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Paraguai: Protesto popular incendeia o Congresso

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Multidão se rebela, crise se apofunda no país (Foto: Claudio Ocampo/ABC Colo)

Centenas de pessoas incendiaram o Congresso Nacional do Paraguai no dia 31 de março, no centro da capital Assunção, durante um protesto. Os manifestantes rechaçavam a reeleição do gerente de turno Heracio Cartes, até então proibida no país, agora aprovada pelos senadores.

O gerenciamento de Heracio Cartes, um reacionário magnata envolvido em grandes produções de refrigerantes e tabaco, vem aplicando as medidas mais sanguessugas, entregando ainda mais profundamente o Paraguai para a voracidade dos monopólios estrangeiros – principalmente ianques –, deixando a conta da farra para ser paga pelas massas.

O perfil de um serviçal

Logo nas primeiras semanas de sua ascensão à testa do velho Estado semicolonial paraguaio, resultado de uma pugna que depôs via impeachment o oportunista Fernando Lugo, Heracio Cartes deixou claro como seria seu “governo”: “Usem e abusem do Paraguai”, foram suas palavras durante uma reunião com representantes das empreiteiras Odebrecht e OAS, no Brasil, em 2014.

Numa outra ocasião, no mesmo ano, dessa vez em visita ao Uruguai, Heracio, tentando expor as benesses de seu “governo” para os imperialistas, comparou o Paraguai a “uma mulher linda e fácil”.

‘A rebelião se justifica’

Ante a falta de um partido revolucionário que polarize com a reação, as diversas frações da grande burguesia paraguaia buscam surfar na onda do protesto popular e utilizá-lo como trampolim para alçar a cabeça do velho Estado.

Mas o principal é que frente a tamanha podridão que assola o povo paraguaio, coloca-se às massas o problema central: rebelarem-se ou serem massacradas. Foi nesse contexto que se desenvolveu o  protesto.

A ação das massas foi tão vigorosa que os senadores, acuados, tiveram que se esconder em um gabinete isolado dentro do Congresso para concluir a votação.

A repressão necessitou mobilizar seus agentes às centenas, incluindo cavalaria, tanques d’água e a tropa de choque – que encontrou resistência dos manifestantes, sobretudo jovens combatentes. Pelo menos 12 pessoas acabaram feridas, entre elas 3 senadores, sendo um o presidente do senado. Há um número não divulgado de agentes policiais que também ficaram feridos.


Chile: Jovens combatem a repressão

Com informações de Periódico El Pueblo – Chile

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A juventude chilena realizou combativa marcha em 29 de março, por ocasião do Dia do Jovem Combatente. A data foi instaurada popularmente em memória aos irmãos Rafael e Eduardo Vergara Toledo, assassinados pelo regime militar de Augusto Pinochet, no dia 29 de março de 1985, na cidade de Villa Francia, em Santiago.

Os estudantes revolucionários saíram às ruas em memória dos heróis. A repressão interveio para encerrar a justa marcha, mas foi surpreendida pela decidida resistência dos jovens.

Um sargento da polícia foi atingido no rosto por um certeiro arremesso de pedra, no sul de Santiago. Outro policial foi atingido por um tiro de chumbo, no norte da cidade.

“Eu sou partidária da violência! Absolutamente! Por que exigem que sejamos pacíficos até a morte? Por que a nós?”, declarou Luisa Toledo, mãe dos irmãos Vergara Toledo.

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