Cantando e mostrando sua terra

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Cantor e compositor baiano nascido no Sítio do Tomas, um povoado em Uauá, Nininho de Uauá é um dos criadores dos encontros Uauá São Paulo, Euclides da Cunha, Povo do Sul em São Paulo e Festa do Umbu. Residindo em São Paulo há muitos anos, Nininho continua fazendo música influenciado pelas coisas do sertão, as lendas, a natureza, as tradições e o costume do povo.

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— Meu primeiro contato com música se deu ouvindo o Programa do Zé Bétio, na rádio Capital de São Paulo. Durante o dia a rádio não pegava, pois Uauá fica a 2.600 km de SP, então ficávamos o dia inteiro esperando a madrugada chegar — conta Nininho.

— E na casa de minha tia tinha uma radiola, então eu ia lá só para escutar os vinis que tinha. Algum tempo depois um dos moradores abriu um barzinho, e lá ele servia galinhada e fazia um bailinho ao som de um velho toca-fitas — continua.

— Nos intervalos do baile ele tocava a fita do compositor de Uauá, o velho Janjão, voz e violão, música muito calma e que falava da caatinga. Era uma espécie de momento de reflexão e relaxamento para repor as energias e depois retornar ao bailinho — recorda.

Nininho começou sua carreira em São Paulo, no ano 2000, e em 2001 gravou seu primeiro disco, “Parceira”.

— Meu apelido desde criança já era Nininho, quando fui gravar o CD pensei: Nininho de quê? Então resolvi colocar de Uauá para identificar de onde eu era e com isso ter um gancho para falar sobre o município caatingueiro, até então pouco conhecido —explica.

— Na época as pessoas não sabiam nem pronunciar direito a palavra Uauá, alguns escreviam Auá e me perguntavam se tinha alguma coisa a ver com cachorro. Hoje graças as muitas entrevistas que dei em rádio, TV e jornal, Uauá acabou se tornando a cidade mais conhecida do sertão baiano — diz.

Quando tinha que explicar sobre o que era Uauá, Nininho dizia que era o mesmo que pirilampos ou vagalumes em tupi-guarani.

— Aproveitava para falar sobre sua importância histórica, pois foi o lugar onde se deu o primeiro combate da Guerra de Canudos. Também tem a fama de Uauá ser a Capital do Bode, e hoje do umbu, pois esse fruto é exportado para o exterior, com mais de 60 toneladas por ano — expõe.

— Uauá é abastecida com a água do Rio São Francisco e faz parte do território Sertão do São Francisco, juntamente com Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho, Campo Alegre de Lourdes, Canudos, Casa Nova e Curuçá — continua.

— Na minha vida estão presentes as histórias do Nego D’Água, as carrancas e as músicas feitas para o Velho Chico, como Sobradinho, de Sá e Guarabira, Juazeiro-Petrolina, de Jorge de Altinho, e O menino e o Rio, de João Bá. Minhas composições são feitas de lembranças influenciadas por tudo que vivi no sertão caatingueiro — declara.

Vivência e trabalho

— Vivi intensamente as coisas do sertão até os quinze anos de idade, morando no Sítio do To

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