Presos políticos democráticos e revolucionários

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Índia: Campanha exige libertação dos presos políticos

O Comitê pela Libertação dos Presos Políticos da Índia emitiu grave denúncia neste 30 de janeiro, onde trouxe a informação do sequestro do KN Ramachandran, Secretário Geral do CPI (ML) Estrela Vermelha, que foi preso pela polícia de Bengala Ocidental enquanto viajava a Calcutá. Segundo a nota emitida pelo Comitê, seu celular estava grampeado pela polícia que tinha, portanto, conhecimento prévio sobre os detalhes de suas viagens.

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Mapuches chilenos solidarizam-se com Guerra Popular na Índia

Advogados e democratas perseguidos

Os abusos da repressão na Índia não são novos. Na última semana de dezembro de 2016 a polícia de Chhattisgarh já havia empreendido, juntamente com a polícia de Telangana, a detenção ilegal de uma equipe de advogados, ativistas, jornalistas e pesquisadores que tinha ido ao sul de Chhattisgarh registrar as atrocidades que vêm sendo continuamente praticadas pelas forças do velho Estado contra os povos adivasi da região.

Outro caso recente, ocorrido no mesmo mês, foi a detenção do advogado Murugan em sua casa em Salem. O advogado estava trabalhando ativamente pela libertação de prisioneiros políticos acusados de serem maoístas nas regiões de Tamil Nadu e Kerala e por isso foi alvo específico da repressão.

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Liga dos Camponeses Pobres exige o fim da Operação ‘caçada verde’

Ações exigem o fim das perseguições políticas

No último 27 de janeiro, respondendo à convocação do Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia (CIAGPI), várias organizações e movimentos democráticos pelo mundo desenvolveram ações exigindo a libertação imediata dos presos políticos do velho Estado indiano, o cessar imediato da Operação “Caçada Verde” e o apoio à justa resistência das massas pobres no campo, alçadas em guerra popular, dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).

No Chile, estudantes revolucionários da Frente Estudantil Revolucionária Popular (FERP), unidos às comunidades mapuches em luta pela retomada da terra, convocaram uma marcha em apoio à guerra popular na Índia, que segundo comunicado emitido pela FERP, é um exemplo que ilumina a luta pela terra no Chile.

A marcha, que durou duas horas com consignas e palavras de ordem, encerrou-se com o hino do proletariado e das massas empobrecidas do mundo, “A Internacional”.

O comunicado ressalta ainda que esta importante ação foi realizada numa região onde a luta pela retomada das terras pelos Mapuche está particularmente aguda e onde há enfrentamentos com militares e pistoleiros do latifúndio.

Na Áustria, atendendo ao mesmo chamado, muitas atividades foram realizadas no dia 28 de janeiro, promovidas pela organização Construção Revolucionária.

Em quatro cidades foram promovidas reuniões nas quais foram estudadas a situação na Índia, a resistência das massas sob a guia do Partido e a situação dos presos políticos, com destaque principal para a questão do camarada Ajith. Também foram feitas ações de panfletagem, pequenas manifestações e colagem de cartazes em cinco cidades.

“Este foi um importante dia de ações sob a bandeira do maoísmo, que fortalecem as forças revolucionárias e comunistas na Áustria. A guerra popular, conduzida pelo PCI (Maoísta) é um grande exemplo para os revolucionários e comunistas neste país, para apoiar a tarefa de reconstituição do Partido Comunista e o desenvolvimento da guerra popular”, declarou a organização Construção Revolucionária em nota.


Alemanha: Ativista turco espancado no cárcere

Com informações de Secours Rouge

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O prisioneiro político turco Seyit Ali Ugur, ativista da ATIK (Confederação dos Trabalhadores Turcos na Europa) encarcerado na Alemanha, denunciou, durante seu julgamento, agressões e torturas sofridas pelo também prisioneiro político do imperialismo alemão, o operário turco Mehmet Yesilçali.

“Ele foi despedido, espancado e jogado em uma cela, mantido sob vigilância 24 horas nessas condições. Também negaram-o medicamentos. Estas perseguições têm nome: tortura”, denunciou Seyit Ali Ugur, em audiência realizada dia 9 de dezembro de 2016.

Estes e outros trabalhadores e ativistas da ATIK estão presos na Alemanha desde o dia 15 de abril de 2015, numa operação fascista do imperialismo alemão contra o direito à organização dos trabalhadores turcos que vivem naquela região sob a justificativa absurda de “operação antiterrorismo” [ver AND nº 150, Fim dos ataques à ATIK! Libertação imediata dos presos!].

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