Guerra contra comunidades mapuches

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Segundo denúncia feita pelo periódico chileno El Pueblo, vários veículos militares Hummer’s e helicópteros de guerra intervieram e assediaram violentamente as comunidades mapuches de Mapulwe, Temucuicui, Coñomil Epuleo, Pancho Curamil e Huañaco Millao. Todas ficam na região de Araucanía. Na zona de Ercilla, disparos com armamento de guerra foram registrados.

Aproveitando-se do caos proporcionado por um incêndio florestal – que os mapuches atribuem responsabilidade ao latifúndio –, a gerente de turno reacionária Bachelet decretou “estado de catástrofe” na região da Araucanía, permitindo a intervenção militar na região. Com a decisão, os militares hostilizaram com armamento de guerra os mapuches que têm avançado a luta pela retomada do seu território.

Em declaração difundida pela Frente Estudantil Revolucionária Popular (FERP), afirma-se: “Que tipo de incêndio se apaga com armas e disparos? Nenhuma justificativa existe para incursões militares nas comunidades mapuches. [...] Só querem amedrontar as comunidades e suas famílias, querem demonstrar seu poder bélico em vão”. A mesma FERP realizou uma marcha contra a intervenção militar, no dia 7, em Santiago.

Este gravíssimo acontecimento – a utilização das forças armadas, máquina de guerra sanguinária e genocida, na repressão aos mapuches – é um absurdo e mais um crime do velho Estado chileno contra o povo.

Repressão contra comunidade Mapuche na Argentina

Uma brutal repressão foi desatada pelo velho Estado argentino contra a comunidade mapuche Pu Lof, na província de Chubut, em Resistencia de Cushamen. Sob a justificativa de cumprir decisão judicial para desalojar famílias mapuches que residiam próximo a linhas de trens, a repressão foi além e promoveu verdadeiro horror contra as massas camponesas.

No dia 10 de janeiro, forças da repressão militar efetuaram duas intervenções violentas de remoção da comunidade, sem mesmo obter ordem judicial para tal. Pessoas foram agredidas e numerosos disparos com armas de fogo foram efetuados, inclusive contra crianças e mulheres. Gás lacrimogêneo, balas de borracha e todo tipo de golpes a paus e cassetetes foram aplicados contra os camponeses mapuches de todas as idades.

Entidades democráticas da Argentina condenaram este ato de guerra contra a comunidade Mapuche ali estabelecida.

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