Música de resistência

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Tocando e cantando música brasileira de cunho social, político e questionador, Guilherme Moreira e sua banda Canto Cru priorizam a música de qualidade e uma Nova Cultura que sirva aos interesses do povo. Preocupados com a mensagem, o Canto Cru é rigoroso na hora de escolher o repertório e na construção de letras, e se prepara para lançar suas músicas na rede.

— No tempo de estudante secundarista, no Colégio Pedro II de São Cristóvão, formei com outros alunos uma banda juvenil que tocava rock nacional. Desde essa época travei uma amizade grande com muitos instrumentistas, incluindo os da banda hoje, quer dizer, iniciamos de certa forma ainda adolescentes — conta Guilherme.

— De lá até aqui já tivemos várias alterações na composição da banda, tanto no que diz respeito aos integrantes quanto ao estilo de músicas a tocar. Fomos amadurecendo e hoje nosso repertório é bem diversificado. Tentamos passear por vários estilos que marcam a música popular brasileira, sem ter um estilo definido — continua.

— Sou o vocalista e também toco percussão quando necessário. Além de mim, o Canto Cru tem o violonista e guitarrista Igor Fernandes, o percussionista Rafael Santana, o baixista Vitor Hugo Fernandes e o outro guitarrista Rodrigo Viveiros. O nome vem de termos sempre muita dificuldade pra ensaiar, preparar, então nosso canto está sempre cru — brinca.

Na hora da escolha do repertório, a banda prima por música de qualidade e identificação cultural.

— Tentamos fugir ao máximo dessa música que é tratada como um produto da indústria cultural, como uma mercadoria, e não tocamos aquilo com que não nos identificamos. Então tocamos forró, mas não um forró absolutamente transfigurado que existe por aí, mas aquilo que é mais próximo da raiz — explica Guilherme.

— Assim também acontece com todos os outros gêneros, por exemplo, o pagode que tem um traço muito marcado pela indústria cultural fundamentalmente no que as letras dizem. Na questão rítmica também tem influência, mas principalmente no que diz a letra, com mensagens que não servem aos interesses do povo. Procuramos nos ater naquilo que é popular e não populista — continua.

O Canto Cru tem também muitas composições próprias, seguindo a mesma linha da escolha de repertório.

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