RJ: Servidores rechaçam ataques de Temer-Pezão

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Os servidores públicos do estado do Rio de Janeiro seguem mobilizados pelo mais elementar direito de quem trabalha: o salário. Com pagamentos atrasados e parcelados, os servidores sofrem desde o primeiro semestre de 2016, em situação de piora gradativa e cuja tendência é se agravar com os novos acordos antipovo entre os gerenciamentos Temer e Pezão, que pretendem: o aumento do desconto previdenciário de 11% para 14%; o aumento da tarifa do Bilhete Único de R$ 6,50 para R$ 7,50; a cobrança de uma alíquota extra de 16% do salário ou vencimento de ativos e inativos que recebem mais de R$ 5.189; uma contribuição para aposentados e pensionistas que recebam mais de R$ 5.189 - que são até hoje isentos -  no valor de 30% dos salários; fim do adicional por tempo de serviço do funcionalismo público; além de cortes nos programas de assistência do “Aluguel Social”, “Renda Melhor” - destinado a famílias do “Bolsa Família”; aumento dos impostos para os setores energia, telecomunicações e gasolina; a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae); entre outras medidas draconianas.

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As manifestações têm reunido servidores administrativos, do judiciário, profissionais de saúde, bombeiros e policiais civis, além de professores, funcionários e estudantes das universidades estaduais.

“Recebemos duas parcelas do mês de dezembro. O 13° e o mês de janeiro ninguém fala. A gente se vira, arranja empréstimo, mas tem gente que não tem mais como se virar”, declarou uma servidora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), em entrevista ao monopólio da imprensa.

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No dia 1º de fevereiro, milhares de manifestantes, dentre os quais também os servidores da Cedae – definida com a mais recente moeda de troca do gerente Pezão, que visa privatizá-la, em troca de novos empréstimos federais –, tomaram a frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e tentaram romper a barreira policial que cercava o prédio, para pôr fim ao criminoso assalto contra o povo carioca.

A repressão policial atacou a manifestação com bombas de efeito moral e balas de borracha, ao que os manifestantes responderam se defendendo com escudos, atirando pedras e erguendo barricadas. O confronto se estendeu de manhã até às 14h, com focos dispersos de confrontos durante o fim da tarde, resultando em um ônibus foi incendiado como resultado da fúria popular.

Um homem, 57 anos e servidor da Cedae, foi ferido com tiro de bala de borracha efetuado pela repressão e precisou ser socorrido.

No dia 07/02, os servidores da Cedae iniciaram uma paralisação contra a privatização da empresa e realizaram nova manifestação juntamente com os servidores estaduais na Alerj. Centenas de manifestantes bloquearam a Avenida 1º de Março durante toda a tarde.

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Dois dias depois, em 09/02, data marcada para a discussão da criminosa privatização da Cedae, novamente centenas de servidores estaduais, bombeiros e estudantes tomaram a frente da Alerj. O ato foi marcado mais uma vez pelo confronto da população com os aparatos de repressão do velho Estado.

Enquanto os policiais faziam a “segurança” da Alerj, garantindo a discussão e execução dos criminosos ataques contra os direitos dos servidores, a juventude combatente, cumprindo sua missão de servir ao povo, assumiu a frente do decidido protesto, formando um organizado bloco com escudos vermelhos e capuzes.

Os manifestantes responderam às provocações da Tropa de Choque da PM com rojões, pedras e molotovs. Os confrontos se estenderam por toda a tarde no Centro do Rio de Janeiro, com barricadas em chamas e vários bancos atacados pela justa revolta popular. E, apesar de todo aparato militar de bombas, balas de borracha, carros blindados, caminhões de jato d'água etc. usados contra os manifestantes, 5 agentes da repressão resultaram atingidos em resposta.

Durante a manifestação foram registrados inclusive o disparo de munições letais por pelo menos duas armas de fogo de policiais.

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Várias pessoas que participavam do protesto foram feridas, entre eles, um estudante secundarista do colégio Hebert de Souza (Tijuca, na Zona Norte) que foi baleado por uma bala de borracha que o perfurou, causando grave lesão intestinal, afetando também o fígado e estômago. O jovem de 18 anos está estável.

O criminoso gerenciamento Pezão/PMDB completamente desmoralizado e com mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) - por concessão de benefícios financeiros a empresas privadas em troca do financiamento de campanha - prossegue em sua sanha de privatização e corte aos direitos do povo. Até o fechamento da presente edição, novas manifestações estavam convocadas para o dia 14/02, data prevista para votação da privatização da Cedae e do restante do pacote antipovo resultado do acordo Temer/Pezão.

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