71 anos do Dia da Vitória - O exemplo dos soviéticos segue vivo na luta pela liberdade

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Através dos filmes hollywoodianos, gerações inteiras são bombardeadas com a versão de que a Segunda Guerra Mundial foi ganha principalmente pelas forças armadas do USA, que, com o desembarque nas praias da Normandia, na França, em 6 junho de 1944 — o “Dia D” — e a abertura de nova frente de guerra no oeste, teria marcado o início da vitória completa dos Aliados contra a máquina de guerra nazifascista de Adolf Hitler. Claro, como instrumentos que são do imperialismo ianque, a sua indústria cinematográfica e o seu monopólio de comunicação mostram os fatos históricos através do seu lado da moeda, tanto para mostrar o USA como o país que “levou a democracia ao mundo”, como para justificar as agressões imperialistas a inúmeros povos ao longo das últimas décadas, tudo em nome da mesma “democracia”. À parte da contribuição que o USA e demais Aliados prestaram à vitória completa sobre o nazismo, tal intento chauvinista e arrogante visa apresentar o Tio Sam como o grande vencedor do conflito.

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Porém, pouco, ou muito pouco, se fala dos acontecimentos decisivos ocorridos anos antes e no ano seguinte, até maio de 1945, no território da antiga União Soviética, ou, quando se fala, se atribui a vitória dos soviéticos a outros fatores — como o inverno rigoroso que castigou os alemães, etc. — sempre se ocultando a gigantesca mobilização e o esforço transcendental dos povos soviéticos para expulsar as tropas nazistas de seu território e a marcha que levou o Exército Vermelho até Berlim, culminando na célebre imagem de um soldado hasteando a bandeira vermelha sobre o Reichstag (parlamento) alemão. São exatamente estes acontecimentos que buscamos lembrar, ainda que de forma bastante resumida, neste pequeno artigo que mais pretende ser uma singela homenagem do que uma análise histórica aprofundada da Segunda Grande Guerra. E, ressaltamos, foi esta batalha de vida e morte da URSS que definiu os rumos da Humanidade e aniquilou a sanguinária serpente fascista em seu covil na capital alemã.

O Dia da Vitória

“Dias e noites, com o coração aberto. Nossa pátria não fechou os olhos. Dias e noites, travamos duras batalhas. Fizemos tudo que podíamos por esse dia”. Este foi o Dia da Vitória, que, agora, em 9 de Maio de 2016, completou 71 anos. Dia em que a besta reacionária do holocausto, da blietskrieg (guerra relâmpago), do extremo racismo e do extermínio, foi esmagada pelas forças do progresso. O Terceiro Reich de Hitler, que “viveria mil anos”, não viveu pouco mais de uma década após se esbarrar com uma fortaleza vermelha em território russo.

De 1941 até 1945, durante a Grande Guerra Patriótica, 22 milhões de soviéticos caíram em combate de armas nas mãos nos campos de batalha, nas fileiras do Exército Vermelho, nas milícias guerrilheiras antifascistas ou em ataques indiscriminados lançados pelos nazistas contra civis indefesos. Nestes quatro anos, a defesa da Pátria Internacionalista do Proletariado — passando pela lendária Batalha de Stalingrado — se configurou no maior combate pela liberdade que a Humanidade assistiu e o fato deste glorioso feito ter sido dirigido pelo Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e por seu principal dirigente, Josef Stalin — que obtiveram grande prestígio em todo o mundo após a vitória —, foi a senha para que a burguesia internacional desatasse sobre estes as avalanches de difamações e calúnias grosseiras, todas elas com conluio dos revisionistas traidores que usurparam a direção do Estado soviético após o XX Congresso do PCUS, em 1956, com Nikita Krushov à testa.

Acusam a “era Stalin” de “terrível ditadura”, o próprio Stalin como um “tirano” e afirmam que os povos soviéticos lutaram independente dos comunistas. O que não dizem, na tentativa espúria de desqualificar a direção proletária soviética, é que milhões de comunistas morreram na linha de frente dos combates e que Stalin — com sua extraordinária capacidade política e militar —, mesmo quando alguns se deixavam abater pelo medo e o desespero frente à invasão nazista, conclamou os povos soviéticos ao combate sem tréguas, enchendo de ânimo a juventude, os operários, os camponeses e todos os trabalhadores e trabalhadoras, além de dirigir cada passo e as façanhas do Exército Vermelho. Para confirmar o que dizemos, assim Stalin fazia sua convocatória à luta, em 7 de Novembro de 1941, durante o 24º  aniversário da Revolução de Outubro de 1917:

“Camaradas do Exército e Marinha Vermelhos, comandantes e instrutores políticos, guerrilheiros e guerrilheiras! O mundo inteiro os vê como uma força capaz de aniquilar as hostes espoliadoras de agressores alemães, e os povos da Europa subjugados por elas os consideram seus libertadores. Recaiu sobre vocês, portanto, a grande missão emancipatória: mostrem-se dignos dela! A guerra travada por vocês é uma guerra justa de libertação. Nessa luta, inspirem-se nos grandes exemplos de nossos valentes antepassados: Aleksandr Nevski, Dmitri Donskoi, Kuzma Minin, Dmitri Pozharski, Aleksandr Suvorov, Mikhail Kutuzov! Sejam cobertos pela bandeira vitoriosa do grande Lenin!”

Putin chauvinista

Ano passado, quando o Dia da Vitória completou 70 anos, milhões de russos, ucranianos, moldavos, georgianos (conterrâneos de Stalin) e outros povos de países que pertenceram à URSS foram às ruas em centenas de cidades com bandeiras vermelhas, retratos de dirigentes comunistas soviéticos e com fotos de familiares que participaram da Grande Guerra Patriótica.

O fato é que estas manifestações, com destaque para Moscou e São Petersburgo, foram um duro golpe na propaganda anticomunista que afirma que os povos daquela parte do planeta lembram com rechaço o período da União Soviética revolucionária. Ao mesmo tempo, o gerente do imperialismo russo, Vladimir Putin, se aproveitando do prestígio do glorioso Exército Vermelho, de seu grande dirigente Stalin — conservado pelas massas e revolucionários russos — e do sentimento dessas massas, utiliza fartamente seu arsenal de propaganda chauvinista no atual cenário de pugna interimperialista com o USA.

Diante dos fatos que presenciamos ultimamente à nível internacional e a agudização das contradições entre as potências imperialistas, os povos do mundo têm que estar alertas contra o fascismo e se preparar para novos grandes combates que decidirão o futuro da Humanidade. O exemplo da União Soviética é prova histórica de que, sob uma direção e uma linha justa, a vitória, sem dúvida, será dos povos!

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