Notas internacionais

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França: trabalhadores em luta agitam o país

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Juventude rebelde enxota, com paus e pedras, as forças policiais francesas

As greves e manifestações das massas trabalhadoras contra a “reforma” antitrabalhista (assunto correntemente tratado nas últimas edições de AND) prosseguem. Isso porque o presidente francês François Hollande se mantém irredutível quanto a sua posição de manter a contrarreforma, cujo conteúdo é impor ao proletariado francês (principalmente aos mais jovens) o peso de sustentar as posições da burguesia francesa em tempos de crise geral do imperialismo.

A Eurocopa já se iniciou e as greves não só continuam, mas avançam, graças à decisão das massas proletárias que, como uma grande onda, arrastam os sindicatos, mesmo os mais duvidosos, rumo à combatividade. Se, por um lado, a decisão de Hollande e da burguesia francesa atrasa uma vitória econômica para os trabalhadores em greve, por outro lado, dá gás para que essa luta ganhe, cada vez mais, condições para se desenvolver enquanto luta mais consequente e combativa, forjando a consciência das massas e sendo escola de luta, apontando para o caminho da revolução – único caminho para o proletariado e trabalhadores do mundo.

Dia 14 de junho, 1 milhão de pessoas marcharam em Paris contra as medidas anti-operárias e antipovo de Hollande, fato que se repetiu nos dias 23 e 25. A repressão fascista agiu e os manifestantes responderam ao mesmo tom. Mais de 50 pessoas foram detidas e 130 foram proibidos de participar de protestos, num ato abertamente fascista negando ao povo o direito de manifestação.

Mais expressão desse fascismo se viu na manobra do governo para aprovar a medida de uma vez, acionando um dispositivo que a permite ser aprovada sem passar pela análise do parlamento reacionário.

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Etiópia: barbárie contra as massas

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Ato de solidariedade aos estudantes de Oromia

Desde novembro do ano passado, milhares de pessoas foram detidas e aprisionadas e 400 foram assassinadas pelas forças repressivas do velho Estado etíope, segundo a ONG Human Rights Watch (HRW).

Os protestos foram parte de um grande levantamento de massas contra os — assim denominados — “planos de reorganização urbana” que tinham como eixo a remoção e deslocamento de camponeses pobres e médios na região de Oromia, ao redor da capital do país. Frente às massas insurgidas, o velho Estado etíope assassinou os manifestantes no afã de afogar em sangue a luta deflagrada.

Ademais de prisões e assassinatos, há denúncias de torturas como choques elétricos e outras barbáries; no entanto, destacam-se as denúncias de abusos sexuais contra mulheres.

Tais acontecimentos demonstram dois fatos: primeiro, o reflexo na Etiópia da fascistização generalizada dos velhos Estados (e dos Estados imperialistas) para responder com violência reacionária às exigências das massas empobrecidas pelos seus direitos e interesses; e segundo, que as massas empobrecidas, em todo o mundo, estão, em graus desiguais de desenvolvimento, se alçando e tateando em busca do caminho da libertação popular, e esse não é outro senão o da Revolução.

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