Encenando e ensinando no palco da vida

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Natural de Tabuleiro do Norte, interior do Ceará, Wall Schneider migrou para o Rio de Janeiro em um caminhão de melão com o sonho de ser artista, e hoje passa o seu saber para pessoas das mais variadas idades. Idealizador do projeto No Palco da Vida, que oferece ensino de teatro, oficinas diversas, eventos etc. Wall acredita que o teatro é uma mola capaz de impulsionar a vida de muita gente, e constata isso em seus alunos.

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— Ser a ponte para pessoas realizarem seus sonhos não tem preço e é essa a filosofia que emprego não só aqui no projeto, mas em tudo o que faço. Minha descoberta da arte foi com o circo aos 7 anos de idade. A primeira vez que vi levantarem a lona fiquei na esquina olhando, e a grande mágica foi quando vi os palhaços com o nariz vermelho, foi o sorriso que faltava na minha vida — fala Wall.

— Voltei para casa e lembro que disse “Mainha, eu quero ser aqueles homens que tem aquele negócio vermelho no nariz”. E para assistir aos espetáculos circenses, como eu não tinha condições de pagar o ingresso, me candidatava para vender maçãs do amor. Não conseguia vender nenhuma, mas assistia o espetáculo todo — recorda.

— Além de vender maçãs ajudava a levantar a lona, e assim ficava vendo o processo de preparação até entrar em cena. Isso me ajudou a representar peças em cima de carrocerias de caminhão lá no interior, e hoje mostrar para meus alunos essa formação, que é a verdadeira construção do artista — afirma.

Impulsionado por seus sonhos, aos dezessete anos de idade Wall migrou para a cidade grande.

— Com a ajuda da minha mãe consegui uma carona no caminhão que estava vindo para o Rio de Janeiro cheio de melões. Ela conseguiu também vinte e cinco reais emprestado, e assim todo esse sonho começou, com apenas vinte e cinco reais, vinte anos atrás — relata.

— Disse para mim mesmo “Se acontecer de na estrada eu parar, se a minha trajetória for interrompida, ela será interrompida comigo lutando por algo”. Desci na Ceasa, no Rio de Janeiro, às 4 horas da manhã, fiz faxina, lavei pratos em um restaurante muito famoso em Copacabana, o Le Bec Fin — continua.

Foi nesse restaurante que Wall conheceu Emílio Carlos Rollo Schneider, a pessoa que investiu em seu sonho.

  — Peguei o seu sobrenome para homenageá-lo. Ele perguntou se eu toparia fazer faxina na casa dele e eu topei. Ele foi tomando gosto por mim, pagou meus estudos e me pediu em troca que, ao realizar meu sonho, teria que compartilhá-lo com o máximo de pessoas, e as ajudar a tocar seus sonhos também, condição que estou seguindo à risca — afirma.

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