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Alemanha: Ataque é resposta das massas à opressão

Em 20 de dezembro de 2016, um ataque ocorreu em Berlim, coração da potência imperialista Alemanha, matando 12 pessoas e ferindo gravemente 14. A ação foi empreendida por um refugiado tunisiano que lançou um caminhão contra um mercado de natal.

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Polícia alemã revista e prende centenas de imigrantes

Tal como afirmamos em AND nº 174, a Alemanha se empenha por consolidar-se como potência hegemônica no continente europeu, sendo a principal força econômica e política do bloco “União Europeia”. Isso faz agudizar sua contradição com os povos oprimidos e, em consequência, acirra-se também a contradição burguesia-proletariado em suas entranhas. Reflexo desse contexto são as cada vez maiores ações armadas empreendidas contra os Estados imperialistas europeus, principalmente França e Alemanha, como resistência desesperada e cega de setores das massas à opressão e exploração.

O site alemão Dem Volke Dienen expressou uma contundente análise sobre o ataque: “Todos os revolucionários e trabalhadores com consciência de classe devem denunciar que o responsável pelo ataque é o imperialismo alemão com sua agressão contra os povos do mundo. E nos locais de trabalho, nos bairros, nas escolas e em outros lugares temos que estar com nossos irmãos de classe e irmãs muçulmanas, unindo-nos contra a agressão chauvinista. Também está claro que há que denunciar que a República Federal da Alemanha (RFA) utiliza estes eventos como evidentes para a militarização da sociedade, para avançar de maneira ainda mais exagerada com o lançamento de patrulhas policiais com metralhadoras nos mercados de natal.” 

Países imperialistas são cárceres

Ante cada ação armada empreendida por setores das massas de imigrantes e refugiados, os Estados imperialistas europeus abandonam cada vez mais a defesa demagógica dos valores democráticos e potencializam sem pudor sua política fascista de incremento do Estado policial e repressão chauvinista e a vil violência contra estas massas empobrecidas.

Os imigrantes que passaram, durante a virada de 2016 para 2017, pela estação de trem da cidade de Colônia, ao oeste da Alemanha, foram surpreendidos por uma arbitrária abordagem e triagem de passageiros. Muitos foram impedidos inclusive de prosseguir viagem e vários resistiram à agressiva abordagem chauvinista.

O chefe da polícia da cidade, Juergen Mathies, tentando justificar a operação, explicitou o quão xenófoba foi sua natureza: “Uma grande parte desse grupo [de imigrantes] que passou por checagem era do tipo de pessoas de quem se espera atos criminosos como aqueles. Por isso realizamos essa abordagem de maneira clara”, sentenciou em sua lógica chauvinista.

Ainda na cidade de Colônia, mais de 92 pessoas foram presas, entre 10 sírios.

Os fatos que se desenvolvem na Alemanha confirmam a tese desfraldada recorrentemente por AND, de que os países imperialistas se convertem cada vez mais em cárceres para o proletariado e o povo, principalmente proveniente de imigração e refugiados das guerras imperialistas, situação que atiça o ódio e a revolta das massas empobrecidas contra a besta imperialista.


Turquia: Prisões e fascismo escancarado

A escalada do fascismo e do Estado policial na Turquia, sob mando do fascista Recep Tayyip Erdogan, fez novas prisões entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

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O fascista Erdogan incrementa repressão contra as massas

Mais de 1.656 pessoas foram presas nos últimos meses na Turquia acusados de “envolvimento com terrorismo”, segundo o próprio Ministério do Interior do gerenciamento semicolonial do fascista Erdogan. Segundo a mesma fonte, mais de 10 mil pessoas estão sob arbitrária investigação, escancarando o caráter policialesco e fascista do velho regime.

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