Os versos de protesto do Rapper Operante

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No início de 2017, a redação do jornal A Nova Democracia recebeu a visita de Wendel Marques, o ‘Rap Operante’, um jovem baiano morador do município de Magé, na Baixada Fluminense, estado do Rio de Janeiro, que dedica seu talento compondo letras de denúncia contra as opressões que o povo brasileiro vive, como o racismo, a violência policial nas favelas e bairros pobres, a falta de direitos etc. Demonstrando elevada consciência de classe, e com dificuldades financeiras e logísticas para gravar suas canções de luta, o Rap Operante nos contou um pouco como começou seu trabalho.

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— Eu sempre gostei de música desde a minha infância. Eu morava em Salvador (BA) e na época existiam muitas músicas que falavam baixarias, que humilhavam as mulheres ou algo desse tipo. Eu sempre gostei de músicas que falam a realidade, sobre a opressão, sobre o preconceito. Era esse tipo de música que me tocava e eu sentia na alma. Quando a música é de ‘carne e sangue’ eu me identifico bastante. Então eu comecei a fazer música, fazer rap, em 2011, quando eu fiz a música Se liga. Depois disso demorou um ano, pois eu não tinha muita base, e eu fiz outra música, País capitalista, que fala sobre nossa situação e sobre o que nós estamos passando — diz.

— De lá pra cá eu continuo fazendo e não quero parar, pois isso é como se fosse uma luta pra mim. E eu tenho que lutar todos os dias mesmo e sei que a caminhada é difícil, mas eu não posso parar porque minha luta é pelos direitos do povo. Pelos direitos dos pretos, pois todos os dias nós sofremos indignidades e injustiças por parte das autoridades, do governo, do Estado. Então eu não vou parar e minhas músicas sempre vão falar desses assuntos independente de qualquer coisa, por mais que a burguesia não queira e a polícia não goste. Por mais que tentem me oprimir eu vou continuar.

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