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Índia: Ações guerrilheiras exortam deserções na repressão

Neste 6 de fevereiro veio a público uma deserção em massa que golpeou militar, política, ideológica e moralmente as forças de repressão do velho Estado indiano. Segundo informações, 59 comandos do “Comando de Ação Decidida” (CoBRA, sigla em inglês), o principal destacamento da Força Policial da Reserva Central (FPRC), desertaram. Este vexame que acomete as forças da repressão é uma vitória política, ideológica e moral do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), do Partido Comunista da Índia (Maoísta) e da guerra popular. A informação foi veiculada pelo monopólio de imprensa indiano PTI.

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EGPL impõe contundentes derrotas na reação

Os soldados viajavam, após um curso militar de 5 semanas, em direção ao 250º Batalhão com sede em Gaya, estado de Bihar, para participar de ações de repressão ao movimento revolucionário. Em uma parada no meio da viagem, os mesmos abandonaram seus postos e estão desaparecidos.

As deserções nas forças da repressão são constantes apesar da tentativa de escondê-las. Entre os fatores estão a desmotivação por levar a cabo uma guerra injusta contra as massas e o temor pelas ações cada vez mais exitosas e intensas do EGPL.

Ações contundentes

O EGPL empreendeu também, nesta primeira quinzena de fevereiro, importantes e contundentes ações contra as forças policiais e paramilitares do assassino Estado indiano.

A mais importante delas ocorreu no dia 2 de fevereiro. Um ônibus que transportava efetivos da Polícia Armada do estado de Odisha foi destruído por um potente explosivo na rodovia NH 26, na altura de Sunki, no distrito fronteiriço de Koraput.

Na ousada e exitosa emboscada empreendida pelos guerrilheiros, foram aniquilados 8 agentes da repressão fascista e outros 5 foram gravemente feridos. A explosão foi tão potente que paralisou a principal rodovia que liga os estados de Andhra Pradesh e Odisha.

Fontes da repressão policial afirmam que este ataque foi uma resposta dos maoístas ao genocídio cometido pelo velho Estado indiano em Malkangiri, no qual foram brutalmente assassinados e esquartejados dezenas de camponeses, combatentes do EGPL e militantes do PCI (Maoísta) – fato denunciado por AND nº 179 e nº 180.

Um outro ataque à bomba ocorreu na mesma ocasião. O ataque destruiu as instalações da mineradora Central Coalfields Limited (CCL), em Amrapali, distrito de Chatra; outro ataque empreendido no distrito de Gaya, próximo de Barachatti, destruiu máquinas da empreiteira Ramie Construction Company.

Esta contundente ação se realizou nas vésperas das próximas eleições reacionárias distritais que ocorreram no estado. Os maoístas em Koraput e no distrito de Malkangiri têm convocado o povo a boicotar as eleições. Em Talagoluru, ninguém se apresentou no processo de nomeação para as eleições.

Espiões identificados e justiçados

A imprensa indiana noticiou o justiçamento pelo EGPL de dois espiões da polícia, neste 4 de fevereiro. Os dois informantes foram identificados, levados a julgamento popular com amplo direito de defesa e, comprovados seus crimes, foram executados. Eles atuavam na aldeia de Bara, distrito de Malkangiri, e em Burdikarka, distrito de Dantewada.

No mesmo dia, a imprensa noticiou o aniquilamento de um agente da repressão no distrito de Rajnandgaon, na área de Bakarkatta, enquanto realizava operação contra as forças revolucionárias.

Ações guerrilheiras em Manipur

Na região de Manipur (ocupada pelo velho Estado indiano), dois agentes da Força Policial da Reserva Central foram gravemente feridos por uma emboscada empreendida pelo Partido Comunista maoísta do Manipur. Com um artefato explosivo de controle remoto, os guerrilheiros explodiram a via por onde transitavam os agentes da repressão, que viajavam em motocicletas. O ataque ocorreu em Naoremthong Khullem Leikai, no distrito oeste de Imphal.

‘Atrever-se a ganhar e conquistar a vitória!’

O Comitê Central (CC) do Partido Comunista da Índia (Maoísta) emitiu comunicado convocando as massas profundas da Índia a “atrever-se a ganhar e conquistar a vitória”. O longo comunicado, em síntese, estabelece como “objetivos principais: transformar o EGPL em Exército Popular de Libertação (EPL), converter a guerra de guerrilhas em guerra de movimentos e de fazer de Dandakaranya e Bijapur zonas libertadas”.

O CC do PCI (Maoísta) elenca as tarefas para todo o Partido, entre as quais: derrotar a terceira fase da Operação “Caçada Verde” e concentrar as forças no avanço da Revolução Agrária.


Filipinas: 8 militares aniquilados

Uma intensa troca de tiros irrompeu-se em Cotabato do Norte, em Mindanao, entre o Exército reacionário do velho Estado filipino e o Novo Exército do Povo (NEP), dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas (PCF). No combate armado, ocorrido neste 22 de janeiro, 8 militares do Exército fascista foram aniquilados pelos combatentes maoístas.

Logo após este incidente, o Partido Comunista das Filipinas anunciou o fim do cessar-fogo que perdurou 5 meses. Durante este tempo, segundo afirmou o PCF, o gerenciamento de Rodrigo Duterte aproveitou o cessar-fogo para invadir os territórios controlados pelos maoístas.

No dia 5 de fevereiro, voltando às operações militares, o NEP capturou 5 soldados do exército reacionário, em condição de prisioneiros de guerra. A captura foi fruto de uma operação de "defesa ativa" nas província de Davao Oriental e adjacentes.

Já no dia 7 do mesmo mês, um soldado foi aniquilado e outros dois ficaram feridos em uma emboscada empreendida pelos maoístas na província de Capiz, neste 7 de fevereiro. Os agentes da repressão pertenciam ao 61º Batalhão de Infantaria do exército reacionário. Após explosão a bomba, os maoístas dispararam tiros com metralhadoras.

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