50 anos da Grande Revolução Cultural Proletária - A classe operária deve dirigir tudo

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A Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP), entre tantas consignas, conclamava: “No campo, aprender com Tachai” e “Na indústria, aprender com Taking” tomando como diretiva a carta de Anchan.

A aldeia de Tachai é a luta heróica travada pelas massas sob a direção do PCCh pela produção, por apoiar-se nas próprias forças e por fazer avançar a construção do socialismo; e a luta dos proletários revolucionários de Taking que reuniram operários, técnicos e engenheiros na “tríplice união”, levou a recordes mundiais de produção petrolífera combatendo os velhos métodos e as velhos regulamentos – são processos anteriores à Revolução Cultural e que não havia se generalizado até então pelas próprias razões que levaram à deflagração da GRCP.

O presente texto que oferecemos aos leitores do AND é a síntese do capítulo As organizações de massas nas unidades de produção, retirado do trabalho de Charles Bettelheim, A Revolução Cultural e organização industrial na China.

Temos uma divergência cabal com o autor e suas posições expressas no trecho do livro em que ele aborda a planificação e gestão, e faz comparação com a URSS colocando a época do revisionismo, a partir de Kruschov, como uma mera continuidade do período de Lenin e Stálin.

A parte que publicamos é fruto de uma pesquisa com dados que retratam objetivamente o impacto da Grande Revolução Cultural Proletária na produção em geral e nas fábricas em particular. Devido às restrições de espaço para publicação nesta edição impressa, necessitamos resumir bastante o texto original. Por essa razão, também disponibilizamos o texto integral do capítulo, para que o AND possa disponibilizá-lo aos seus leitores em sua página na internet.

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As organizações de massa nas unidades de produção

Novas organizações de massas se formaram durante a Revolução Cultural; sustentadas e dirigidas pelas resoluções do Comitê Central. Em 1971, na fábrica geral de bonés de Pequim, modelo do ponto de vista das novas relações de gestão, essas organizações são os grupos de gestão operária, os guardas vermelhos* e os comitês revolucionários. Todas elas foram criadas enquanto o comitê do partido da fábrica foi dissolvido. Organizações semelhantes se constituíram, ou se encontram em vias de constituição, em numerosas fábricas chinesas.

I. Os grupos de gestão operária

Os grupos de gestão operária e seu funcionamento são apresentados pela operária Lié Chu-sia, membro do comitê revolucionário da fábrica de Pequim.

Ela explica que no curso da Revolução Cultural as massas não só rechaçaram a linha revisionista, senão que também se forjaram na luta: que depois do estudo e aplicação do pensamento de Mao Tsetung, reivindicaram participar da gestão, o que se corresponde com a Carta de Anshan.

A primeira experiência de participação dos trabalhadores na gestão se efetuou antes da formação do novo comitê do partido sob a responsabilidade do comitê revolucionário. Testada em uma oficina, se estendeu a toda fábrica em fevereiro de 1969.

Essa experiência se apoiava na eliminação dos “regulamentos irracionais” (os relacionados com a organização do trabalho, disciplina, etc., que refletem uma falta de confiança nas iniciativas dos trabalhadores) impostos anteriormente  pela velha direção.

Cada regulamento foi objeto de um debate de massas, o que permitiu também uma redução massiva do pessoal administrativo da fábrica.

O estabelecimento desses grupos de gestão operária e a atividade de controle exercida por esses grupos sobre os quadros originaram uma verdadeira luta de classes, manifestando-se na objeção por parte de membros da antiga equipe dirigente e de alguns trabalhadores.

Um membro do comitê revolucionário destaca que essas objeções foram retomadas de imediato pelos inimigos de classe. “A formação desses grupos de gestão operária haveria representantes de muitas centenas de pessoas ativas. Compreendiam que teria, assim, um grande número de operários dispostos a vigiar suas atividades subversivas. (…) a formação, o crescimento e o reforço das atividades desses grupos se elaborou no marco da luta entre as duas vias, as duas classes e as duas linhas”.

A eleição dos grupos de gestão operária

A eleição é organizada pelos trabalhadores da equipe ou da oficina e se desenvolve unicamente sob sua responsabilidade. A direção se ocupa apenas do princípio da formação dos grupos de gestão operária. Os membros desse grupo são eleitos em diferentes escalas: a nível de fábrica, de oficinas e de equipes (os grupos estão organizados nos três escalões). Desse modo têm uma base sólida entre os trabalhadores. Para ser eleito membro de um grupo de gestão operária é preciso ser um membro ativo no estudo e aplicação do marxismo-leninismo e o pensamento mao tsetung, assim como possuir certa experiência e ser representativo das massas. Todos seus membros trabalham na produção, não são pagos por sua representação e trabalham pelo menos uma hora a mais por dia para compensar suas funções (reuniões, visitas às casas dos trabalhadores).

O papel dos grupos de gestão operária

O papel dos grupos de gestão operária é um papel mais de orientação, de controle, de verificação, de trabalho ideológico, de retificação do estilo de trabalho, etc., que de gestão propriamente dita, da qual se ocupa o comitê revolucionário1. Assim como o comitê revolucionário, os grupos de gestão operária estão sob a direção ideológica e política do comitê do partido.

Têm cinco funções: 1. O trabalho ideológico e político; 2. O trabalho da produção e da revolução técnica; 3. Os assuntos financeiros e materiais (controle dos preços de custo, intervenção a nível de investimentos); 4. A segurança do trabalho; 5. O bem estar e a vida corrente.

Os grupos servem de enlace entre os órgãos de direção da fábrica e as massas populares, instando a discussão, entre esses últimos, das propostas e das decisões da direção e repercutindo, ante a direção, as opiniões dos trabalhadores. Assim se estabelece uma ligação “de cima a baixo e de baixo a cima”. As críticas provenientes da base estão consideradas como as mais importantes. Elas ajudam a direção a retificar seu estilo de trabalho e permitem exercer um controle sobre os quadros, sobre suas decisões e sobre a aplicação destas. Também controlam a atividade dos órgãos diretivos, dos diferentes membros do partido e dos serviços administrativos. Os problemas políticos são levados a um primeiro plano.

A operária Lié explica:

“Desde a formulação dos grupos, não se pode ocupar-se apenas da ajuda mútua, da camaradagem; ajuda-se também aos membros do partido. Em outra épocas se acreditava que os membros do partido eram apenas forças motrizes e não, igualmente, alvos da revolução. Na realidade, existe um pensamento vivo nas massas populares e é preciso organizar discussões com os membros do partido para que eles se beneficiem da ajuda dos trabalhadores no plano ideológico. A partir da formação dos grupos de gestão operária, as massas populares tomam a iniciativa e se dirigem aos membros do partido para revolucionarização ideológica do partido”.

A atividade de revolucionarização ideológica dos membros do partido, graças às iniciativas das massas populares e à intervenção dos grupos de gestão operária é de uma importância decisiva.

Essa atividade tende a quebrar o mito segundo o qual todo membro do partido é uma espécie de depositário do marxismo-leninismo e da ideologia proletária. Tal mito colocava cada membro do partido acima das massas e lhe permitia criticá-las permanecendo, no entanto, ao abrigo de suas críticas. A Revolução Cultural contribuiu para romper esse mito.

Segundo uma fórmula empregada por um membro do comitê revolucionário da fábrica de bonés: “No momento atual, todo mundo se ocupa do trabalho político”.

O desenvolvimento dessa tarefa significa que é cada vez mais difícil para os quadros se colocarem acima dos operários; e as possibilidades de um desenvolvimento pela via capitalista se tornam muito estreitas.

Na fábrica geral de bonés de Pequim, os grupos se ocupam dos problemas do melhoramento da qualidade da produção. Não há um encarregado no controle da qualidade na fábrica, mas um autocontrole; cada trabalhador controla seu próprio trabalho; cada equipe, o que entrega às outras equipes. Os trabalhadores se esforçam por encontrar em conjunto as origens das eventuais insuficiências.

A preparação do plano a nível de fábrica corresponde igualmente às funções dos grupos de gestão operária. Os trabalhadores são consultados em numerosas oportunidades antes que o plano da fábrica seja resolvido definitivamente. Trata-se de um exame completo do projeto de plano, do que representa para cada oficina, para cada equipe.

Os grupos de gestão operária procedem, com os trabalhadores e os grupos de tripla união (quadros, técnicos e operários), a um exame minucioso das inovações e renovações que poderiam ser realizadas com o propósito de reduzir as necessidades de investimentos.

Em nossa fábrica – explica um membro do comitê revolucionário – segundo os ensinamentos do Presidente Mao, organizou-se uma equipe de tripla união com o fim de realizar a revolução técnica.

Os objetivos dessa revolução técnica são propostos pelas diferentes oficinas com vistas a melhorar a qualidade, elevar a produtividade do trabalho, garantir a segurança, diminuir a tensão do trabalho. Em geral, é nesses domínios que se efetuam as inovações técnicas. Assim, pode-se descobrir novas matérias-primas, novas técnicas, novas tecnologias, novas instalações e novos métodos.

Algumas transformações nos permitem, mesmo assim, melhorar a qualidade do trabalho e reduzir seu sacrifício. No princípio, por exemplo, tudo era feito à mão na oficina de tingimento e impressão. Os especialistas afirmaram sempre que era impossível tingir e imprimir o jersey de ambos os lados com esse tipo de máquina. Os operários disseram: “por que não? Pelo menos se pode experimentar”. Depois da Revolução Cultural fizeram propostas e depois de alguns ensaios foi possível imprimir de ambos as duas cores.

Método de ação dos grupos de gestão operária

Os grupos de gestão operária devem prestar contas de seu trabalho no curso de reuniões e em discussões que reúnem a todos os trabalhadores da oficina ou da equipe correspondente, como também deve recolher as críticas destes e vigiar para que suas ideias sejam levadas a cabo.

Um membro do comitê revolucionário destaca que, na fábrica, não se pode, sob nenhum conceito e em nenhum nível, tomar decisões sem consultar os trabalhadores.

Os grupos de gestão operária se ocupam, de organizar o estudo das obras fundamentais de Marx, Lenin e Mao Tsetung. Cumprem um papel de controle e iniciativa; devem ajudar o comitê do partido e o comitê revolucionário na resolução dos problemas políticos e ideológicos. Mas esses grupos são órgãos de massa e, portanto, devem estar sob a condução do partido, cujo papel de orientação ideológica é decisivo.

“O desenvolvimento das atividades dos grupos de gestão operária – destaca a camarada Lié – supõe numerosas vantagens: os trabalhadores podem efetivar sua iniciativa, manifestar sua inteligência e sua sabedoria, formar-se na gestão coletiva de uma empresa socialista e, por sua vez, constituir quadros de base”.

O lugar dos grupos de gestão operária na luta contra o revisionismo

Contrariamente aos dirigentes dos antigos sindicatos burocráticos2 – que foram desaparecendo no curso da Revolução Cultural – os membros dos grupos de gestão operária são produtores em atividade, não afastados da produção; assim, são muito menos suscetíveis de isolar-se dos operários e de solidarizar-se com a direção da fábrica no caso desta se comprometer com a via revisionista.

Mesmo assim, isso não significa que a formação dos grupos de gestão operária ou do congresso de representantes operários constitua uma “garantia absoluta” contra o “economicismo”, o revisionismo e, em geral, contra uma orientação contrária às exigências da edificação socialista.

Esses órgãos também podem cair sob a influência da ideologia burguesa e se tornar incapazes de contribuir para a revolucionarização ideológica. Isso se deve, que esses grupos, assim como as organizações de massa devem estar sob a direção ideológica e política da ditadura do proletariado e seu instrumento, o partido comunista.

O problema de sua revolucionarização ideológica surge constantemente. Nesta fábrica se insiste principalmente nos seguintes pontos: a necessidade da revolucionarização ideológica pessoal dos membros dos grupos de gestão operária através do estudo e aplicação do marxismo-leninismo e do pensamento de Mao Tsetung; a permanência dos membros desses grupos na prática da produção, sua submissão às críticas das massas populares e, finalmente – e sobretudo – que a condução ideológica desses grupos seja assegurada pelo comitê do partido, estando também submetido ao controle dos trabalhadores. Esse controle permanente das massas é um dos pontos de destaque.

Os grupos de gestão operária constituem, pois, uma das formas de organização que permitem aos trabalhadores apropriarem-se, através de uma prática efetiva, do marxismo-leninismo e do pensamento de Mao Tsetung e, por isso mesmo, exercer sobre os quadros e os dirigentes um controle conforme as exigências da edificação do socialismo.

II. Os rebeldes proletários

Os guardas vermelhos não são exatamente uma organização de massas, mas uma forma de participação individual nas atividades de gestão.

Na fábrica central de bonés de Pequim essa organização se constituiu no fim de 1968, ou seja, antes dos grupos de gestão operária. A eleição dos rebeldes proletários é feita individualmente pelos trabalhadores tendo em conta o nível ideológico dos candidatos.

Os rebeldes proletários não formam grupos permanentes que sustentam reuniões regulares. Não constituem um “grupo”, sua responsabilidade ideológica e política sobre os trabalhadores é pessoal.

Tem por função recolher as opiniões dos trabalhadores, suas críticas sobre funcionamento dos grupos de gestão operária, sobre o comitê revolucionário e sobre o comitê do partido a fim de que esses organismos não se isolem das massas, ajudando assim a revolucionarização ideológica da fábrica.

As críticas são sempre organizadas; não se trata de iniciativas individuais, mas de decisões coletivas que se apoiam geralmente sobre um balanço de atividades do quadro questionado. As críticas se referem a fatos concretos ligados aos princípios fundamentais do marxismo-leninismo. Pode haver críticas públicas dos quadros, mas isso não é obrigatório; as massas decidem coletivamente se isso é necessário ou não.3

III. O comitê revolucionário4

O comitê revolucionário é um órgão administrativo situado sob a direção política do comitê do partido da fábrica; deve velar pela aplicação concreta da política decidida. Ele tem a responsabilidade das relações entre as fábricas e as relações com os órgãos do plano. Deve velar pela aplicação do plano, submetendo sempre todas decisões a consulta dos trabalhadores.

O comitê revolucionário é um órgão eleito; os trabalhadores da fábrica decidem o número de seus membros e elegem seus membros por votação. E seus membros eleitos continuam participando da produção nos mesmos postos que antes e com o mesmo salário.

O comitê revolucionário da fábrica de bonés de Pequim tem 21 membros. Constituiu-se com base na tripla união dos representantes das massas populares, dos quadros e do Exército Popular de Libertação, assim como na base da “tripla união das idades”: abarca membros jovens, de idade média e mais velhos.

IV. O comitê do partido

Na fábrica geral de bonés de Pequim, assim como nas outras fábricas chinesas, o comitê do partido, existente antes da Revolução Cultural, foi substituído por um novo comitê formado com base em diretivas adotadas pelo IX Congresso do Partido Comunista da China.

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O saneamento do partido (1966-1969)

A formação do comitê do partido da fábrica geral de bonés de Pequim pode ser considerada como típica.

Entre 1966 e 1969 não houve comitê. Era preciso sanear o partido, eliminar os membros comprometidos com a via capitalista e criar condições que permitissem ajudar na transformação dos velhos membros. Assim, com a ajuda das massas, se procedeu, em primeiro lugar, ao saneamento das filas do partido. Esse trabalho foi acompanhado por uma “campanha revolucionária de estudo vivo das obras do Presidente Mao” que permitiu a formação de um núcleo revolucionário.

Esse processo de saneamento se estendeu durante toda Revolução Cultural.

Os resultados de uma investigação parcial efetuada em 1.119 fábricas do município de Shangai oferecem, não obstante, indicações dessa amplitude. Depois da consolidação do partido5, entre 4.532 membros dirigentes dos comitês do partido nessas fábricas, apenas 37% eram velhos dirigentes. A maior parte dos novos membros dos comitês do partido são operários que eram membros do partido há relativamente bastante tempo.

A reeducação dos quadros através do trabalho manual existia antes da Revolução Cultural, porém esta trouxe a novidade das “escolas do 7 de maio”6 agregaram ao trabalho manual, um intenso trabalho ideológico.

As mudanças reais sofridas pelos órgãos do poder são mais profundas que o indicado por qualquer cifra. Com efeito, uma parte daqueles que hoje são membros de distintos órgãos do poder, mesmo já o sendo antes, não se encontram no mesmo alinhamento político que estavam anteriormente. Uma proporção não desprezível desses membros foi submetida à crítica das massas, o que os levou a realizar sua autocrítica e a reformular sua concepção de mundo.

Precisamente tendo em conta a profundidade das mudanças operadas desde 1966, é possível captar o significado profundo das transformações efetuadas na gestão.

As novas formas de organização que surgiram da Revolução Cultural não nasceram de um dia para o outro; elas são resultado de uma luta ideológica de classes que durou muitos anos, e não puderam tomar corpo senão depois de um enorme trabalho ideológico que permitiu unificar as massas.

E o problema da revolucionarização ideológica ininterrupta das organizações de massas se coloca constantemente. Rechaça-se toda ilusão que permita crer em fórmulas de organização milagrosas permitindo evitar qualquer desvio para via burguesa.

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Notas:

1 – os grupos de gestão operária não têm, pois, nada que ver com a autogestão iugoslava. Seu propósito não consiste em obter o máximo de lucros e rentabilidade. Eles devem, antes de tudo, servir aos interesses do povo.

2 – Antes da Revolução Cultural, a “burocratização” tinha alcançado a maior parte das organizações de massas (organização da juventude, das mulheres, etc.) e, depois, sua atividade resultou mais ou menos suspensa, ao menos a nível nacional. Hoje se discute amplamente o problema da reestruturação de tais organizações e a definição das condições de funcionamento que lhes permita retomar sua atividade sob o controle efetivo das massas.

3 – A princípio não há críticas públicas para os simples trabalhadores, senão discussões privadas. Essas discussões são levadas a cabo preferencialmente na família do trabalhador (melhor que na oficina), com a finalidade de não forçá-lo a uma situação desagradável e não questioná-lo diante de outros trabalhadores.

4 – Os comitês revolucionários nasceram no curso das lutas empreendidas contra as direções revisionistas de algumas fábricas, numa época em que os comitês do partido, ao nível das fábricas, estavam paralisados. A princípio se disse que se tratavam de órgãos provisórios. Durante muitos anos, o caráter provisório dos comitês revolucionários não foi mencionado senão ocasionalmente. Ao que parece, desde há algum tempo isso é mencionado mais amiúde.

5 – O processo de consolidação é diferente do processo de saneamento; consiste numa mudança das responsabilidades e não em uma eliminação.

6 – As “escolas do 7 de maio” são também unidades de produção novas, mantidas pelos quadros. Aparentemente, não existe nenhuma hierarquia nessas escolas. São inteiramente criadas pelos primeiros a chegar, que não deixam nada ao partir, nem sequer edificações. As condições de trabalho nelas são duras. Os primeiros quadros que chegam constroem algum abrigo, aplainam a terra, cavam poços. Frequentemente lhes falta experiência e então solicitam conselhos aos camponeses das comunas populares vizinhas. Pouco a pouco se edifica a escola. Ela pode compreender oficinas e até pequenas fábricas. O tempo de trabalho é dividido entre o trabalho produtivo (em geral pela manhã) e o estudo e a discussão de textos do marxismo-leninismo e de Mao Tsetung. A revolucionarização ideológica que as escolas do 7 de maio permitem é particularmente importante para os quadros que não se encontram habitualmente nos locais de produção (os que estão na administração, por exemplo).

*Em seu trabalho, Bettelheim denomina “guardas vermelhos”, porém, a organização revolucionária dos operários na GRCP, primeiramente em Shangai, e depois em toda a China, designava-se “rebeldes proletários”. Para tornar a leitura e a compreensão de nossos leitores precisos, a partir deste ponto, substituiremos o termo pela designação correta.

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