Greve Geral incendeia o país

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Na Greve Geral de 30 de junho paralisações, piquetes, barricadas e bloqueios de estradas se estenderam pelo campo e cidades em todo o Brasil. A reportagem de AND acompanhou as manifestações no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Os atos foram marcados pela combatividade, apesar das centrais sindicais pelegas tentarem sabotar a  mobilização nacional. Como afirmamos no editorial da edição 190 de AND, as massas estão fartas de traições e as revoltas populares se levantam por todo o país.

A Frente Revolucionária marcou presença em ato no Rio com a faixa ‘Eleição não! Revolução sim!’
A Frente Revolucionária marcou presença em ato no Rio com a faixa ‘Eleição não! Revolução sim!’ | Foto: Ellan Lustosa/AND

RJ: Revolta popular nas ruas do Centro

No Rio de Janeiro, milhares de pessoas se concentraram na Candelária ocupando grande parte da Avenida Rio Branco, no Centro. A manifestação seguiu para a Central do Brasil pela Avenida Presidente Vargas, onde os trabalhadores de diversas categorias levantaram suas bandeiras, faixas e cartazes com suas reivindicações e contra a gerência Temer.

Um bloco vermelho da Frente Revolucionária de Defesa do Povo (FRDDP), que contou com a participação de militantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), do Movimento Feminino Popular (MFP) e da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), destacava-se na frente do ato com uma faixa com a palavra de ordem Eleição não! Revolução sim! A Liga Operária fez a distribuição de milhares de panfletos conclamando a Greve Geral por tempo indeterminado e contra a traição e conciliação das cúpulas das centrais sindicais pelegas.

Quando a multidão chegou próxima a Central do Brasil, teve início um confronto entre manifestantes e a Polícia Militar. Muitos trabalhadores e jovens combativos com os rostos encapuzados não se intimidaram e enfrentaram a repressão lançando muitos fogos de artifício contra os policiais.

Na manhã desse mesmo dia, a cidade do Rio já havia registrado várias manifestações pela Greve Geral. Ainda na madrugada, manifestantes bloquearam a Linha Vermelha (altura da Ilha do Fundão), a Zona Portuária e a saída da Ponte Rio-Niterói. A Avenida Brasil também foi bloqueada em vários pontos. Na Penha e na altura do Fundão, enormes barricadas de pneus e objetos em chamas foram erguidas. Além disso, manifestantes bloquearam o acesso às barcas Rio-Niterói e a Avenida Venezuela, na Praça Mauá, Centro. Vias foram fechadas também na Região Metropolitana.

SP: Milhares na Avenida Paulista

Na capital paulista, milhares de manifestantes protestaram na Avenida Paulista contra as “reformas” de Temer. A grande manifestação começou no fim da tarde em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, durante sua realização, um pato inflável réplica do símbolo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi queimado. Na parte da noite houve repressão. A PM lançou bombas de efeito moral e deteve alguns manifestantes.

Greve Geral incendeia o país

Na parte da manhã deste dia de Greve Geral ocorreram protestos nos acessos aos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul, e de Cumbica, em Guarulhos, sendo que os manifestantes chegaram a entrar no saguão de Congonhas.

MG: Grande ato em Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, milhares de trabalhadores de diversas categorias tomaram as ruas do Centro pela manhã. Um bloco combativo e classista composto pela Liga Operária, Luta Popular e Sindical (LPS), Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região (Marreta), Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Sindicato dos Correios, Sindicato dos Empregados em Empresas de Serviços de Informática e Similares do Estado de Minas Gerais (Sindados), MEPR, UV- LJR, dentre outros movimentos classistas, interviu no ato erguendo alto a consigna contra as “reformas” de Temer e sua quadrilha. À frente do bloco combativo, uma grande faixa exigindo Liberdade incondicional dos presos políticos da Índia foi estendida em demonstração de internacionalismo proletário.

Greve Geral incendeia o país

A Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Pará e Tocantins também marcou presença no ato através de uma liderança que fez uso da palavra em vários carros de som denunciando a covarde Chacina de Pau D’Arco, no Pará, e conclamando o apoio à luta camponesa.

Pela manhã, houve bloqueios de rodovias em diversas regiões da cidade. Manifestantes colocaram fogo em pneus na Av. Cristiano Machado e na Avenida Cristiano Machado, no bairro Palmares, na Região Nordeste da cidade. Protesto com fogo em pneus também foi realizado na Avenida Padre Pedro Pinto, em frente à Estação Venda Nova. E, em Contagem, na Região Metropolitana, manifestantes bloquearam a Avenida Cardeal Eugênio Pacelli, no bairro Cidade Industrial. Os metroviários de BH se mobilizaram interrompendo a circulação dos trens por 24h.

Pelo país

Em Belém, Pará, cerca de dez mil pessoas foram às ruas no ato que contou com a participação de estudantes e trabalhadores que gritaram palavras de ordem como “Fora Temer e suas reformas” e “O Brasil vai muito mal, a solução é construir Greve Geral”. Bloqueios e barricadas foram feitos, como na Avenida Almirante Barroso e na Rodovia Arthur Bernardes, onde manifestantes do Sindicato dos​ Petroleiros interditaram um trecho da via durante cinco horas.

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Em Fortaleza, Ceará, onde 70 ônibus tiveram os pneus furados, houve confronto na manifestação e os trabalhadores escorraçaram os policiais que provocavam. Em Porto Alegre e outras cidades do Rio Grande do Sul várias ruas arderam em chamas de barricadas e no início da manhã pelo menos sete garagens de ônibus foram trancadas. Em Santa Catarina, nove trechos em três rodovias federais e uma estadual foram bloqueados e na capital Florianópolis os ônibus pararam por três horas.

Em Aracaju, Sergipe, milhares foram às ruas debaixo de chuva e no interior camponeses bloquearam vias com pneus, como a Rodovia Marechal Rondon, no município de São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro. Em Recife, Pernambuco, uma enorme barricada em chamas foi erguida por sem-teto na Avenida Cruz Cabugá e camponeses bloquearam várias estradas no interior, como em Petrolina. Em Brasília, trens, ônibus e metrôs pararam. Outros inúmeros bloqueios de rodovias por camponeses foram registrados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, assim como massivos protestos nas capitais.

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