Editorial - Bombardear o quartel general do oportunismo eleitoreiro

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As próximas eleições municipais ocorrerão em meio da grave crise política e moral que há mais de um ano vem sacudindo o país e mais do que nunca se apresentam como questão-chave para o velho Estado, como a tábua de salvação de sua legitimação como “democracia”. Os sistemas de poder e de governo do imperialismo, da burguesia e dos latifundiários não têm nada mais que esta velha democracia decrépita para oferecer, nada mais que a farsa de eleições movidas a bilhões de reais e todo tipo de corrupção. E nisto também se apresenta como chave a apologia do cretinismo parlamentar que a “esquerda” oportunista eleitoreira aporta à farsa eleitoral, com sua participação frenética e entusiástica.

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O inesquecível ensinamento de Lenin de que o combate ao imperialismo e à reação deve ser dado de forma inseparável ao combate ao oportunismo nos convoca, frente à farsa eleitoral, a bombardear o quartel general do oportunismo.

Serelepes, os oportunistas montaram suas frentes eleitorais “frente Brasil popular”, “frente povo sem medo” e “frente de esquerda” tentando encobrir as siglas PT, pecedobê, PSOL, PSTU, PCB, PCO, PV, REDE, PPL etc., desgastadas com seu desmascaramento após as manifestações de junho de 2013, quando ficou claro, principalmente para a juventude combatente, que elas não passavam de uma fração do Partido Único no qual se ensebavam com PMDB, PSDB, DEM, PP etc.

Esses agrupamentos trotskistas, socialdemocratas, revisionistas e assemelhados têm sua origem histórica nas posições de Bernstein e Kautsky já combatidas por Lenin no início do século XX e, mais precisamente, na traição da II Internacional ao apoiar os governos burgueses e imperialistas na 1ª Grande Guerra Mundial, enquantoLenin chamava a todos os partidos operários a derrubarem os governos de seus países com revoluções socialistas.

O economicismo, como prioridade à luta econômica, é também outra marca histórica destas correntes que cavalgam a justa luta reivindicativa das massas para conduzi-las ao chiqueiro do parlamento burguês. Aparelhando sindicatos, associações de moradores e organizações estudantis e outras da juventude, fazem questão de desconhecer a experiência concreta dos revolucionários para os quais a luta reivindicativa é importante, mas que o principal é a luta pelo poder, uma vez que fora o poder tudo é ilusão, segundo a lúcida afirmação do grande Lenin.

O revisionismo moderno de Kruschov desfraldado a partir do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), em 1956, com suas apodrecidas teorias dos “dois todos” e “três pacíficos” caiu como uma luva a serviço destas posições colaboracionistas com a burguesia, no caso brasileiro, com o latifúndio, a grande burguesia e o imperialismo.

A crise política, econômica e moral que se aprofundou no nosso país, como expressão de uma situação revolucionária em desenvolvimento, escancarou a todos os brasileiros o apodrecimento do velho Estado e suas instituições, especialmente de seu sistema político.

Episódios como “mensalão”, “petrolão”, “operação lava jato”, votação do impeachment de Dilma Rousseff, cassação de Cunha, votação de ajuste fiscal de Temer, ademais de revelar o reacionarismo e atraso do sistema político vigente, dão a dimensão do domínio do imperialismo, da grande burguesia e da oligarquia latifundiária sobre a vida do povo e da nação.

Cientes do repúdio das massas às suas manobras, as classes dominantes buscam fazer mudanças cosméticas na legislação eleitoral como se fosse possível eliminar os efeitos sem tocar nas causas. Para isto, contam com o apoio decidido dos oportunistas e suas siglas eleitoreiras com suas inócuas propostas de “constituinte exclusiva”, “eleições gerais já”, “plebiscito” e outras formas de enganação na busca de salvar o velho Estado genocida com o conto de sua “democratização”.

Quase todas as siglas da fração oportunista do Partido Único saíram do ventre do PT ou se enroscaram com ele nos últimos trinta anos. Com a reputação mais suja que pau de galinheiro, depois de ser pego em flagrante delito por suas maracutaias com as empreiteiras, banqueiros e bandidos de alto coturno, esta sigla do Partido Único passou a ser o “patinho feio” desta eleição, abandonado que foi até por aliados mais fiéis como o revisionista e arqui-oportunista pecedobê. Deverá disputar sua primeira eleição pós-impeachment em um acentuado isolamento, não só nas capitais como nas cidades médias Brasil a fora. Tal sigla deve lançar candidatos próprios em 20 das 26 capitais e, na maioria, com chapa própria.

A participação das frentes eleitoreiras na campanha contra o impeachment de Dilma Rousseff, por outro lado, mostra que a diferença entre suas siglas continua sendo insignificante. Do que se trata agora é tomar o lugar do PT dentro desta fração do Partido Único. Neste sentido, o PSOL tem se articulado com muita desenvoltura na busca de repetir a aventura petista.

Esses catadores de voto ainda têm o desplante de se apresentar com verborragia revolucionária na tentativa de atrair para seus projetos oportunistas as franjas da juventude revolucionária.

Cabe, portanto, aos revolucionários travar uma luta sem quartel contra a farsa eleitoral do podre sistema político brasileiro e sua forma auxiliar de sustentação, a “esquerda” oportunista eleitoreira, colocando no centro de sua atividade política o projeto revolucionário do proletariado, desfraldando o programa da Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista, ininterrupta ao Socialismo.

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