Venezuela: Protestos deixam mais de 50 mortos

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A profunda crise econômica e política do capitalismo burocrático venezuelano, já exposta nas últimas edições de AND, segue se aprofundando com protestos envolvendo milhares de pessoas por todo o país contra o gerenciamento semicolonial do oportunista Nicolás Maduro, que preside a superexploração e o empobrecimento crescente do povo.

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Reação divide o povo e joga massas contra massas. Caracas,Venezuela, 05/05/2017

Na segunda quinzena de maio, os protestos diuturnos e generalizados ocorridos por todo o país elevaram o número de mortos para 51 e centenas de feridos, até o fechamento desta edição, 26 de maio.

Em 12 de maio, na capital Caracas, centenas de aposentados e pensionistas trocaram socos com policiais da tropa de choque em protesto contra a pauperização do benefício. No dia 22, no estado de Barinas (oeste do país), protestos terminaram com 3 mortos e um sem número de lojas saqueadas. Um dos mortos foi o jovem de 19 anos identificado como Yorman Alí Bervenia, que participava do protesto e foi baleado. Ele foi hospitalizado, mas faleceu.

“O governo nos declarou guerra”, disse o jovem Carlos Herrera, com rosto coberto, ao monopólio de imprensa, durante protesto. “Tenho que incentivar os guerreiros que estão aqui”, concluiu.

Carece direção proletária

Pela falta de um partido revolucionário do proletariado para organizar essa revolta, esses amplos e profundos setores das massas rebeladas, cada vez mais empobrecidas pela crise e descrentes com décadas de oportunismo, debatem-se por encontrar um caminho. A “oposição” reacionária, insuflada e patrocinada pelo imperialismo ianque, aproveitando-se dessa ausência, tem dado direção a essas massas, dividindo o povo entre as duas bandas na disputa reacionária e cavalgando essa revolta no objetivo de derrubar Maduro para estabelecer um novo governo reacionário lacaio do USA.

No fundo, o que está se dando é uma feroz luta entre as frações da grande burguesia pelo controle do aparelho do velho Estado.

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