrustados na direção do Partido Comunista da China (PCCh), os partidários do Presidente Mao Tsetung compreenderam que só mediante o desencadeamento de uma nova revolução seria possível levar a construção do socialismo adiante. Alertando sempre de que os comunistas nunca deveriam se esquecer da luta de classes, o Presidente Mao afirmava: “A sociedade socialista compreende um período histórico muito longo. Classes, luta de classes e luta entre via socialista e via capitalista são nele uma constante. Revolução socialista apenas no domínio econômico (no que respeita à propriedade dos meios de produção) não basta, nem, de resto, assegura a estabilidade. Deve haver também revolução socialista completa nos domínios político e ideológico. A luta para saber quem ‘vencerá’, se o socialismo ou se o capitalismo, nos domínios político e ideológico, exige um período de tempo muito longo até decidir-se o seu resultado. Para tal, não bastarão algumas dezenas de anos; em toda parte, são necessários à vitória, cem anos, mesmo centenas de anos. Questão de tempo, é preferível, pois, estar-se preparado para um período antes longo do que curto. Questão de trabalho, é preferível encará-la como uma tarefa antes difícil do que fácil. Há mais vantagens que inconvenientes em pensar e agir desta maneira. Aquele que não entender claramente esta situação ou não a entender mesmo nada, cometerá erros enormes. Neste período histórico socialista, temos de manter a ditadura, conduzir a revolução socialista até o final se quisermos impedir a restauração capitalista e empreender a edificação socialista, a fim de criar as condições de transição para o comunismo” (O Pseudo-comunismo de Kruschov e as Lições Históricas que dá ao Mundo, de 14-07-1964).

 O processo de luta aberta contra o revisionismo moderno de Kruschov encabeçado pelo Presidente Mao, ademais de desencadear uma dura e profunda luta de duas linhas em todo o Movimento Comunista Internacional, preparou os revolucionários chineses e as massas de estudantes, operários, camponeses e soldados para levantar a grande batalha contra a restauração capitalista que estava sendo urdida na China. Quando a luta pela revolução cultural deflagrou-se, grandes ondas se levantaram por toda a China com o aparecimento dos Guardas Vermelhos, a luta no Comitê Central do PCCh agudizou-se e o grande líder comunista do povo chinês fez sua defesa de forma contundente: “A Grande Revolução Cultural Proletária em curso é uma grande revolução que atinge o homem naquilo que ele tem de mais profundo. Representa uma nova etapa, marcada por uma maior profundidade e uma maior amplitude do desenvolvimento da revolução socialista do nosso país. Se bem que derrubada, a burguesia tenta corromper as massas e conquistar o seu coração por meio do pensamento, da cultura, dos costumes e dos hábitos antigos das classes exploradoras com vista à sua restauração” (Pequim Informa – 15/08/66 – n.º 33).

 Afirmou ainda que a Grande Revolução Cultural Proletária “é a primeira do gênero. De futuro, tais revoluções ocorrerão necessariamente por várias vezes. A questão de saber o resultado da Revolução — quem acabará por vencer — requer um período muito longo. Se não for conduzida com êxito, a restauração do capitalismo continuará possível. Todos os membros do Partido e o povo de todo o país devem evitar acreditar que poderão dormir tranquilamente e que tudo correrá bem depois de uma, duas, três ou quatro grandes revoluções culturais. Temos agora de manter uma atenção muito especial e não abrandar em nada nossa vigilância” (Pequim Informa – 05/07/1967 – n.º 20).

 Com a GRCP, milhões de massas tomaram em suas mãos os assuntos do Estado, os problemas políticos, militares, culturais, relativos à produção, etc., e derrubaram os falsos revolucionários incrustados no Partido, no Exército Popular de Libertação e no Estado, dando origem aos Comitês Revolucionários Três em Um, como os novos órgãos de Poder. As amplas massas puderam, pela primeira vez na história, mobilizando-se em grandes ondas incessantes, estudar, compreender e manejar o marxismo-leninismo e sua terceira etapa de desenvolvimento, o Pensamento Mao Tsetung (como denominou-se inicialmente o Maoísmo).

 A morte do Presidente Mao Tsetung, em 9 de setembro de 1976, encorajou a contrarrevolução e os revisionistas incorrigíveis a assaltarem a direção do Partido Comunista da China, do Exército Popular de Libertação e do Estado Popular. Através de massivas campanhas reacionárias, acusando a revolução cultural de “aventureirismo pequeno-burguês” e suas principais lideranças de serem extremistas, a camarilha direitista encabeçada por Teng Siao-ping infundiram desorientação e confusão nas massas. Logrando isolar a esquerda, lançou a ofensiva com um golpe de Estado contrarrevolucionário, desencadeando dezenas de milhares de prisões e execuções sumárias de militantes maoístas, começando pela prisão de seus mais altos dirigentes, revogaram as leis, atos e medidas mais avançadas da Grande Revolução Cultural Proletária, as quais tinham resultado de decisões e aprovação pela imensa maioria das massas populares, conduzindo à restauração capitalista na China.

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 A grande comunista Chiang Ching, alta dirigente do Partido que desempenhou papel de destaque na Grande Revolução Cultural Proletária, que por durante 40 anos foi companheira de Mao Tsetung e a mais importante maoísta, foi o principal alvo dos ataques da direita contrarrevolucionária, presa, caluniada e condenada a pena de morte numa farsa de julgamento. Durante seu julgamento desmascarou os golpistas contrarrevolucionários acusando-os de ratazanas que não tinham coragem de atacar abertamente o Presidente Mao, por isto a atacavam na pretensão de atingi-lo.

 A Grande Revolução Cultural Proletária impedira por 10 anos a restauração capitalista na China, porém não pode vencer todas as batalhas por sua continuidade. Nos dias atuais, quando não existe mais nenhum país socialista, os monopólios de comunicação defensores do capitalismo seguem grunhindo contra o comunismo. Para suas campanhas lançam gritos histéricos contra China, Cuba e a República Popular Democrática da Coreia, buscando vincular a condição capitalista atual desses países ao “comunismo”. Mas isso não passa do ódio e pavor das classes dominantes de um sistema de exploração putrefato e genocida do espectro que os assombra há mais de um século e meio, como fora anunciado no Manifesto do Partido Comunista pelos fundadores do socialismo científico, Karl Marx e Friedrich Engels, e que transita a época em que será varrido da face da terra pela Revolução Proletária Mundial, ainda que para isto custe décadas: tal como prenunciou o Grande Timoneiro.

 Devido a monumental importância desse acontecimento, não só para a história da luta dos povos, mas para a Revolução Proletária Mundial e para todos que lutam pelo futuro luminoso da humanidade, o comunismo, publicaremos durante todo o ano de 2016, com o apoio do AND, um conjunto de artigos sobre a GRCP na China. Serão documentos como as principais circulares e diretivas do Comitê Central do Partido Comunista da China, outros de autoria do Presidente Mao Tsetung e artigos publicados pelos órgãos de imprensa revolucionários da China no período da GRCP, bem como de dirigentes comunistas estrangeiros, materiais que constituem um imarcescível arsenal ideológico-político para os revolucionários de todo o mundo.

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