Sucateamento da UERJ é política de Estado

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Desde muito tempo que a situação de crise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) vem se tornando aguda. Em especial, a partir de 2015, o quadro tem ganhado contornos mais drásticos, resultando na grave condição atual de completo sucateamento da instituição com a suspensão de suas atividades acadêmicas durante meses. Este quadro crítico nada mais é do que resultado direto da profunda crise econômica e política em que se encontra o estado, em meio à crise geral do velho Estado brasileiro.

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Aula-pública durante protesto contra precarização em frente ao Palácio Guanabara, 11/04

A equipe do jornal A Nova Democracia visitou a UERJ e conversou com estudantes, professores, trabalhadores terceirizados e técnico-administrativos da universidade para registrar o panorama em que se encontra essa instituição.

O quadro de sucateamento da UERJ, tida como universidade de excelência do Rio, tem impedido que esta possa exercer suas funções básicas, tendo em vista a falta de repasse dos recursos do gerenciamento estadual de Pezão/PMDB para o custeio mensal da universidade.

É o que nos conta o professor de geografia Mario Pires da Faculdade de Formação de Professores (FFP), unidade da UERJ localizada em São Gonçalo: “No ano passado o pólo da UERJ que fica em São Gonçalo deveria ter recebido doze repasses, para garantir a limpeza, serviços de manutenção, segurança, entre outros. Ela recebeu apenas dois repasses”.

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Outro ponto ressaltado pelo professor é que a universidade vem sofrendo com a falta de verbas há muito tempo e que isso tem prejudicado o exercício docente, obrigando os professores do pólo de São Gonçalo a deixar em segundo plano sua dedicação exclusiva à universidade, para  preocupar-se  com a captação de recursos necessários à construção de laboratórios, reformas de sala de aula etc. Mario Pires conclui afirmando que cada vez mais o estado vem deixando de se responsabilizar pelos serviços públicos e alerta que isso tem aberto espaço para que nichos de mercado se formem – por meio das terceirizações, parcerias público-privadas (PPPs) –, nos quais interesses privados dos empresários prevalecem sobre os interesses públicos, tirando todo o caráter da universidade que deveria ser de servir ao povo, de maneira gratuita e de qualidade.

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