Ucrânia: Novos confrontos na agressão imperialista

A- A A+

A guerra de agressão e de repartilha segue desenvolvendo-se na Ucrânia. Em uma escalada de violência no leste do país desenrolam-se combates por terra entre exército semicolonial ucraniano e mercenários pró-russos, além de bombardeios. Ao todo, o saldo atinge mais de 10 mil mortos.

http://anovademocracia.com.br/189/21a.jpg

Em março, o exército ucraniano enviou novos tanques T-80 para as zonas de conflito.

No fim de maio, a chanceler alemã Angela Merkel pronunciou a necessidade de trabalhar para um diálogo de paz que envolva Alemanha, França, Ucrânia e Rússia – excluindo o USA, expressando contradições entre Alemanha e USA na disputa daquela região.

Além disso, setores do imperialismo ianque propugnam por aderir a Ucrânia e a Geórgia na OTAN, o que seria mais um passo rumo a um desenvolvimento cada vez mais aberto das condições para a terceira guerra mundial. Enquanto isso, sangra na faca de dois gumes a agredida nação ucraniana.

Breve resumo da pugna

Em novembro de 2013, o então gerente de turno ucraniano Viktor Yanukovich se recusou a assinar um acordo com a UE e fez pacto com a Rússia, pegando empréstimo de 15 bilhões de dólares de Moscou e aprofundando a penetração do imperialismo russo.

Orquestrados pelo USA e pela União Europeia, grupos fascistas se sublevaram causando distúrbios. A crescente repressão e violência levou o país à beira da guerra civil e o lacaio russo Yanukovich deixa o cargo. Assume então, meses depois, o reacionário Petro Poroshenko, conhecido como “rei do chocolate”, alinhado com a UE e com os ianques.

Em abril de 2014, movimentos separatistas, financiados e armados pelos russos no leste da Ucrânia tomam cidades como Lugansk, Donetsk, Avdivka e Slaviansk, onde vivem 15% da população da Ucrânia de origem russa.

Disputa interimperialista

De 1991 até os dias atuais, com a derrocada do social-imperialismo soviético, a União Europeia (principalmente Alemanha) e a OTAN (principalmente USA) avançaram sobre o Leste Europeu, anexaram a Alemanha Oriental, retalharam a Iugoslávia e a Tchecoslováquia, estendendo sobre elas e outras como Hungria, Polônia, Romênia, Bulgária, etc., posteriormente sobre as antigas repúblicas da ex-URSS do Cáucaso e oriente, como Geórgia e a região da Chechênia, Cazaquistão e outras. Por último veio a intervenção na Ucrânia, instalando-se um amplo teatro das disputas interimperialista.

Para o USA, como superpotência hegemônica única, é fundamental tomar sob seu controle essas áreas de influência servindo ao propósito de cercar militarmente a Rússia (superpotência atômica), estabelecendo bases militares nessas regiões e construindo os escudos antimísseis nucleares para neutralizar a capacidade bélica-nuclear russa, e assim submetê-la, através da guerra, totalmente à sua hegemonia.

Os imperialistas russos consolidaram sua posição na Crimeia – região anexada em março de 2014 –, e mesmo com toda a pressão e as inúmeras sanções aplicadas, frustraram os intentos ianques de controlar toda a região.

Assine já!

Receba quinzenalmente a edição impressa
do Jornal A Nova Democracia no seu endereço
e fortaleça a imprensa popular e democrática.

Endereços


Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20.921-060
Tel.: (21) 2256-6303

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

EXPEDIENTE

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda 
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond 
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja
Rafael Gomes Penelas

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait