RO: operação de guerra para remover camponeses

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No dia 21/07, na área rural do município de Seringueiras (RO), região do Vale do Jamari, foi erigida uma verdadeira operação de guerra pelos órgãos de repressão do velho Estado burguês-latifundiário contra camponeses pobres do Acampamento Enilson Ribeiro, com o intuito de removê-los das terras, sem mandado de reintegração de posse.

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Para a realização da ação foi mobilizado um grande aparato com cerca de 150 homens, com a participação de PMs dos municípios de Ariquemes, Jaru e Ji-Paraná, além das Polícias Civil e Ambiental , com apoio do helicóptero Falcão 02 do Núcleo de Operações Aéreas (NOA).             

Conforme nota da LCP, os policiais atiraram do helicóptero, lançando bombas de efeito moral e gás lacrimogênio e efetuando disparos com munição letal e não letal contra homens, mulheres e crianças, ferindo pelo menos 1 criança de 4 anos de idade.

Mesmo com os ataques, os camponeses não abandonaram as terras, chegando a bloquear as entradas do acampamento com tratores e motocicletas, o que fez o comando da operação decidir suspender temporariamente a remoção.

A Rede Globo, através do portal G1, publicou matéria intitulada Liga camponesa atira em helicóptero da PM durante operação em fazenda, reproduzindo a versão da PM e dos órgãos de comunicação do latifúndio de Rondônia. Como de habitual, o monopólio de imprensa age desinformando e lançando o povo contra os camponeses, destorcendo os fatos, já que foi a PM e não os camponeses que efetuaram disparos, o que denota o claro intuito do monopólio de imprensa de criminalizar a LCP e legitimar a repressão por parte das forças policiais.

No dia 22/07, em Porto Velho, ocorreu uma reunião com diferentes instituições do velho Estado, que discutiu quais seriam as ações a serem adotadas numa nova operação contra a área tomada, onde ficou decidido que o comando da remoção passará para o Quartel do Comando Geral da PM.

Também ficou decidido a permanência de grande efetivo policial, alojados no Distrito de Novo Planalto, para controlar a entrada e saída de pessoas no município e para cercar o acampamento, para que não “aumente o número de ocupantes”, inclusive proibindo e se apropriando dos alimentos que as pessoas estão a doar aos camponeses.

No dia seguinte, em uma reunião de políticos, policiais e latifundiários, no município de São Miguel do Guaporé, latifundiários afirmaram que irão matar todos os camponeses da área ocupada, inclusive “recrutando” pistoleiros de outras regiões.

No dia 25/07, além de estarem sob o cerco policial, suportando toda sorte de abusos e humilhações, 9 camponeses foram detidos ilegalmente.

No dia 26/07, 12 camponeses saíam em busca de um companheiro que estava perdido na mata, quando foram atacados por policiais de um helicóptero, que efetuaram mais de 30 disparos. Até o fechamento dessa edição, 6 deles encontravam-se desaparecidos.

O Acampamento Enilson Ribeiro situa-se nas terras do latifúndio Bom Futuro, com cerca de 11.500 hectares. Foi ocupado dia 18/07, por aproximadamente 100 famílias, que relataram que as terras são da União, todavia foram griladas pelo latifundiário Augusto Nascimento Tulha, médico reformado do Exército.

A LCP conclama todas as forças democráticas a que se levantem para barrar o banho de sangue em curso ilegalmente, tramado pelo gerente estadual Confúcio Moura (PMDB) e pelo Comandante-Geral da Polícia Militar de Rondônia, o coronel Ênedy Dias de Araújo. Conclamou também àqueles a expressarem o total apoio aos camponeses pobres que legitimamente lutam pelas terras públicas de Seringueiras.

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