Notas nacionais

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PE, PI e PR: Protestos contra aumento da passagem

No dia 04/02, cerca de mil manifestantes protestaram nas ruas de Curitiba (PR) contra o aumento da tarifa de ônibus que passou de R$ 3,70 para R$ 4,25, reajuste muito acima da inflação, denotando a sanha voraz por lucros exorbitantes pelas três famílias oligárquicas que controlam o transporte público na região.

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Combativo ato toma ruas de Curitiba (PR).

Com palavras de ordem, panfletagem e colagem de cartazes, a combativa manifestação percorreu as ruas do centro da capital do estado. Em meio ao trajeto, a juventude combatente promoveu “pulaços” de catraca nos tubos, permitindo que os passageiros entrassem sem pagar passagem; pichações denunciaram o abusivo aumento da passagem e vidraças de bancos foram quebradas pela justa revolta popular. A Polícia Militar atacou brutalmente a manifestação uma quadra antes desta chegar ao seu destino, lançando bombas de “efeito moral” e disparando com armas de bala de borracha. Os manifestantes responderam lançando pedras contra os agentes da repressão. 11 pessoas foram detidas sob a acusação de “danos ao patrimônio”.

No Recife (PE), manifestantes ergueram barricadas de pneus e interditaram a BR 101, na manhã de 13/01, mesmo dia em que foi definido pelo gerente estadual Paulo Câmara/PSB em conluio com as máfias dos transportes o abusivo aumento de 14,26%.

Também no início da noite de 13/01 foram promovidas mais duas manifestações que ergueram barricadas em chamas interditando trechos das avenidas Sul e Norte, próximo à Estação Largo da Paz.

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Já no dia 17/01, centenas de manifestantes tomaram as ruas do centro da capital pernambucana em repúdio ao abusivo aumento. O ato saiu da Rua do Hospício, percorreu a Avenida Conde da Boa Vista e terminou na Praça do Derby.

Em Teresina (PI), duas manifestações tomaram as ruas da capital nos dias 06 e 09/01 em repúdio ao aumento da tarifa, que passou de R$2,75 para R$ 3,30. No dia 06, mesma data da aprovação do criminoso aumento, uma barricada de pneus em chamas foi erguida e bloqueou a principal avenida da região. No dia 09, centenas de pessoas tomaram novamente as ruas da capital contra o aumento. Durante o ato manifestantes pararam os ônibus permitiram que a população utilizasse o transporte de graça. A ação contou com a simpatia de motoristas que abriram as portas dos veículos e também dos passageiros.

Quando o protesto passava pela Avenida Frei Serafim, a PM atacou covardemente a manifestação com spray de pimenta e tiros de bala de borracha. Um ônibus foi incendiado pela justa fúria das massas.


ES: Crise escancara as vísceras do Estado genocida

Nota da Redação do AND

Desde o dia 03 de fevereiro policiais e bombeiros militares do Espírito Santo encontram-se aquartelados, enquanto suas famílias montam piquetes na porta dos quartéis, impedindo a saída das viaturas. Os agentes dessas corporações exigem o reajuste dos soldos dos PMs (congelados há 7 anos) e equipamentos, como coletes à prova de balas e gasolina para as viaturas.

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Exército ocupa as ruas de Vitória

Diante da ausência do patrulhamento ostensivo nas ruas, numa situação de aguda crise com arrocho, desemprego, inflação galopante, impostos aviltantes etc., desde os primeiros momentos da paralisação dos PMs, desatou-se uma onda de saques nos comércios. A criminalidade encontrou espaço para agir. Roubo de automóveis, assaltos a mão armada e tiroteios se multiplicaram.

Vulnerável e refém do velho Estado, parte da população trancou-se em casa.

O agravamento da crise na grande Vitória foi a senha para que os grupos de extermínio da reação entrem em ação com fins de aumentar a situação de insegurança entre as massas e justificar mais repressão. Até o momento do fechamento dessa nota (11 de fevereiro) são mais de 135 assassinatos “oficiais”, incluindo o do presidente do sindicato dos rodoviários de Guarapari.

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Massas erguem barricadas na capital do ES

Os jornalões do monopólio, por sua vez, açulam a opinião pública clamando por mais repressão no estado, apresentado o incremento da violência contra o povo como salvação – seguindo a lógica do agora ex-ministro da justiça, Alexandre Moraes de que “o Brasil precisa de menos pesquisa e mais armamento”. Dessa forma, querem fazer aos olhos da opinião pública com que os gerentes de turno se passem por meros coadjuvantes, quando a crise é de fato responsabilidade direta dos imorais “governos” Temer e Paulo Hartung PMDB/ PSDB/DEM/PT & cia. de oligarcas locais.

A gerência de Hartung, que até poucos dias atrás era apontada pelos analistas das classes dominantes como exemplo de gestão com contas “no azul”, só tem feito aprofundar a privatização da saúde, da educação (fechando escolas e preparando a entrega do que restar às 'Organizações Sociais'), e o arrocho salarial, tudo isso com fartos incentivos fiscais aos grandes grupos empresariais, como Samarco, Vale, Fibria, dentre outras. Por isso, o povo não deve se enganar com as classes dominantes, com as forças de repressão, nem muito menos com o monopólio de imprensa que até as últimas semanas propagandeava o “sucesso” da administração de Hartung.

A situação que se instaura no Espírito Santo também é reveladora quanto à verdade por trás da aparente “paz e ordens sociais”, que os ideólogos das classes dominantes tanto vendem e difundem em seus órgãos de propaganda. A dita “ordem social” (leia-se opressão das classes exploradas) naquele estado, como em todo o país, é imposta com a mais brutal repressão e opressão contra o povo. Basta a paralisação das forças de repressão desse velho Estado para comprovarmos isso.

Ainda, a partir do dia 6 de fevereiro, militares das forças armadas e da Força Nacional de “Segurança” foram deslocados para o estado e ganharam poder de polícia, concedido pelo gerente estadual. Ao todo, até o fechamento da presente edição já somavam 3  mil militares em atuação no estado capixaba, muitos dos quais participaram das genocidas invasões ao Haiti e Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. 

A situação no Espírito Santo é mais uma manifestação da aguda crise do velho Estado em acelerada decomposição, que aqui e acolá provoca explosões que não terão solução dentro desta velha ordem. Sua radicalização é expressão concreta do aprofundamento da crise geral e parte do ambiente de guerra civil que se desenvolve de forma crescente em todo o país.

Seguindo o exemplo capixaba, também no Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro, familiares de PMs iniciaram protestos que se estenderam, até o fechamento da presente edição, a pelo menos 27 batalhões, bloqueando as entradas e  impedindo a saída de viaturas de alguns deles. Como resultado, alguns arrastões foram registrados em centros comerciais de alguns bairros da cidade.

Continuaremos a acompanhar a situação no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em todo país, confira novas informações em nosso blog: andblog.com.br.

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