Hoje e na era do rádio

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Sobrinha neta da cantora Emilinha Borba, Emanuelle Borba está a frente do projeto Espaço Cultural A Era do Rádio, que além de manter viva a memória desse momento, ajuda movimentar culturalmente a região de Sepetiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Há sete anos em atividade, a instituição oferece oficinas de graffiti, fotografia e funciona como um museu e uma biblioteca para a comunidade.

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— Sepetiba traz, de alguma forma, a memória do rádio porque aqui viveram vários radialistas e a Emilinha, por ter família aqui, tem uma história local. Entre outras, ela trazia artistas e movimentava a cultura da região – fala Emanuelle.

— O trabalho que realizo, junto a minha família e alguns amigos artistas que também são fundadores da instituição, é voltado para homenagear essa época importante para a cultura brasileira e também para movimentar a cultura local. Ele funciona como um museu comunitário – conta.

— Aqui tem um pequeno acervo da Emilinha e da era do rádio que veio dos próprios moradores. É um acervo colaborativo. Os moradores que têm em casa algo relacionado às rádios, a comunicação, doam para o espaço que fica aberto para visitação – continua.

Além de museu comunitário, o espaço promove outras atividades voltadas para a literatura e artes.

— Temos um acervo que é um cine literário, filmes e livros brasileiros que as pessoas assistem no local ou levam para casa e devolvem depois para que outros tenham acesso, funciona como uma biblioteca. Temos também aulas de artes visuais relacionadas à questão da região – fala.

— Nesse sentido já tivemos oficinas de graffiti voltadas para contar a história de Sepetiba. As imagens passeiam muito pela paisagem local, mostrando a Sepetiba que tem praia, que tem uma paisagem natural – continua.

— Como arte urbana o graffiti conta a história dos moradores também, misturando a história da localidade com os personagens locais, o povo da região: pescadores, crianças, caiçaras etc. Dentro dessa questão da arte visual já desenvolvemos também oficinas de fotografia e audiovisual, com um olhar crítico para o lugar – diz.

Há ainda, em fase de construção, um trabalho voltado para a rádio comunitária.

— Ele envolve a rádio web e é financiado pelo ponto de cultura, porque também somos um ponto de cultura. Já tivemos oficinas de rádio web e estamos em fase de montagem da rádio, acredito que até o final do ano ela já estará no ar – avisa.

Orgulho do lugar

— Na era do rádio os muitos radialistas que moravam ou passavam por aqui contavam e comunicavam a cidade sobre Sepetiba, porém, mais como um lugar do povo caiçara, de quietação, descanso, não muito de circulação e de investimento urbano. Mas, na década de 1960 houve um grande investimento público aqui, por ocasião das filmagens de uma novela no local – conta Emanuelle.

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