Notas Internacionais

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Alemanha: Manifestação vermelha pelas ruas de Berlim

Com informações de Dem Volke Dienem – Alemanha

Em 15 de janeiro deste ano ocorreu uma importante manifestação denominada Lenin-Liebknecht-Luxemburgo (LLL) em Berlim, capital da Alemanha. Milhares de pessoas, como de costume, se reuniram para marchar em memória dos dirigentes comunistas alemães Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, fundadores do Partido Comunista da Alemanha.

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Dê-nos uma organização de revolucionários e removeremos a Alemanha de seus alicerces!

Segundo o site alemão Dem Volke Dienem (“Servir ao Povo”), um bloco vermelho de revolucionários alemães e austríacos interveio ressaltando o heroísmo dos dirigentes comunistas alemães homenageados e, principalmente, a necessidade do cumprimento da tarefa atrasada: reconstituir o Partido Comunista da Alemanha.

O bloco vermelho deu ainda mostras de internacionalismo proletário denunciando os crimes do velho Estado brasileiro contra os camponeses pobres em luta, crimes hediondos praticados em todo o Brasil, mas particularmente em Rondônia. Muitos dos jovens revolucionários marcharam vestidos com bonés da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) em solidariedade à exemplar luta dos camponeses brasileiros.

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Dê-nos uma organização de revolucionários e removeremos a Alemanha de seus alicerces!


França: Rebelião contra crime policial

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Uma contundente rebelião popular sacudiu as ruas do departamento de Seine-Saint-Denis, ao norte de Paris. Os protestos violentos foram a resposta das massas empobrecidas daquela região contra um bárbaro crime policial cometido contra um jovem negro de 22 anos durante sua detenção.

O jovem, durante abordagem no dia 2, foi sequestrado por 4 agentes da repressão, humilhado, espancado e, não bastasse, foi abusado sexualmente pelos criminosos, que usaram um cacetete para tal bestialidade. O jovem ficou gravemente ferido e necessitou ser operado. Tudo ocorreu no distrito de Aulnay-sous-Bois.

O recado das massas

Logo no mesmo dia, centenas de pessoas, vizinhos do jovem, foram às ruas exigir justiça. A incontida revolta das massas pobres logo foi convertida em justos atos de violência: veículos foram incendiados, grandes lojas foram quebradas; uma patrulha policial atirou contra a multidão pois “se viram encurralados” pelos manifestantes. A repressão deteve, ao todo, 17 jovens, sendo 11 menores de idade.

A rebelião se seguiu até o fechamento desta presente edição, se expandindo para os distritos vizinhos. Em Tremblay-en-France, um grupo de jovens atirou um coquetel molotov contra um edifício oficial do Estado e uma delegacia foi atacada e destruída. Outros edifícios e carros foram também alvos da fúria popular. Em Clichy-sous-Bois, ônibus foram destruídos.


USA: Trump tenta barrar imigrantes

O arquirreacionário Trump tentou, via decreto, barrar a entrada de refugiados e todo tipo de imigrantes nascidos em sete países: Síria, Líbia, Iraque, Irã, Sudão, Somália e Iêmen. Não por acaso, todos países agredidos ou ocupados pelos ianques através de suas guerras de rapina.

No entanto, a partir do dia 28 de janeiro, milhares de pessoas foram protestar contra tal medida chauvinista, cercando vários aeroportos país adentro nos quais pessoas provenientes destes países foram impedidas de sair. Os mais massivos protestos foram registrados em Washington, Chicago, Nova Jersey e Dallas. Taxistas de Nova Iorque paralisaram suas atividades por horas, também no dia 28. Os protestos se seguiram no dia 29 de janeiro.

No exterior, além das críticas, a medida motivou ações de reciprocidade. O parlamento do Iraque exigiu que o governo aplique reciprocidade ao decreto de Trump e barre a entrada de estadunidenses no país. O Irã anunciou já o vigor desta mesma medida.

Menos de 24 horas depois do decreto, no entanto, a “justiça” ianque revogou parte do decreto, impedindo as “autoridades” de deportar refugiados e imigrantes que estão presos nos aeroportos. A pugna se dá nas entranhas do poder judiciário.


Repressão contra sindicatos em todo o mundo

Jailson de Souza

A crise sistêmica do imperialismo atinge tanto a metrópole como as colônias e semicolônias. Neste momento, para garantir seu lucro máximo, exigem rédeas curtas tanto na economia quanto na política. Assim afirmou Fausto Arruda, em artigo publicado na página 3 de AND nº 167.

Para garantir que as semicolônias paguem a absurda conta da crise geral do imperialismo, este último exige que estas “apertem o cinto” quando o assunto são os direitos básicos das massas, e aplique a política da “tolerância zero” para reprimir as justas reivindicações do proletariado e do povo.

Neste sentido, o fascismo se apresenta como política permanente, com suas características marcantes: a negação dos direitos fundamentais, como os de mobilização e organização, e o incremento da violência contra as massas. Nos últimos meses, um crescimento da repressão contra trabalhadores e suas organizações sindicais mobilizadas em justas lutas reivindicativas tem comprovado a validez destas teses recorrentemente planteadas por AND. Enumeramos algumas delas a seguir.

Egito

Em Suez, 15 trabalhadores da fábrica de óleos combustíveis (IFFCO) foram perseguidos pela polícia após a deflagração de uma greve exigindo o pagamento de salários atrasados referentes ao mês de dezembro de 2016. A polícia fascista, atendendo à queixa da empresa caloteira, invadiu, no dia 29 de dezembro daquele ano, as casas do presidente e do secretário-geral do sindicato e de outros quatro trabalhadores. No dia 3 de janeiro, a polícia invadiu a fábrica e prendeu outros 13 operários. Deste total, 12 foram soltos somente após o pagamento de fiança.

Cazaquistão

Dois dirigentes sindicais foram presos pela polícia em Aktau, na região de Mangistau, após participarem de uma manifestação massiva de operários petroleiros. O vice-presidente da Confederação dos Sindicatos Independentes do Cazaquistão foi acusado de “apologia à continuidade da greve”. Os dirigentes sindicais podem pegar de 7 a 12 anos de prisão.

O velho Estado cazaquistanês decretou ainda, no dia 4 de janeiro, a extinção forçada da confederação sindical.

Turquia

Mais de 2 mil operários metalúrgicos entraram em greve neste 19 de janeiro, e logo confrontaram com uma absurda proibição imposta pelo velho Estado turco. A proibição veio por decreto do Ministério do Trabalho do fascista Erdogan, logo na deflagração da greve. O decreto afirma que “a greve convocada pelo sindicato Birlesik Metal-is põe em perigo a segurança nacional e deve ser reprimida”, colocando-a na ilegalidade. Isto, no entanto, não tem intimidado os 2 mil operários que mantiveram a greve.

No dia 25 de janeiro, 37 sindicalistas do sindicato dos professores associados à Confederação dos Sindicatos dos Trabalhadores de Serviços Públicos foram detidos e submetidos a repressão do Escritório de Assuntos Políticos do velho Estado turco. O motivo é o avanço de um processo criminal contra os professores por terem participado de um greve em 29 de dezembro de 2015, há mais de um ano.

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