Venezuela: Reacionários arrastam massas à guerra civil

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Os protestos se tornaram diuturnos na Venezuela. A profunda crise econômica, política e social tomam já proporções de guerra civil.

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A violenta disputa entre a “oposição” — fração compradora da grande burguesia — contra o “governo” Maduro, representante da fração burocrática, se aprofunda desde março de 2016, quando, por meio do judiciário, o executivo passou a investir para restringir e fechar o parlamento, de maioria “oposicionista”, buscando substituí-lo pela participação gremial das massas corporativizadas.

Ao mesmo tempo, a situação de miséria e repressão desatadas pela crise do capitalismo burocrático joga as massas divididas pelas forças reacionárias em disputa em violentos protestos umas contra as outras. Há ainda atuação de grupos armados aparentemente civis que buscam radicalizar a situação e confrontar a opinião pública contra a gerência, alimentando a planejada intervenção imperialista. Como resultado, já somam mais de 35 mortos e mil detidos até o fechamento dessa matéria.

No dia 21 de abril ocorreu o último significativo protesto, com saques de lojas e confrontos com a repressão policial. Neste caso, cerca de 12 pessoas foram assassinadas, em sua maioria vitimadas por grupos armados.

Ianques ameaçam intervir

No início do mês de abril, o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos (organismo militar para dominar a América Latina), almirante Kurt W. Tidd apresentou ao Comitê de Serviços Militares do Senado um informe público. Por meio deste, revelou os planos ianques de intervir na Venezuela para reestruturar o velho Estado.

Como pretexto para conquistar opinião pública favorável, o almirante argumentou: “A Venezuela atravessa um período de instabilidade significativa no presente ano devido à escassez generalizada de alimentos e medicamentos, uma constante incerteza política e a piora da situação econômica”.

Partidários da subjugação nacional

O “governo” chavista, na realidade populista e serviçal imperialista que se apresenta como “socialista”, abriu ainda mais o país para a penetração e dominação imperialistas e serviu aos ianques tão somente para impulsionar o capitalismo burocrático.

A economia semicolonial venezuelana se sustenta quase que exclusivamente na produção e exportação de petróleo, que ocupa 97% dos ingressos por exportações. O maior comprador é o próprio USA, que se apropria de 65% da produção.

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