Michel Temer aprofunda o massacre no campo

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O gerenciamento de Temer/PMDB e toda a sua quadrilha de inimigos do povo tem sido marcado pelo aprofundamento do genocídio no campo. Desde que Temer assumiu a administração do velho Estado burguês-latifundiário em 12 de maio de 2016, de forma interina, já foram ao menos 71 assassinatos no campo, conforme dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) até o dia 26 de maio deste ano.

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O genocídio, enquanto política de Estado, vem sendo aperfeiçoado e incrementado pelos últimos gerenciamentos de turno de FHC/PSDB, Lula e Dilma/PT/pecedobê, com o aumento dos assassinatos, ataques, despejos e prisões.

A luta de classes no campo brasileiro se agudiza. De um lado, a opressão praticada pelas classes dominantes reacionárias e lacaias do imperialismo; do outro, a resistência indomável, intrépida e heroica das massas do campo, que se expressa principalmente nas tomadas de terras pelos camponeses e na retomada dos territórios tradicionais pelos indígenas e quilombolas.

A violência do latifúndio e do velho Estado

De janeiro a 20 de maio deste ano, já foram ao menos 36 assassinatos no campo, entre os meses de abril e maio foram 29 assassinatos.

Segundo o relatório Conflitos no Campo – Brasil 2016, lançado em 19 de abril deste ano pela CPT, o ano de 2016 foi o segundo mais violento dos últimos 25 anos, com ao menos 61 pessoas assassinadas, em sua esmagadora maioria camponeses, como parte do genocídio promovido pelo latifúndio com anuência do velho Estado. O número de assassinatos em 2016 fica atrás apenas do ano de 2003 – primeiro ano do gerenciamento de Lula/PT – quando 73 pessoas foram assassinadas. Isto quer dizer que, em 2016, tivemos uma média de ao menos 5 assassinatos por mês no campo. Em 2015, haviam sido assassinadas ao menos 50 pessoas.

Ainda que os dados sejam subestimados, pois muitos casos dos crimes do latifúndio contra camponeses são tratados como “casos de polícia” e não são notificados a entidades da luta pela terra, o relatório nos oferece um panorama da luta de classes no campo e, principalmente, da luta camponesa.

Na lista de pessoas assassinadas, chama a atenção a seletividade de quem é assassinado, tendo em vista a quantidade de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas, além de apoiadores das lutas pela terra e pelo território.

Alguns dos assassinados já haviam recebido ameaças de morte e até sofrido tentativas de assassinato. Fatos esses que as próprias vítimas já haviam comunicado às instituições do velho Estado, mas que estas nada fizeram a respeito. Para exemplificar tal afirmação veja-se o caso de Genivaldo Braz do Nascimento, assassinado em 8 de julho de 2016, em Araguaia (TO) após ter feito três Boletins de Ocorrência na Polícia Civil devido à ameaças de morte sofridas por ser uma das principais lideranças na luta pelas terras da fazenda Pinheiro.

De 2015 para 2016, todas as formas de violência contra os camponeses apresentaram aumento significativo. Em 2016, foram registradas ao menos 74 tentativas de assassinatos (59 em 2015), 200 ameaças de morte (144 em 2015), 571 agressões (187 em 2015) e 228 presos (80 em 2015).

A “Amazônia Legal”, região oficial que abrange a Região Norte, além de partes do Mato Grosso e Maranhão, concentra a maior parte dos crimes do latifúndio no país. Esta região concentrou 79% dos assassinatos (48 dos 61), 68% das tentativas de assassinato (50 das 74), 86% das ameaças de morte (171 das 200) e mais de 80% das prisões (192 das 228).

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