Guerrilheiros do Araguaia: Presentes na Luta!

A- A A+

Na edição nº 187 de AND (abril de 2017), quando completaram-se 45 anos do início da Guerrilha do Araguaia, afirmamos que “Durante dois anos, de 1972 a 1974, em pleno regime militar fascista, os guerrilheiros do Araguaia enfrentaram heroicamente três grandes campanhas do exército reacionário em conjunto com as demais forças armadas (aeronáutica e marinha), além da polícia militar”.

E ainda apontávamos que o glorioso episódio foi “uma luta armada dirigida pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no sul do estado do Pará” e, na ocasião, “Dezenas de militantes comunistas de várias partes do país deslocaram-se para tal localidade e, junto às massas camponesas, deflagraram aquela luta que, até os dias atuais, foi o marco político e ideológico mais importante da luta de classes no Brasil”.

Nesta edição, homenageamos os (as) combatentes do Araguaia nascidos (as) no mês de junho. Tratam-se de valorosos homens e mulheres que verteram generosamente seu sangue na luta pela Revolução Brasileira nas fileiras do então revolucionário PCdoB, que em nada se assemelha ao pecedobê revisionista dos dias atuais.

Jana Moroni

http://anovademocracia.com.br/189/05-jana.jpgNascida em 10 de junho de 1948, a comunista Jana Moroni Barroso estudou na Faculdade de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ingressou no PCdoB, sendo uma das responsáveis pela imprensa clandestina do partido no Rio de Janeiro. Em abril de 1971, deslocou-se para o município de Metade, no sul do Pará, onde participou da Guerrilha do Araguaia, sendo comandante do Destacamento A. Na região, ela trabalhou na roça ao lado dos camponeses e foi professora primária. Casou-se com Nelson Lima Piauhy Dourado, que também lutou no Araguaia.

Verteu seu sangue em combate em janeiro de 1974, após ataque das forças armadas. Segundo depoimentos colhidos por sua mãe, a guerrilheira comunista Jana Moroni foi presa e levada para Bacaba, localidade às margens da Transamazônica onde foi construído um dos odiosos centros de torturas dos militares.

Jaime Petit da Silva

http://anovademocracia.com.br/189/05-jaime.jpgO combatente comunista Jaime nasceu em 18 de junho de 1945, em Iacanga, no estado de São Paulo. Jovem trabalhador, em 1962 se mudou para Itajubá (MG) e, em 1965, ingressou no Instituto Eletrotécnico de Engenharia da Faculdade Federal da cidade, além de trabalhar como professor de Matemática e Física. Como presidente do Diretório Acadêmico, foi preso no histórico congresso da UNE em Ibiúna (SP) no ano de 1968.

Em 1969, o militante do PCdoB abandonou a faculdade e passou para clandestinidade. Mudou-se para a localidade de Caianos, no Araguaia, onde já residiam seus irmãos Lúcio e Maria Lúcia, ambos guerrilheiros do Araguaia tombados em combate. Ingressou no Destacamento B das Forças Guerrilheiras. Caiu heroicamente em combate em 1973, aos 29 anos.

João Carlos Haas Sobrinho

http://anovademocracia.com.br/189/05-joao.jpgJoão Carlos nasceu em 24 de junho de 1941, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Participou de grêmios estudantis e, em dezembro de 1964, formou-se em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde presidiu o Diretório Acadêmico de seu curso.

Em missão do PCdoB, viajou até a China Popular, país que, após a Grande Revolução de 1949, construía exitosamente o socialismo sob a direção do Partido Comunista da China e do Presidente Mao Tsetung. Lá realizou curso na Academia Militar de Nanquim. Na volta ao Brasil, mudou-se para Porto Franco, em Goiás, onde montou um pequeno hospital. Devido às perseguições do regime militar, deslocou-se para São Geraldo, povoado às margens do Rio Araguaia.

Conhecido como ‘Juca’ pelas massas camponesas, fazia serviços médicos para a população e era muito querido pelos moradores. Verteu seu generoso sangue em combate em 1972, aos 31 anos.

Lúcia Maria de Souza

http://anovademocracia.com.br/189/05-lucia.jpgLúcia nasceu em 22 de junho de 1944, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. De origem proletária, com muito esforço entrou na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Participou do movimento estudantil e era responsável, junto com Jana Moroni, pela impressão e distribuição do jornal A Classe Operária, órgão oficial do PCdoB, nos anos de 1969 a 1970.

Abandonou a faculdade e o estágio no Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, e mudou-se para a região do Araguaia, próximo à localidade de Brejo Grande. Trabalhou ali como parteira das camponesas da região.

Sua inesgotável vontade de aprender fazia com que a jovem Lúcia estudasse até tarde da noite sob a luz do lampião nas terras onde travou-se a gloriosa Guerrilha do Araguaia. Era membro do Destacamento A e caiu em combate no dia 24 de outubro de 1973, após ser ferida e presa.

Assine já!

Receba quinzenalmente a edição impressa
do Jornal A Nova Democracia no seu endereço
e fortaleça a imprensa popular e democrática.

Endereços


Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20.921-060
Tel.: (21) 2256-6303

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

EXPEDIENTE

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda 
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond 
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja
Rafael Gomes Penelas

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait