Varrer decididamente o vento desviacionista de direita

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Em meados da década de 1970 a luta de duas linhas se intensifica na direção do Partido Comunista da China (PCCh) e em toda a sociedade. A esquerda, sob firme direção do Presidente Mao Tsegung, trava duro combate ao vento desviacionista de direita encabeçado por Liu Shao-chi e Teng Siao-ping.

Tendo a frente Teng Siao-ping e sua camarilha, os seguidores do caminho capitalista são encorajados a promover maquinações e novos ataques contra a Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP). Em outubro de 1975, o presidente Mao intervém pessoalmente com duras críticas à atividade contrarrevolucionária de Teng Siao-ping e seus seguidores, a que Teng respondeu se colocando de maneira autocrítica, admitindo seus erros, aceitando se retificar. Se por um lado ele toma esta atitude, por outro orienta seus seguidores que estavam infiltrados no Partido e não eram identificados a aguardar a hora ideal para desferirem novos ataques.

Em 1976, a camarilha de Teng Siao-ping é responsável por uma série de distúrbios e manifestações com o objetivo de atacar a GRCP e a esquerda no PCCh. Sob a direção do Presidente Mao, a esquerda travou uma luta decidida para denunciar e desmascarar o vento desviacionista de direita e derrotar a linha revisionista de Liu Shao-chi e Teng Siao-ping.

Nos dias atuais, cada vez mais pessoas têm se pronunciado afirmando que o Presidente Mao estava correto ao afirmar que se a GRCP fosse derrotada, isso conduziria a restauração do capitalismo. E o que vemos hoje na China atual é o capitalismo desbragado com a maior taxa de mais valia e exploração da classe operária e do povo chinês.

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Aprofundar a crítica a Teng e lutar contra o vento desviacionista de direita

Discussões sobre ‘Crítica a Teng Siao-ping e rechaço ao vento desviacionista de direita’

Chang Chun-chao

Questões e Estudos compilados em dezembro de 1976 (Discurso aos quadros líderes em âmbito provincial [estadual] e municipal na Aula de Estudos Centrais, Pequim, 28 de junho de 1976).

Camaradas,

Com um voto de confiança dado pelo Comitê Central, eu os cumprimento camaradas de vários departamentos do Comitê Central e lideranças de várias províncias [estados], municipalidades e regiões autônomas que participam de nossos Estudos. Gostaria de lhes dirigir algumas palavras.

Luta tempestuosa

Depois da ocorrência do incidente contrarrevolucionário de 5 de abril, o Birô Político do Comitê Central, no dia 7 de abril, tomou duas decisões baseadas em recomendações do Presidente Mao. Elas apontavam ao povo de todo o país a direção geral da luta. Derrotaram o vento desviacionista de direita revertendo as posições anteriores que haviam sido estabelecidas por um grupo de defensores do capitalismo, liderados por Teng Siao-ping; suprimiram os elementos contrarrevolucionários e sabotadores ligados às diversas correntes e bloquearam o mau vento, consolidando o sistema social e a ditadura do proletariado. Com a liderança correta do Presidente Mao e do Partido, centenas de milhares de massas de operários, camponeses e soldados em todo o país estão agora sob o vento leste revolucionário dessas duas decisões. Ao assumir ações concretas, agitam a nova maré por todo o país repudiando o vento desviacionista de direita, revertendo as decisões anteriores e buscando os contrarrevolucionários.

O incidente contrarrevolucionário do dia 5 de abril é uma continuação da luta de duas linhas no Partido e o resultado inevitável da luta de vida e morte quanto à questão do poder político e da luta entre duas classes que está associada ao contínuo aprofundamento do desenvolvimento da revolução socialista. Semelhante a todas as anteriores lutas de classes, ela terminou em um estágio marcado pela derrota dos contrarrevolucionários e vitória dos revolucionários. Esta luta tempestuosa esclarece ao Partido e a todo o povo do país um assunto muito importante: “A luta de classes ainda existe, os defensores do capitalismo estão se movimentando; os revolucionários não podem se encher da arrogância dos intelectuais livrescos que acham que o país está em paz”.

No momento, todo o Partido deve primeiro entender claramente a nova direção da luta. Depois da emissão das duas decisões do dia 7 de abril, muitos camaradas conseguiram ver apenas pequenos círculos diante de seus olhos, faltando-lhes avaliação e entendimento suficientes de todo o ambiente e de toda a situação. Alguns camaradas criaram a afirmação de que “podemos retomar nosso fôlego logo depois disso tudo”, achando que iriam descansar. Na realidade, essa atitude é não só impraticável quanto danosa, porque o inimigo de classe espera exatamente que nós relaxemos, e isto significa: “você retoma seu fôlego e ele retoma o dele”. A experiência da luta de classes nos ensina: “Qualquer descanso na luta nos trará perdas extremamente grandes para a revolução”. No passado, o Comitê Provincial [estadual] do Partido de Yunan criou o slogan incorreto de “incorporar de forma consciente nas tarefas de produção a luta de classes na esfera da produção”. Como consequência, a produção não só não foi bem assumida e as tarefas não realizadas devido à ignorância do assumimento da luta de classes; o inimigo de classe pôde explorar a oportunidade de sabotar, enquanto as tendências capitalistas foram desmedidas em toda parte, chegando a ser irreparáveis. Naquele momento, os camaradas responsáveis pelo Comitê Provincial do Partido de Yunan que assistiam a Aula de Estudos afirmaram, com profundo entendimento, que “faltou um neurônio em nosso cérebro e desperdiçamos o elo-chave de nosso trabalho; desta forma, nossas tarefas não foram realizadas. Se não tivéssemos segurado nossos cavalos à beira do precipício poderíamos ter perdido o poder”.

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Os Esquadrões Líderes amedrontam a ‘proa’

Outra situação é a que os camaradas quadros, principalmente os líderes de esquadrões, “amedrontaram” a parte dianteira. Eles não ousaram apoiar abertamente os fatos recentes que emergiram do movimento, enxergaram os problemas localizados na sociedade como o grande caos sob o firmamento e não souberam como manejá-los; não ousaram tomar atitudes decisivas contra a sabotagem do inimigo de classe, agiram de forma indecisa durante todo o movimento, foram fracos e sem vigor e falharam ao não implementar o papel das organizações do Partido como fortalezas na batalha. O “temor” desses quadros pode ser entendido como medo do caos, que é uma questão de visão de mundo. Porque nos movimentos políticos anteriores alguns quadros foram afetados de várias formas ou erraram de algum modo, e falharam em conseguir o entendimento correto sobre os impactos recebidos nos movimentos de massas anteriores, toda vez que um movimento surge eles receiam que haja tigres em sua frente e lobos atrás, ou que a revolução possa cair em suas cabeças e destruir seus chapéus. Todos os quadros que se amedrontaram tiveram, depois do incidente contrarrevolucionário do dia 5 de abril, manifestações de indiscriminação entre si e o inimigo. Desta forma nem eles ousam sair para dar apoio às coisas novas, nem ousam exercitar a ditadura sobre os maus elementos. Devemos encorajar esta parte dos quadros para substituir o “medo” pela “ousadia”. Devemos ter a determinação da revolução consciente a fim de compreender a linha básica do Partido no período socialista, pesquisar a causa do “medo” em sua visão de mundo e aprontá-los para liderar o movimento. Do contrário eles serão, cedo ou tarde, rejeitados pelo tempo.

Conduzir a luta para rechaçar o Vento Desviacionista de Direita até o fim

A terceira situação é que os defensores do capitalismo no Partido conseguiram usurpar a liderança de uma determinada área e estão em conluio com o inimigo de classe naquela área para reprimir várias opiniões surgidas no meio da massa. Pretendem suprimir a democracia, transformar a ditadura do proletariado em ditadura da burguesia e acionar o vento capitalista que faz com que o movimento na área se frustre, a produção não se concretize, as massas genuinamente revolucionárias sejam oprimidas e o espírito de justiça seja erradicado. Tais áreas parecem reinos independentes. Adotaram atitudes de obediência aberta e desobediência clandestina em relação às decisões do Comitê Central. Na superfície, também fazem comícios com a presença de milhares e até de centenas de milhares de pessoas em apoio às duas decisões do Comitê Central.

No momento, pode ser que eles enganem as massas por algum tempo; mas em longo prazo eles mostrarão realmente a que vieram, pois a razão de sua essência é contrarrevolucionária.

A questão que faz com que Teng Siao-ping ainda ouse lutar, embora estando encurralado, é porque há pessoas iguais a ele e que o seguem. Algumas delas levantam bandeiras e esbravejam, enquanto outras lançam flechas assassinas e espalham veneno atrás das cenas. O Comitê Central convoca todo o Partido e o povo de todo o país para “assumir continuamente a linha revolucionária do Presidente Mao, levar a luta de classes de forma implacável, conduzir até o fim a linha política de rechaço ao vento desviacionista de direita para reverter as afirmações feitas, tendo Teng Siao-ping como alvo principal, além de espalhar por todo o país um movimento de busca dos contrarrevolucionários em escala ainda maior”.“Se não pudermos fazer isto este ano, continuaremos no próximo. Se um ano não for o suficiente, então dois, três, cinco anos e, se necessário, até mesmo dez anos”. Comeremos menos, dormiremos menos, não recearemos perder alguns quilos; apertaremos nossos cintos e até perderemos outras coisas, não podemos ignorar isto enquanto nos concentramos em outras questões e assim nos relaxaremos para realizar a luta política. Esta é uma questão de grande importância que se refere ao futuro do Partido e do Estado. Algumas pessoas dizem que isto é apenas “desejo de poder”. Nós falamos com o Presidente Mao sobre isto e ele nos respondeu:“Diga-lhes que nosso poder nos é dado pelos operários, camponeses e soldados, é nos dado pelas amplas massas do povo que ocupam mais de noventa por cento da população. O Partido Comunista exercerá, para a existência deste poder político, a ditadura sobre os que se opuserem a [nossa] tomada do poder, e nunca vacilaremos”. Os 55 anos de luta do Partido Comunista da China tem sido pelo poder político. Para criar este poder político derramamos nosso sangue e nos sacrificamos. E para proteger este poder político estamos preparados a verter nosso sangue e nos sacrificarmos em qualquer tempo até que a revolução comunista alcance a vitória.

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Esmagar completamente a linha reacionária de Liu Siao-chi e Teng Siao-ping

A tendência de ultraesquerda levanta a cabeça

Neste momento o que deve chamar nossa atenção é que no movimento de repulsa ao vento desviacionista de direita há uma inclinação de esquerda e a tendência ultraesquerdista está levantando a cabeça. “Usando uma tendência positiva para cobrir uma negativa” é o truque comum usado invariavelmente pelos contrarrevolucionários. Quando a situação da revolução está continuamente se desenvolvendo e os coloca em grande desvantagem, eles inevitavelmente usarão, em função da sobrevivência, slogans revolucionários. Se vão para a direita, eles também irão, e, se vão para a esquerda, irão também, a fim de interferir com a direção geral da luta e confundir o que se vê e se ouve. Em alguns lugares recentemente apareceu uma corrente adversa e anormal. A burguesia dentro do Partido ficou atrás das cenas e permitiu que um grupo de inimigos de classe e pessoas com propósitos ulteriores usassem o pretexto de estar contra Teng Siao-ping para atacar a maioria. Criaram o slogan de “Todo funcionário comete erros e cada erro será censurado”. Não importa se for um grande ou um pequeno quadro, uma vez que seja um quadro, será responsabilizado. Portanto, não há um só homem de comitê partidário no qual se possa confiar, nem um simples cargo do Partido em que se possa confiar e, entre os quadros dos comitês provinciais e do Comitê Central, não se pode confiar em ninguém, a não ser no Presidente Mao. Isto não seria semelhante à fraude da Experiência de Taoyuan das Quatro Limpezas de Liu Shao-chi, que eram de esquerda na forma e de direita na natureza? O que estou dizendo não significa que eu e alguns camaradas responsáveis no Comitê Central sejamos o dente do tigre que não se pode tocar nem se opor. Sem exceção, se alguns dos camaradas responsáveis do Comitê Central tivermos cometido erros ou estivermos engajados em atividades contra o Partido, não apenas vocês deveriam mobilizar as massas para nos desmascarar e criticar, mas lutar conosco para nos purificar do veneno. Todavia, deverá haver uma liderança para isto e evidência suficiente. Um bombardeio caótico pode não funcionar. Nem afastará os agentes da burguesia que penetraram no Partido, nem destruirá o veneno restante através do movimento de educar as amplas massas e capacitá-las a distinguir o certo do errado, o que é o Marxismo-Leninismo, o que é o revisionismo, a linha correta, o socialismo e o capitalismo. Para enfocarmos as questões referentes à ideologia de massas o melhor meio é a educação. A tendência ultraesquerdista de pensamento que agora aparece na sociedade e o vento do mal do anarquismo entre as massas são coisas novas na luta de classes. Por um lado, as organizações do Partido em vários níveis devem lutar para reverter isto enquanto, por outro, não se deve abandonar a atual direção, uma vez que este vento adverso existe.

Sobre os métodos para derrotar os contrarrevolucionários

Em algumas províncias e municípios surgiram alguns problemas. Pequim derrotou um grupo de contrarrevolucionários e dominou suas sabotagens e distúrbios. É correto tomar medidas decisivas e resolutas para lidar com locais e atividades da sabotagem contrarrevolucionária, como aconteceu em Chengchow, Changsha, Wuhan e Nanquim etc., desde que se dê atenção ao manejo certo da política. Mas ao prender ou subjugar casualmente as pessoas baseando-se na instrução do Comitê Central para reprimir os contrarrevolucionários, e em locais onde nenhum incidente semelhante ao de Pequim tenha ocorrido, é errado, e não é conveniente fazer a “prisão de pessoas”, não importando se isto seja feito consciente ou inconscientemente. Tal coisa pode apenas ser feita quando não houver outra possibilidade. Usar instrumentos da ditadura proletária para resolver as contradições no meio do povo, quando impropriamente manipulados, pode levar a contradições entre nós e o inimigo e resultar em favor do inimigo, não de nós mesmos. É inegável que em algumas áreas os defensores do capitalismo dentro do Partido usurparam o poder da liderança; e este grupo de pessoas está receoso de que as massas possam se levantar para fazer a revolução e temerosos de que o vento leste da revolução possa soprar para longe as “divinas montanhas e os pavilhões de jade”, além das construções vampirescas. No início tentam usar toda espécie de artimanhas e truques para interromper os movimentos de massas, depois criam ventos fantasmas, atiram flechas assassinas na escuridão, misturam o certo e o errado e revertem o branco e o preto. Quando não mais podem alcançar o objetivo, simplesmente revelam sua face odiosa e dirigem a ponta de lança da luta para os genuínos revolucionários, usando até as ferramentas da ditadura e medidas da ditadura para eliminar o que é correto e implementar o que é errado. Todavia, esta maneira de fazer as coisas tem produzido o contrário do que se esperava, já que não amedronta os verdadeiros revolucionários, mas, ao contrário, os expõe. No momento, alguns grupos de acusação de certas áreas vieram a Pequim para mostrar as situações locais diretamente ao Comitê Central, enquanto alguns deles fizeram relatos por cartas ou por outros meios quando lá estavam. O camarada Hua Kuo-feng, a camarada Chiang Ching e outros camaradas responsáveis dentro do Comitê Central afirmaram repetidas vezes, ao recepcionarem os camaradas e delegações de estudantes de várias províncias e municípios – assim como representantes de milícias, da polícia popular e de tropas [de soldados] que participaram do incidente contrarrevolucionário de 5 de abril – que os problemas serão resolvidos um a um, pela província e pela prefeitura, do Comitê Central para as áreas locais e a partir do interior do Partido para seu exterior. E que “o movimento deve continuar, e devem ser expulsos os antagonistas burgueses que souberam conquistar com ardis seu lugar no Partido, os problemas nas áreas locais devem ser resolvidos; esta é nossa decisão e deverá ser também a vontade e a decisão de cada quadro responsável assim como de todo o Partido, de todo o exército e do povo de todo o país”. Nós esperamos que todos os camaradas que cometeram erros, por razões que inconscientemente os levaram a linhas ou políticas equivocadas, por não terem noção suficiente delas, e direta ou indiretamente assumiram atitudes defendidas por Teng Siao-ping, sejam capazes de corrigir-se com consciência e não persistam nas direções errôneas. Os camaradas que quiserem corrigir seus erros, não importa quais sejam, serão bem-vindos pelo Partido e pelo povo.  E acontecerá o contrário para os que persistirem em sua teimosia.

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Algumas tarefas importantes para o momento

Falarei agora sobre tarefas importantes a serem realizadas no momento:

1 A liderança centralizada do Partido é o elo-chave para garantir a vitória da luta, para repelir o vento desviacionista de direita.

Nosso Partido é um partido grande, glorioso e correto; é um partido amado e apoiado pelo povo de todas as nacionalidades em todo o país. Um partido assim tão grande não poderá nunca correr riscos pela existência de elementos burgueses. Ao contrário, nosso Partido é um partido com coragem suficiente para se autocriticar, ousar denunciar suas contradições e não se sentir com consciência culpada em relação às amplas massas do povo. Portanto, as organizações partidárias em vários níveis devem repetidamente explicar-se às massas, apontar os erros cometidos por indivíduos; e os poucos elementos burgueses aparecidos dentro do Partido não devem ser identificados com o próprio Partido, e não se poderá negar o papel da liderança do Partido na revolução socialista citando-se os problemas de uns poucos. Devemos nos lembrar a toda hora que o poder central de nossa causa é o Partido Comunista da China e que o fundamento teórico que guia nossa causa é o Marxismo-Leninismo-pensamento mao tsetung. Em nenhum momento pode-se tentar enfraquecer a liderança do Partido: enfraquecer, resistir e sabotar a liderança do Partido são ações contrarrevolucionárias. Como lideranças e quadros-membros devemos “tomar bem o poder e usar bem o poder” além de perseverar na liderança centralizada. Nos comitês do Partido, é obrigatório realizar “planejamento unificado, comando unificado, política unificada, objetivo unificado e ação unificada”.

2 Reforçar a construção organizacional e a construção ideológica.

Pelo estudo da teoria do Presidente Mao referente à ditadura do proletariado, elevar a consciência da linha revolucionária do Presidente Mao; usar a luta de classes como elo-chave realizando satisfatoriamente a investigação, o trabalho de pesquisa e o trabalho de mobilização de massas nos movimentos; continuar o bom trabalho na construção do Partido, reforçar o vento leste no movimento, derrotar e expulsar os elementos antagonistas de classe que maquinaram sua entrada no Partido, mas também os que lutaram para desacreditar o Partido política, ideológica e economicamente e em outras esferas. No entanto, não se deve lidar com estas coisas apressadamente, mas primeiro buscar instruções. Durante a retificação do Partido devemos procurar a sua construção e dar atenção ao cultivo e avanço das massas de operários, camponeses e soldados que emergiram do movimento. Absorvê-los corajosamente no Partido quando tiverem condições suficientes para isto, e dar atenção à promoção e cultivo do sangue novo conduzindo-os para os órgãos de liderança do Partido em seus vários níveis. A fim de fazermos bem nosso trabalho de organização devemos implementar bem a construção ideológica.

3 Desenvolvimento de uma grande crítica revolucionária.

Uma grande crítica não deve ser feita de forma que quanto mais crítica houver mais caos se terá, sem propósito ou direção, atirando flechas sem alvos definidos. A crítica é uma importante arma do Marxismo-Leninismo. Este tipo de crítica tem de ter ossos e músculos, deve poder dar razões e denunciar erros para que as pessoas possam aprender com a crítica e serem capazes de distinguir que tal coisa é certa e deve ser mantida, e tal coisa é errada e deve ser banida. A crítica deve não apenas ser bem explicada em termos da teoria como também do conteúdo. Deve-se impedir que haja crítica só pela crítica que poderá levar uma luta política para o mau caminho da crítica puramente acadêmica. Ao mesmo tempo, deve-se evitar o tipo de crítica que é simplista e rude.

Vou fazer agora mais algumas considerações:

a- De hoje em diante a crítica deverá ser de denúncia bem embasada, crítica com ênfase em pontos sólidos, objetivando alvos exatos, com arma certeira e julgando-os sistematicamente um a um. Durante a crítica, os quadros e membros do Partido devem tomar a liderança. Na crítica revolucionária, os quadros líderes devem perseverar juntos nos estudos, no julgamento e nas situações reais de sua própria união com as massas. Eles devem se incluir na cena e não apenas criticar Teng sem um remodelamento consciente de sua própria visão de mundo. Devemos conseguir três combinações: 1) Combinar o desenvolvimento da grande crítica revolucionária com o estudo da linha revolucionária do Presidente Mao. Esta é uma questão de direção; 2) Combinar o desenvolvimento da grande crítica revolucionária com a luta de classes unida, o trabalho de criticar Teng e repelir o vento desviacionista de direita assim como a limpeza das fileiras classistas; 3) Combinar o desenvolvimento da grande crítica revolucionária com a oposição ao revisionismo e prevenção do revisionismo, assim como a restrição do direito burguês, criticando as tendências capitalistas, a mentalidade feudal e todos os outros pensamentos não-proletários.

b- Há muitos cartazes sobre grandes personagens e um bom número de artigos críticos. Mas os de boa qualidade são comparativamente poucos. O que temos visto é: ou são muito extensos e cheios de citações do Marxismo-Leninismo, ou artigos curtos e vazios com poucas sentenças. Muitas unidades demonstram quantidade, mas não qualidade. Uma bala ágil é sempre melhor do que uma centena de cartuchos vazios. O desenvolvimento da grande crítica revolucionária não é polemização em jornais feita por estudiosos, competir para ver quem citou mais e memorizou mais obras Marxistas-Leninistas; nem é um jogo de basquete para ver quem fez mais cestas. É uma luta de classes, uma revolução que deve ser entendida conscientemente e não pode ser confundida. Todos vocês deverão ler mais os jornais em seu tempo livre. Os jornais publicaram muitos artigos críticos feitos por operários, camponeses e soldados; e são representativamente significativos. Muitos não são longos, são curtos, mas sobressaíram aos dos intelectuais que têm carregado livros há décadas e décadas. A razão de estes artigos estarem bons é porque são escritos em linguagem simples que carrega significados profundos e estão associados à realidade; não são superficiais e vazios. E para comprovar isto, vocês, camaradas, devem estudá-los.

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4 Incorporação concreta de políticas e desenvolvimento de buscas dos contrarrevolucionários.

“A política e a estratégia são a vida do Partido”. Quando são realizadas de forma equivocada ou com desvios, a causa do Partido sofrerá perdas. O sucesso ou falha em executar políticas depende da implementação de políticas pela liderança do Partido sem nenhum erro. É claro que os desvios na implementação da política podem, na maioria dos casos, ser atribuídos ao entendimento incompleto das políticas; e isto é feito inconscientemente. Mas não importa se são feitos consciente ou inconscientemente, a questão é que perdemos as massas enquanto o inimigo nos escapa.

Ao mesmo tempo, ao aprofundar a crítica de Teng Siao-ping e a repulsa ao vento desviacionista de direita para reverter as posições incorretas, uma grande maré de busca dos contrarrevolucionários está inundando todo o país. Nesta maré alta, a única política é a de enfatizar a investigação e a pesquisa. Em todas as questões, a evidência é a coisa mais importante. Ao lidar com o incidente contrarrevolucionário de 5 de abril levamos em conta a iniciativa, do começo ao fim. Confiamos na política de dar explicações às massas. Os contrarrevolucionários esperam que abramos fogo. Querem se tornar mártires a fim de incitar os sentimentos das massas. Não fizemos o seu jogo. A prática tem provado que este grupelho de contrarrevolucionários tem medo das massas e medo da crítica. Nesta grande busca que acontece em várias áreas, as tropas e os órgãos de segurança pública não devem abrir fogo descuidadosamente, a menos que seja absolutamente necessário e para proteger as vidas das pessoas. Outra coisa: quem acaba morrendo frequentemente são as massas. Contrarrevolucionários genuínos nunca abrem seus peitos para enfrentar as balas. No momento, o que deve ser impedido é a tendência de esquerda de “Melhor a Esquerda do que a Direita” e os pensamentos errôneos de direita do “tema da invisibilidade”. No processo da busca [de contrarrevolucionários] é necessária a participação de todo o povo; não apenas contar com as agências de segurança pública. E a mera ênfase na ditadura das massas sem coordenação com a liderança e com os órgãos especiais nada adiantará. É preciso uma combinação de três-em-um. Firmeza, pontualidade e humanidade são importantes.

5 Assumir a revolução, assumir a produção, promover o trabalho, agilizar a prontidão.

 Na luta para criticar Teng e repelir o vento desviacionista de direita há cenas notáveis, cheias de vigor socialista em cada frente de batalha através de todo o país. Centenas de milhares de operários, camponeses, soldados e estudantes têm marchado em meio à sociedade e no campo para participar da luta de classes, para conduzir a investigação e a pesquisa e para associar o conhecimento que adquiriram nos livros com o trabalho prático. Grupo após grupo, graduados de faculdades correram para as fronteiras, para o campo e montanhas para tomar o caminho junto às massas camponesas e operárias apontado pelo Presidente Mao. As Escolas de Quadros Sete de Maio e as Faculdades de Operários Vinte e Um de Julho surgiram em todo o país como brotos de bambu na primavera, depois da chuva. Por isso conseguimos grandes resultados na frente industrial de batalha. No início de junho grandes empresas mineradoras e industriais completaram o planejamento de produção para o primeiro semestre de 1976. A situação na luta agrícola é excelente; a onda entusiasta das competições socialistas de Tachai até Hsiyng está apenas começando. Por um período de 10 anos, o campo, em todo o país, construiu mais de 56.000 hidrelétricas, entre pequenas e grandes. Esta é a grande vitória da linha revolucionária do Presidente Mao e também uma grande vitória do movimento de crítica a Teng e de repulsa ao vento desviacionista de direita.

No entanto, apesar da excelente situação ainda existem problemas. E esses problemas devem ser resolvidos, não podem ser ignorados. O crescimento e ascensão do anarquismo diminuíram a eficácia no trabalho e fizeram com que a produção caísse abaixo de sua capacidade total, o que resultou na falha em se cumprir os projetos industriais do ano. O anarquismo não significa acabar com o governo; o que ele não quer é um governo proletário, mas um governo de indivíduos da burguesia, um governo de seu pequeno círculo de pessoas. Esta tendência de pensamento deve ser bem direcionada. Deve-se direcionar o não proletariado para a trilha do pensamento proletário; esta é uma tarefa para todas as organizações partidárias em vários níveis. Uma luta de classes na frente de batalha ideológica deve ser desenvolvida a fim de criticar todos os pensamentos não-proletários para que a produção seja garantida.

O CC do Partido e o Presidente Mao convocam todo o Partido e o povo de todo o país para se unirem pela revolução, para promoverem a produção cada vez mais. Acredito que guiados pela linha revolucionária do Presidente Mao, nossa missão será realizada e nossos objetivos atingidos.

Nossos melhores votos a vocês, camaradas, para que possam criar mais conquistas no estudo e no trabalho.

(Traduzido para o inglês por Chou Hsing-chih)

______________
Notas do NEMLM:

(Traduzido do inglês em dezembro de 2010)

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