Mais verdades inconvenientes para a grande burguesia nativa...

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Ao vivo, quase que 24 horas por dia, direto do picadeiro, na Esplanada, Bonner, Waack e sua trupe transmitem mais cenas do circo de horrores da farsa eleitoral! Bandidos contra bandidos, fascistas contra fascistas! Parece não haver limites para a hipocrisia e a desfaçatez! Entre as camadas mais pobres do povo, na cidade e no campo, o descrédito em relação a toda esta canalha e suas instituições é já um fato inegável. Mais breve do que se imagina, também entre as camadas médias da sociedade, até há pouco seduzidas e inebriadas pelo discurso anticorrupção, os vindouros e verdadeiros efeitos da crise econômica se encarregarão de convencê-las de que a corrupção é apenas uma pequena parte dos seus problemas e está longe de ser a mais importante.

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Mais uma vez, coube ao PT e seus ventríloquos revisionistas do pecedobê se erigirem como os maiores paladinos do velho Estado burguês-latifundiário por meio de seu tacanho discurso contra o golpe e em defesa da democracia.  Mas não é apenas o populismo petista que faliu. Todas as siglas do circo eleitoral estão em perigo. E, junto com elas, naufragam as ilusões quanto ao Estado Democrático de Direito, independência entre os três poderes da república e outras enganações do gênero.

É como diz o ditado popular, certas coisas quanto mais se mexe, mais fede. Vários dentre os mais “ilustres” representantes dos diferentes grupos de poder da grande burguesia crioula, como Calheiros e Sarney, já começam a expressar preocupação com o remédio que, pela dose cavalar, pode transformar-se em veneno, propondo medidas jurídicas para regulamentar a deduragem já institucionalizada. Algo plenamente justificável — do ponto de vista de classe dessa canalha — já que, pelo andar da carruagem, em que apenas quinze dias após a tragicômica posse do gerente interino Temer (PMDB), dois ministros já precisaram sair pelas portas dos fundos, a continuar essa sangria desatada, quem restará? Orgulhos feridos, pedras nas mãos e tetos de vidro não faltam!

Impelidos por compreensível indignação, após serem escorraçados do gerenciamento de turno, mesmo depois de prestarem inestimáveis serviços aos banqueiros, empreiteiras e latifundiários, dirigentes e burocratas petistas de alto coturno, enganchados no gerenciamento estatal e no controle dos aparatos de seus movimentos sociais corporativizados, reduzem os argumentos de sua defesa à tese de que são vitimas de perseguição política da parte do que denominam genericamente elites, já que estão sendo linchados publicamente e condenados antecipadamente por práticas comuns em todas as esferas da administração semicolonial. Repetem, à sua maneira e por conveniência, a máxima rouba, mas faz, chantageando as massas com a ameaça de fim dos seus programas sociais ditados pelo Banco Mundial. E, como que para deixar marcado o selo de classe do seu legado, coube justamente à rainha do agronegócio, a senadora Kátia Abreu (PMDB), tomar a linha de frente da defesa contra o impedimento de Dilma Rousseff, mantendo-se fiel até o último momento, a quem tão bem serviu ao latifúndio.

Acerca da atual situação política no país e seus desdobramentos, o que se pode afirmar como certo, ademais das brigas de foice no escuro do parlamento, é que o povo anda cada vez mais enojado com toda a podridão do sistema político da farsa eleitoral, apesar da verdadeira cruzada moralizadora empreendida pelo judiciário de Moro/STF/Polícia Federal e da lavagem cerebral imposta diuturnamente pelo monopólio da imprensa. Descrença, desconfiança, frustração e indignação resumem o sentimento geral que, como fogo de monturo, alimenta nos corações e consciência de cada vez mais homens e mulheres, a certeza de que é urgente acabar com toda essa velha e caduca ordem. Cabe a todos os autênticos revolucionários, lutarmos por dar vazão a essa justa revolta, apontando o Programa Revolucionário Democrático, Agrário e Anti-imperialista para estabelecer uma nova política como Nova Democracia, uma nova economia e uma nova cultura. Bem-vinda seja a tempestade! 

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