Rebeliões pelo mundo no 1º de Maio

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No Dia do Internacionalismo Proletário, o 1º de Maio, operários, camponeses, estudantes e trabalhadores foram às ruas de diversos países em manifestações classistas, internacionalistas e combativas que rechaçaram vigorosamente o imperialismo, seus “governos” lacaios, o fascismo e toda a reação. Nas jornadas de lutas, as massas e povos oprimidos do mundo conclamaram: Viva o 1º de Maio! Viva a Revolução!

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Hamburgo, Alemanha

No Peru, o Movimento de Trabalhadores Progressistas realizou agitações pela capital (Lima). Em uma movimentada praça da cidade, os ativistas do movimento popular se confrontaram com os revisionistas do Movadef (renegados da guerra popular e do Partido Comunista do Peru – PCP) que realizavam uma panfletagem no mesmo local.

O Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização), organismo do PCP para trabalho no estrangeiro, publicou um panfleto distribuído na ocasião para mostrar o trabalho de frente desempenhado pelo PCP nas cidades.

Destacam-se os trechos: “Querido povo, hoje, tal como ontem, seus melhores filhos desenvolvem o caminho democrático, o caminho é longo, o rio é tormentoso, mas ao fim a luta dará frutos; os genocidas, fascistas, reacionários, revisionistas e oportunistas (miseráveis que falam como pobres mas vivem como ricos), os claudicadores que pedem paz de cemitérios, todos pagarão os abusos que cometem contra o povo, contra o trabalhador, todas as injustiças; chegando o dia em que a bandeira puka [vermelha] flamejará alto, brilhante perspectiva nos dá a história”. O panfleto conclama ainda a não votar.

No Chile, a manifestação na capital, Santiago, contou com a participação de milhares de pessoas. A juventude combatente enfrentou os carabineros (policiais), que lançaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água contra os manifestantes. Em resposta, a juventude lançou paus, pedras e ergueu barricadas. Houve ainda uma marcha na comuna de La Granja na qual os movimentos populares como Frente de Estudantes Revolucionária Popular (FERP), Movimento Feminino Popular (MFP - Chile) e outros.

No Equador, os revolucionários organizaram uma importante marcha em denúncia contra o recém-vencedor da farsa eleitoral, o reacionário e oportunista Lenín Moreno. Durante a manifestação também foi celebrado o 100º ano da Grande Revolução Socialista de Outubro.

Na Alemanha, na cidade de Hamburgo, a Aliança Contra a Agressão Imperialista (ACAI), como em todos os anos, organizou um combativo bloco vermelho na manifestação do 1º de Maio, contando com 1.500 ativistas e militantes vindos de diversas partes da Alemanha e da Turquia (como a ATIK – Associação dos Trabalhadores Turcos na Europa). O bloco levantou alto a combativa bandeira vermelha do internacionalismo proletário. Os revolucionários denunciaram no carro de som os crimes imperialistas cometidos no Oriente Médio, especialmente na Síria, Afeganistão, Iraque e em outros países do mundo.

Nas cidades alemãs de Magdeburg e na capital (Berlim) também houveram protestos. Na capital uma marcha reuniu 10 mil pessoas. O Comitê Vermelho de Mulheres de Berlim realizou intervenção ressaltando a necessidade de reconstituir o Partido Comunista da Alemanha para desatar a Revolução Socialista com guerra popular. Durante o ato, a juventude e os trabalhadores foram agredidos pela polícia e houve intensa resistência das massas que repeliu a repressão.

Na Áustria, houveram marchas nas cidades de Linz, Viena, Innsbruck, Graz e Salzburg. Em Linz, um comício foi organizado pelos maoistas para discorrer sobre o 1º de Maio. “Proletários de todos os países, uni-vos sob a bandeira do maoismo!”, conclamou um militante ao fim do Hino do proletariado, A Internacional; cerca de 300 ativistas revolucionários participaram.

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Santiago, Chile

Em Viena, os maoistas participaram de uma manifestação com as massas migrantes e muçulmanas, sob a consigna “Fora o Poder tudo é ilusão!”.

Na cidade de Innsbruck, cerca de 1.000 manifestantes se reuniram em uma marcha que contou com intensa presença de revolucionários turcos. Os maoistas reiteraram a necessidade de unir-se sob o maoismo.

Na Noruega, em Stavanger e em Oslo, capital do país, blocos vermelhos realizaram marchas, hasteando bandeiras vermelhas com a foice e martelo e consignas contra o imperialismo. Durante a manifestação os revolucionários repeliram um fascista que tentou tomar a bandeira de um dos militantes.

No USA, na cidade de Austin (Texas), jovens maoistas organizados como Guardas Vermelhos realizaram uma marcha armados com fuzis e revólveres. Em meio ao protesto houve uma confrontação dos revolucionários com grupos fascistas armados que pregam a “supremacia branca”. A ação firme e decidida dos maoistas impediu um banho de sangue incitado pelos reacionários. Em pronunciamento, os Guardas Vermelhos reafirmaram que “Sem um Exército Popular, o povo não tem nada”.

Em Portland (Oregon, no USA), uma marcha foi reprimida pela polícia, que prendeu mais de duas dúzias de pessoas. Houve resistência decidida da juventude com coquetéis molotov, bombas e pedras. Viaturas foram destruída em revide.

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Paris, França

Na França, trabalhadores e a juventude enfrentaram a polícia durante uma manifestação na capital. Em confrontos com as forças de repressão, os manifestantes lançaram coquetéis molotov contra os policiais, ferindo três deles.

Na Itália, também ocorreu confronto entre trabalhadores e a polícia na cidade de Turim quando manifestantes tentavam chegar à Praça Castello. O Partido Comunista Maoista da Itália interviu ressaltando a necessidade da revolução.

Na Turquia, país que segue em guerra popular dirigida pelo Partido Comunista da Turquia / Marxista-Leninista (TKP/ML), mais de 200 pessoas foram presas durante enfrentamentos em várias partes de Istambul. As massas levantaram faixas e cartazes em celebração ao 1º de Maio e contra o “governo” fascista e semicolonial de Recep Tayyip Erdogan.

Na Índia, país onde o Partido Comunista da Índia (Maoista) dirige uma guerra popular, milhares de trabalhadores marcharam contra o primeiro-ministro reacionário Narendra Modi e o “governo central”, em Nova Delhi.

Nas Filipinas, país que também está em guerra popular dirigida pelo Partido Comunista das Filipinas, mais de 20 mil pessoas protestaram exigindo aumentos salariais e o fim dos contratos temporários. Um boneco do arquirreacionário Trump foi queimado pelas massas na capital Manila.

Em inúmeros outros países, sobretudo da Ásia e do leste europeu, aconteceram massivas manifestações e outras atividades pela passagem do dia de luta do proletariado internacional.

Maoistas emitem declarações

O Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) emitiu uma precisa declaração na qual aborda o 100º  aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro e a situação internacional, a crise geral do imperialismo e a ofensiva estratégica da Revolução Proletária Mundial, com foco na situação do Movimento Comunista Internacional.

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Austin, estado do Texas,USA

“Nunca, em nenhuma época da história, um modo de produção fez tanto em tão pouco tempo, e para tão grandes, extensas e profundas massas exploradas, como fez o socialismo! A história contemporânea e os povos do mundo são incontestáveis testemunhas”.

Ao abordar a questão das guerras imperialistas no Oriente Médio (Síria, Afeganistão, Iraque etc.) e das resistências nacionais, a declaração afirma: “Os próprios imperialistas estão dizendo que necessitam prepararem-se para enfrentar situações muito mais graves no Oriente Médio Ampliado (OMA), estão calculando que o esmagamento da resistência mediante assassinatos em massa trará uma resistência mais forte, que tomará formas mais perigosas para todos eles, que passará a desenvolver-se como um levantamento generalizado em toda a região com guerras de guerrilhas”. “[Os povos] estão desenvolvendo heroicas guerras de resistência de libertação nacional contra o invasor imperialista e suas gigantescas matanças em massa. Sim, é assim! O que não poderiam fazer estes povos se o maoismo estivesse no mando dessas guerras de resistências!”. “Necessitamos contribuir ao amadurecimento das condições subjetivas para que ali se gere a direção proletária para transformar essas guerras em guerras populares”.

“Na América Latina, em meio da luta de classes e da luta de duas linhas no Brasil, Equador, Chile, Bolívia, Colômbia até no México, os comunistas estão brigando por reconstituir seus Partidos para iniciar a guerra popular”. “E o desenvolvimento da guerra popular na Índia não só tem importância para a revolução na Ásia e nos países oprimidos do mundo, como também pelo impacto que está tendo na China revisionista; o trovão das armas da guerra popular na Índia fará despertar ainda mais o proletariado e povo da China para fazer sua própria guerra popular para contrarrestaurar o socialismo”, ressalta o MPP (CR).

No dia 1º de Maio de 2017, mais de 20 partidos e organizações marxistas-leninistas-maoistas de diversos países lançaram uma Declaração Conjunta intitulada Por um Primeiro de Maio vermelho, revolucionário e internacionalista.

Os maoistas ressaltam: “Os proletários e as massas devem rechaçar firmemente as ilusões do caminho parlamentar e pacífico que os desarmam e devem empreender com firmeza o caminho revolucionário”. “A guerra imperialista e a ditadura reacionária da burguesia fazem necessário aos partidos equiparem-se para opor-se à guerra imperialista, para a guerra popular e para forjar sua força de combate como núcleo do exército vermelho”, concluem.

Houve ainda outras declarações, como a da Aliança Contra a Agressão Imperialista (ACAI), a do Comitê pela Fundação do Partido Comunista (Maoista) da Áustria e a do Partido Comunista do Equador - Sol Vermelho, na qual abordam a situação internacional, a necessidade da guerra popular para transformar o mundo e o grande significado do 100º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917, na Rússia.

A íntegra das declarações traduzidas podem ser lidas em serviraopovo.wordpress.com.

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