Música e cultura de além-fronteiras

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Compositor, acordeonista, pianista, arranjador, educador musical e produtor, Gabriel Levy é um artista brasileiro que trabalha música, não importando sua origem. Dedicado às fusões entre música brasileira e outras músicas tradicionais do mundo, ele volta seu conhecimento para projetos educacionais que diminuam a distância entre o povo e o fazer musical, através de corais, livros didáticos etc.

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 — Sou de São Paulo, uma cidade com muitos imigrantes e migrantes que chegaram aqui nas mais diferentes épocas, construindo uma cidade múltipla com enorme diversidade cultural. Esse desenraizamento faz com que o paulista tenha uma percepção muito cosmopolita do mundo, e de todas as possibilidades de interação entre os povos — fala Gabriel.

— Desde pequeno me interessei pela possibilidade de falar com vários povos por meio da música. Via nos livros de piano algumas músicas de outros países com ilustrações, figuras de roupas diferentes e sempre me encantava com essa possibilidade de contato através do som — conta.

— Continuei buscando isso em trabalhos de coral e coro infantil. Mas, isso só se tornou mais sistemático com o trabalho junto ao grupo Mawaca, que se especializou em fazer música dos quatro cantos do mundo — continua.

Para trabalhar a música mundial, Gabriel diz que cada caso é um caso.

— Podemos tentar buscar uma certa fidelidade às origens de uma música usando instrumentos tradicionais e buscando os timbres e ornamentações tradicionais. Mas também é possível se interessar por uma melodia ou um ritmo e usá-lo de um modo completamente diferente — diz.

— Percebo que quando uso temas tradicionais em geral, sou mais conservador. Gosto das coisas mais tradicionais, onde as misturas são mais orgânicas e não misturas artificiosas como Clássicos em Choro, Remix de músicas tribais etc. — continua.

— Gosto de alguns como Baka Beyond, que mistura a música dos pigmeus e celta, mas, para me agradar tem que ser muito bem feito. Quando se trata de criações livres apenas inspiradas em músicas do mundo, me sinto mais à vontade para pirar — declara.

Gabriel se define um artista de misturas, porém, com responsabilidade.

— Se pegarmos só a carcaça a mistura fica boba, vira uma mistura sem conteúdo. Antes de fazer as misturas tenho um grande respeito, procuro conhecer os originais o máximo possível, estudando, entrando em contato com gente especialista nessa música — fala.

— Gosto muito das tradições como elas foram construídas através dos séculos, criando identidades únicas através das misturas lentamente destiladas pelo tempo. Esse pastiche contemporâneo imediatista que submete tudo a um pastiche do pop anglo-americano, acho de uma mesmice bem chatinha — continua.

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